sábado, 29 de maio de 2010

Músicas, músicas, músicas

Corte quando eu mandar capinar. Samba do Mirere, samba do Mirere, samba do Mirere cajuê...
Esta Elza Soares é metonimica. Qual é, qual é. Tem excelentes profissionais, mas tem aquele metonimicos, por isso não humanos!!! Pelé não jogou futebol Pelé é o Futebol. Elza não interpreta ela é a própria Música. Ponto. Assim, assim, assim. Elza é metonimica pois não é humana é música, tudo em Elza é suingado. Privilegiados nós que podemos ouvir Elza!!!! Desnecessário já que insignificante diante da arte de Elza a BBC ter considerado-a a voz do século.
*****

Ja que suinguei pela enésima vez, aqui neste blog, MPB - Música Preta Brasileira, sempre que ouço novamente me emociono mais uma vez. Disco essencial, se tivesse só produzido este disco Sandra de Sá já mereceria figurar entre as maiores. Mas ela produziu mais outros pertados. Viva o disco MPB. Suingue, balanço, suor, lagrimas, sangue, raça e amor.

Sou criolo preto brasileiro...bora lá para quadra, bora lá pro baile.

Hoje eu peguei pensando em Você. Te amo e não te amo (...) Te amo e nem sei como amo. Doi no coração (...) Te amo e não quero te amar.

Seus olhos /Ao invés de verdes / Deveriam ser vermelhos, incandescentes, Na mão, ao invés de uma rosa
Você deveria ter um tridente /Sua voz é tão suave/ Quando deveria ser mais arrogante /Vadiando na minha cabeça /Não me deixa um só instante /Mas eu vou lhe guardar / Com a força de uma camisa /Me despir do pavor (...)

Um grande disco de amor, de todos os tipos. Por que a sua voz fala tanto para mim, com você tudo fica melhor, se Você perceber (...) vai ser a minha vez de ser feliz. Em uma voz, em um balanço, com um suingue e acima de tudo uma verdade (como p.ex. quando Sandra chega ao choro em uma das interpretações) que torna algo que em outras circunstâncias seria vulgar em algo sublime.
*****

Menos suingue mas a mesma genialidade dos citados acima: Tom Zé -No JARDIM DA POLÍTICA -AO VIVO . Tom Zé é genialmente o maior cronista musical do Brasil. Título reforçado com a saída de Chico Buarque deste ramo. Neste disco, já de um tempo atrás mas sempore atual,  Tom Zé nos brinda com uma aula de filosofia, ciência política e sociologia aplicada ao caso brasileiro. Assim com Tom percorremos o universo do boia-fria, da hiper valorização da alienação da mercadoria em seu significante universal o dolar, passamos pelo marcha partido, pela classe operária e entendemos um pouco de um tal discurso a favor da liberdade. Bravo Tom que No Jardim da Política nos ajuda a entender um pouco da miséria da política nacional.

Nenhum comentário: