sexta-feira, 27 de março de 2009
Ainda sobre sonzeira, rap + rock +psicodelia + hardcore +reggae + punk
Ainda sobre hip-hop
Sabotage - Um Bom Lugar
Nesta onda de hip-hop, saudades do Sabotage, morto como vários pretos quando estava indo para o trabalho...Saudades do Mano Sabotage, espero que ele esteja em Um bom lugar...essa música é um belo manifesto Hip-hop. E nos seguimos sobrevivendo sem pilatragem, como diaria outro Mano, o Brown, sobrevivendo no Inferno.
RUN-DMC - Beats To The Rhyme
Para aliviar e curtir um grande balanço e uma ótima viber. RUNDMC. A revolucionária dupla que mudou a história da black music ao ser pioneira em uma nova forma de se tocar e cantar o funk. Mais tarde batizada de Rap- Ritmo e Poesia que acompanhado de outros elementos formariam o Hip-hop. Mais tarde RunDmc revolucionariam mais uma vez ao samplear uma banda de rock. Na hoje lendária gravação com o Aerosmith em Walk this way. Viva RUNDMC. Viva o hip-hop. Linguagem verdadeiramente genuína da periferia.
RUN-DMC - Beats To The Rhyme
Para aliviar e curtir um grande balanço e uma ótima viber. RUNDMC. A revolucionária dupla que mudou a história da black music ao ser pioneira em uma nova forma de se tocar e cantar o funk. Mais tarde batizada de Rap- Ritmo e Poesia que acompanhado de outros elementos formariam o Hip-hop. Mais tarde RunDmc revolucionariam mais uma vez ao samplear uma banda de rock. Na hoje lendária gravação com o Aerosmith em Walk this way. Viva RUNDMC. Viva o hip-hop. Linguagem verdadeiramente genuína da periferia.
Mix
quinta-feira, 19 de março de 2009
A Chicana
2) Se o próprio STF julgou que a CPI não poderia quebrar o sigilo da Satiagraha, não seria ele, De Sanctis, a decidir em sentido contrário.
3) A CPI veio com um novo pedido de quebra de sigilo sem acrescentar fato novo.
4) A CPI, propositalmente ou não, mistura os grampos realizados pela Kroll (objeto da Operação Chacal) com a investigação da Satiagraha.
5) A Polícia Federal auditou o Sistema Guardião e listou os policiais que tiveram acesso aos registros da Operação Satiagraha. A Justiça verificou que todos os registros de interceptações ali existentes têm embasamento judicial.
6) Não houve, portanto, nenhum indício de “interceptações clandestinas” que tenham sido utilizadas na Operação Satiagraha, como afirma a CPI.
7) O pedido de quebra de sigilo da Satiagraha feito pela CPI, ao afirmar que houve interceptações clandestinas na operação policial, é contraditório com as conclusões do próprio relator da CPI em seu relatório parcial.
8) As possíveis irregularidades cometidas por autoridades durante a Satiagraha já são objeto de investigação pelos órgãos competentes.
9) CPI só existe sobre fatos determinados. A CPI do grampo surgiu muito antes da Satiagraha, não sendo este, portanto, seu objeto de trabalho. E o trabalho de uma CPI não se confunde com o trabalho da Justiça.
10) O trabalho de uma CPI visa o conhecimento do Ministério Público, o aperfeiçoamento do Executivo e do Legislativo. Se todas as questões colocadas com relação à Operação Satiagraha são de conhecimento do Ministério Público e objeto de investigação da própria Polícia (Poder Executivo), não há nada que a CPI possa acrescentar.
11) Os três supostos vazamentos de informação da Satiagraha ocorridos até aqui estão sob investigação por parte da Polícia. E a CPI é suspeita, agora, de ter sido parte de um quarto vazamento.
12) A CPI pressionou a Justiça para obter as informações sobre a Satiagraha.
domingo, 15 de março de 2009
Mulheres e sexualidade, preconceitos e tabus II
Digo tudo isso pois andamos a volta com o velho debate sobre o aborto e como sempre as menos ouvidas são as mulheres. Veja o caso da menina estuprada em Pernambuco: caso típico da mentalidade cristã romana, a mulher em si não tem valor algum. Seu papel é somente o de reprodutora, sua função primordial é a maternidade. Daí ela não merecer usufruir de prazer (sexo só para reprodução, ainda que a Igreja não condene o prazer sexual masculino). Daí não é de se estranhar que sua vida possa ser posta em risco. Afinal, a preocupação com a vida da mulher tratar-se-ia de extremo individualismo. Neste caso, a morte no parto deveria ser encarado com apenas mais um desígnio do Pai. Pai obviamente, já que na tradição ocidental judaico-cristã e mesmo no Islão nada de se pensar em deidades femininas. Mulheres não poderiam jamais ocupar esse espaço pois que não são criadoras apenas reprodutoras.
Deixo aqui registrado minha opinião sou a favor da descriminalização do aborto. Aliás já repararam a estratégia dos conservadores, tomar a parte pelo todo. Assim sendo, você deve ser a favor da vida ou então ser acusado de ir contra a mesma. Ora, ser a favor da descriminalização de um ato não significa praticar o mesmo ou fazer proselitismo do mesmo. Outra coisa que me intriga neste caso todo, é a máxima dogmática utilizada pela Igreja: a Vida é inviolável.
Bom primeiro deixemos claro algo: dogmas não se discutem. Ou você crer ou você não crer. É algo indiscutível e, portanto, não o faremos aqui. O que queremos levantar aqui é a coerência da Igreja Romana a respeito da inviolabilidade humana. Por exemplo, as leis canônicas reconhecem a legitimidade da “guerra justa” e da revolução popular em caso de tirania prolongada e inamovível por outros meios (Populorum Progresio). É o princípio tomista do mal menor. Em muitos países, a Igreja aprova a pena de morte para criminosos.
A este respeito, dois padres brasileiros (ontem a noite o Monsenhor Fisichella em uma atitude surpreendente para quem ocupa o cargo que ele ocupa na Santa Sé em Roma publicou no Observatore Romano, o Diário Oficial do Vaticano uma crítica contundente a atitude do bispo brasileiro e defendeu os médicos, a menina e a família dela) manifestaram com rara sensibilidade. Frei Betto disse corretamente "o debate sobre se o ser embrionário merece ou não reconhecimento de sua dignidade não deve induzir ao moralismo intolerante, que ignora o drama de mulheres que optam pelo aborto por razões que não são de mero egoísmo ou conveniência social."(...)"É a defesa do sagrado dom da vida que levanta a pergunta se é lícito manter o aborto à margem da lei, pondo em risco também a vida de inúmeras mulheres que, na falta de recursos, tentam provocá-lo com chás, venenos, agulhas ou a ajuda de curiosas, em precárias condições higiênicas e terapêuticas. Uma legislação em favor da vida faria este problema humano emergir das sombras para ser adequadamente tratado à luz do Direito, da moral e da responsabilidade social do poder público." (...)Se os moralistas fossem sinceramente contra o aborto, lutariam para que não se tornasse necessário e todos pudessem nascer em condições sociais seguras. Ora, o mais cômodo é exigir que se mantenha a penalização do aborto. Mas como fica a penalização do latifúndio improdutivo e das causas que levam à morte, por ano, cerca de 26 entre cada 1.000 crianças brasileiras que ainda não completaram doze meses de vida?"
Outra manifestação foi o Padre Alfredo Gonçalves que também na direção do pensamento social cristão defende a excomunhão, mas nesse caso a excomunhão do: latifúndio, "paraísos fiscais", da exploração do homem pelo próprio homem como sistema de produção, entre outros. Na verdade, ele defende a excomunhão de dezenas de fatos, em outras palavras, a excomunhão da injustiça essa sim incompatível com o dogma maior do catolicismo.
Mulheres e sexualidade, preconceitos e tabus
sábado, 14 de março de 2009
Terras Quilombolas: o balanço 2008
sexta-feira, 13 de março de 2009
Viva as açoes afirmativas
De volta e o judiciário
quinta-feira, 5 de março de 2009
Ditatômetro Savoir-Faire 0.1 beta
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Nos campos e nas cidades a luta continua, apesar de Você Gilmar Dantas
O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo - FNRA, vem contestar as declarações carregadas de preconceito e rancor de classe do presidente do Supremo Tribunal Federal - STF, Gilmar Mendes, e apoiadas pelos Presidentes do Senado Federal, e da Câmara dos Deputados, contra os movimentos sociais e sindicais do campo. Ao longo da historia da luta pela terra no Brasil, a atuação dos movimentos tem sido inspirada pela garantia dos direitos humanos, em especial o direito à vida, à dignidade dos homens e mulheres do campo e o direito e a necessidade de realização de uma reforma agrária massiva, que contemple uma ampla e justa distribuição de terras.Lastimamos que o Presidente do STF, que é o guardião da Constituição Federal, não tenha incorporado à história de luta das classes populares nacionais. Em declaração recente a imprensa, o Ministro, em uma atitude revoltosa, coloca no mesmo patamar diferentes situações como as ocupações de terras, convênios e contratos assinados entre organizações e governo, questiona as autoridades responsáveis pelo repasse de verbas e pede a punição por crime de responsabilidade. Nunca a sociedade brasileira ouviu do Ministro uma condenação aos grupos de latifundiários armados no campo ou a concessão de financiamentos públicos aos grandes grupos econômicos, que tem provocado o trabalho escravo, chacinas contra populações tradicionais e crimes ambientais. Dessa forma, o senhor Ministro Gilmar Mendes, estimula o processo de criminalização dos movimentos sociais e sindicais, unindo e fortalecendo politicamente os setores que atuam no sentido contrario à consolidação de uma sociedade livre, organizada e democrática.A luta pela reforma agrária não vai recuar diante de declarações imponderadas como esta do ministro Gilmar Mendes. Ao contrario, fortalece a luta do FNRA contra as legislações que institucionalizam a criminalização das organizações, contra as leis que impedem as legitimas ocupações e A FAVOR da emenda constitucional que limita o tamanho da propriedade rural e pela assinatura da Portaria que atualiza os índices de produtividade.Atualmente existem cerca de 250 mil famílias de sem-terras acampadas nas beiras das estradas. Os recursos orçamentários da União destinados para a reforma agrária não dão conta desta demanda, apesar de estar comprovado que o Estado possui recursos suficientes para realizar a reforma agrária em menos de três anos. Adiar este processo significa promover e estimular a violência no campo, colocando em risco a vida de milhares de famílias brasileiras.E lamentável quando lemos e ouvimos o Presidente do Supremo Tribunal Federal apelar para Medidas Provisórias e legislações recentes sobre a reforma agrária, quando a Constituição Federal assegura aos cidadãos e cidadãs o direito à terra aos que nela trabalham, a moradia e a uma vida digna. O papel do FNRA é exigir do Estado o efetivo cumprimento da função social da propriedade da terra, para que dela os brasileiros e brasileiras tirem seu sustento.As lideranças dos diferentes movimentos reunidos em Salvador durante o Seminário Nacional pela Campanha do Limite da Propriedade da Terra não se sentem ameaçadas pelas palavras do Ministro Gilmar Mendes. Pelo contrario, se sentem desafiadas e estimuladas a renovar suas alianças e dar continuidade à luta histórica em nome dos companheiros e companheiras que tombaram nesta caminhada.Pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, já!ENTIDADES QUE COMPÕEM O FNRA:CONTAG – MST – FETRAF Brasil - CUT - CPT – CÁRITAS BRASILEIRA – MMC – MPA – MAB - CMP - CONIC – CONDSEF – Pastorais Sociais da CNBB - MNDH – MTL – ABRA – ABONG - APR – ASPTA – ANDES – Centro de Justiça Global - CESE – CIMI – CNASI – DESER – ESPLAR – FASE – FASER – FEAB – FIAN-Brasil – FISENGE - IBASE – IBRADES – IDACO – IECLB - IFAS – INESC – MLST – PJR – REDE BRASIL sobre Instituições Financeiras Multilaterais – Rede Social de Justiça e Direitos Humanos - RENAP – SINPAF – TERRA DE DIREITOS – EMPÓRIO DO CERRADO – COIABE – ABRANDH – ABEEF - Comissão de Justiça e PAZ – Grito dos Excluídos – Jubileu Sul/Brasil – Mutirão Nacional pela Superação da Miséria e da Fome.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Plantão Médico
Mariska Hargitay a detetive Olivia Benson de LAW and ORDER: SVU se tornou a atriz mais bem paga da TV ao fechar contrato para mais duas temporadas. Ao fim de dois anos ela terá recebido 15 milhões de dólares só de salário 03. Charlie Sheen com TWO AND A HALF MEN ele se tornou o comediante mais bem pago atualmente. São 350 mil dólares por episódio, mais participação nos lucros e uma grana extra (750 mil dólares) pelas reprises da série (ele merece principalmente para quem assistiu suas ótimas atuações no fins dos anos 80 e início dos anos 90 numa série de filmes que satirizavam outros grandes sucessos do cinema) 04. Christopher Meloni parceiro da detetive Benson, ele se deu tão bem quanto ela na negociação de um novo contrato em LAW and ORDER: SVU. Vai receber até 340 mil dólares a cada episódio como Elliott Stabler. 05. Kyra Sedgwick na semana em que recebeu o Globo de Ouro de melhor atriz de série dramática a Brenda Johnson de THE CLOSER renovou contrato, passando a receber até 300 mil dólares por episódio. Em quatro anos ela chega aos 16 milhões 06. Marg Helgenberger a Catherine Willows de CSI é outra na seleta lista dos mais bem pagos da atualidade. A cada episódio embolsa 300 mil dólares. (veja como é grande a lista das séries policialescas e de investih=gação, não sou muito fã dese genero mas que faz sucesso faz. Nesse ramo para mim a excessão é Cold Case, ou no Brasil Arquivo Morto) 07. Ray Romano o recorde do protagonista de EVERYBODY LOVES RAYMOND vai ser difícil de ser superado. Na última temporada da série ele recebia 1,3 milhão de dólares por episódio. Agora multiplica isso por 16... 08. Jerry Seinfeld ele recebia 1 milhão de dólares por episódio de SEINFELD quando resolveu que hora de a série acabar. Num lance desesperado o canal NBC ofereceu 5 milhões (!!!) por episódio para prolongar a sitcom um pouco mais e ele não topou (ainda bem que o Seinfield não topou encerrou sua série no auge, mas que dá saudade dá- um grande comediante comandando um elenco melhor ainda) 09. Friends caso raro na TV, os seis atores recebiam a mesma coisa: 1 milhão de dólares a cada episódio da última temporada. Quando a série acabou Matt Le Blanc, o Joey, até brincou que o que faria mais falta seria o salário (essa é para meu amigo Daniel do Peramblogando cresce cada dia mais o fuxico de que Friends se tornará um filme, alguns dizem que as negociações já até se iniciaram).
10. Shonda Rhimes: Vencedora do Globo de Ouro de melhor série dramática a criadora de GREYs ANATOMY valorizou seu passe com o sucesso da série. Vai receber 10 milhões de dólares para contar as histórias do Seattle Grace por mais três anos.
Afinal, ela está sendo moldada pelas grandes emissoras que não tem o minimo de interesse em mudar alguma coisa. A escolha do padrão Japonês pela qualidade, em detrimento a diversidade já foi balde de água fria em quem esperava ver mais canais e mais produções.
O jeito é ficar na internet mesmo… Já que ver televisão - salvo raríssimos casos - está cada vez pior."
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Curtas
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
algumas palavras sobre política e Fórum Social Mundial
Ao terminar os trabalhos do 8° Fórum Social Mundial (FSM), ao qual tive a oportunidade de assistir acompanhando a Comissão de Justiça e Paz dos dominicanos e dominicanas do Brasil, membros do Comitê Organizador Internacional informaram que 133 mil pessoas provenientes de 142 países participaram nas 2 mil 310 atividades autogeridas que se realizaram em Belém do Pará, de 28 a 31 de janeiro passados. Nelas se inscreveram 489 instituições, organizações, coletivos ou movimentos da África, 119 da América Central, 155 do México e América do Norte, 344 da Ásia, 4 mil 193 da América do Sul e 491 da Europa.
Pela primeira vez, Oceania esteve representada por 27 dessas entidades. Significativamente, no enorme acampamento dedicado aos direitos humanos reuniram-se durante esses dias 10 mil pessoas, considerado um recorde, e nele estiveram representadas centenas de redes e organizações.
Uma média de 250 pessoas assistiram a cada uma das numerosas atividades que lá se realizaram, nas quais sobretudo se discutiu sobre as violações aos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais, levadas a cabo pelos governos e as empresas com seus grandes projetos hidrelétricos, mineiros e agropecuários, sobre a criminalização dos movimentos sociais, e sobre as perseguições e ameaças que sofrem as defensoras e defensores de direitos humanos. Informou-se igualmente que se realizaram mais 200 eventos, nos quais participaram aproximadamente mil artistas, que representaram a diversidade cultural dos povos do mundo. E que a imprensa colaborou com 4500 profissionais da comunicação. 2 mil credenciados e outros 2 mil que informaram sobre as atividades, conectando-se por meio de internet. Este conjunto compreendeu jornalistas independentes e representantes de 800 meios de comunicação credenciados em 30 países, entre eles, A Jornada do México, que por certo no encontro promovido pela Revista Margen Izquierda, da Editora Boitempo, sobre o futuro do fórum, foi repetidamente reconhecida pelo sociólogo Emir Sader, diante de um auditório atestado de pessoas, como um jornal crítico excepcional no mundo.
Levando em consideração a Carta de Princípios, que estabelece que o FSM não tem caráter deliberativo, e que embora funcione como instância articuladora, não tem a pretensão de ser um espaço de representatividade da sociedade civil mundial. Ao final da tarde do passado domingo 31 de janeiro foram lidos os documentos elaborados em 22 assembléias temáticas, nos quais se sintetizaram os principais pontos que se discutiram durante os quatro dias do Fórum. Tendo como eixos os direitos humanos, a justiça ambiental, os direitos coletivos dos povos, e ações para preservar a região panamazônica, neles se estabelecem compromisso para seguir enfrentando integralmente as conseqüências de morte do sistema capitalista, que na ótica dos movimentos sociais do mundo, gerou uma economia, uma política e uma civilização totalmente desconexas das necessidades mais elementares dos povos e dos direitos da natureza.
Como sempre aconteceu em todos estes Fóruns, nessa Assembléia Geral se acordaram também uma série de ações internacionais dos movimentos sociais que incluem, para este ano, mobilizações para defender o direito humano à água, a sua administração não comercial e sustentável durante o Fórum promovido pelas multinacionais em Istambul, Turquia, a partir da terceira semana de março; sua presença no encontro dos principais países industrializados e emergentes em Londres, os primeiros dias de abril, para pressionar o mundo por uma alternativa à atual crise inédita do sistema capitalista, e no dia 4 de abril em Estrasburgo, diante do parlamento Europeu, e depois, no dia 28 de julho na Itália, para seguir promovendo um mundo sem armas e sem guerras. Para o dia 12 de outubro está prevista uma mobilização global das organizações indígenas contra a mercantilizaçã o da vida, os transgênicos e a defesa de seus direitos à terra e a seus territórios, e em dezembro deste ano em Copenhague, palco da reunião da ONU sobre a mudança climática, um encontro global para promover as conclusões do Fórum sobre este urgente tema.
Em torno dos eixos da criminalização do protesto social, a violência de gênero, a discriminação e os direitos econômicos, sociais e ambientais, a declaração do Fórum sobre os direitos humanos estabelece também propostas concretas de solidariedade entre as organizações e os movimentos sociais, campanhas globais e mecanismos de vigilância, controle e comunicação por parte de agentes particulares e de governos, assim como ações de solidariedade com o povo palestino e a autodeterminação das nações e os povos originários. Ao final do Fórum quase todos os comentários dos participantes coincidiram em que este vai à direção correta, cada vez mais fortalecido pela crise atual do sistema capitalista, porém que é necessário atrair mais entidades da Ásia, África, Leste da Europa e outras regiões do mundo. Ficou, entretanto sem resolver a polêmica, também cada vez mais intensa, de se o Fórum pode assumir tomada de posição mais concreta em torno de temas urgentes, assim seja através das Assembléias dos Movimentos Sociais.
Frei Miguel Concha Malo, O.P.é promotor regional de Justiça e Paz de Cidalc.
(Artigo publicado sábado 7 de fevereiro no jornal mexicano "La Jornada")
No Fórum Social Mundial de Belém se concluiu que as alternativas ao neoliberalismo e à construção do ecossocialismo não se engendram na cabeça de intelectuais ou de programas partidários, e sim na prática social, através de lutas populares, movimentos sindicais, camponeses, indígenas, étnicos, ambientais, e comunidades de base. Aqui entro eu: Será? Temos que ser mais realistas e menos idealistas; venho de um contato muito intenso com um setor do movimento social e hoje diria que apesar de concordar na teoria com a afirmação acima discordo na prática. Devemos ter claro que o MST, por exemplo, é uma excessão.
Para gestar tais alternativas exigem-se pelo menos quatro atitudes. A primeira, visão crítica do neoliberalismo. Este aprofunda as contradições do capitalismo, na medida em que a expansão globalizada do mercado acirra a competição comercial entre as grandes potências; desloca a produção para áreas onde se possam pagar salários irrisórios; estimula o êxodo das nações pobres rumo às ricas; introduz tecnologia de ponta que reduz os postos de trabalho; torna as nações dependentes do capital especulativo; e intensifica o processo de destruição do equilíbrio ambiental do planeta.
A segunda atitude - organizar a esperança. Encontrar alternativas é um trabalho coletivo. Elas não surgem da cabeça de intelectuais iluminados ou de gurus ideológicos. Daí a importância de se dar consistência organizativa a todos os setores da sociedade que esperam outra coisa diferente do que se vê na realidade atual: desde agricultores que sonham lavrar sua própria terra a jovens interessados na preservação do meio ambiente. Aqui entro eu de novo. Neste caso sim concordo até mesmo como antropologo que a solução se encontra com os próprio grupos.
No seu apogeu, o capitalismo mercantiliza tudo: a biodiversidade, o meio ambiente, a responsabilidade social das empresas, o genoma, os órgãos arrancados de crianças etc, e até mesmo o nosso imaginário. Um exemplo trivial é o que se gasta com a compra de água potável engarrafada em indústria, dispensando o velho e bom filtro de cerâmica ou mesmo a coleta da limpíssima água da chuva após um minuto de precipitação.
Sem utopias não há mobilizações motivadas pela esperança. Nem possibilidade de visualizar um mundo diferente, novo e melhor.
Quarta atitude - elaborar um projeto alternativo. A esperança favorece a emergência de novas utopias, que devem ser traduzidas em projetos políticos e culturais que sinalizem as bases de uma nova sociedade. Isso implica o resgate dos valores éticos, do senso de justiça, das práticas de solidariedade e partilha, e do respeito à natureza. Em suma, trata-se de um desafio também de ordem espiritual, na linha do que apregoava o professor Milton Santos, de que devemos priorizar os "bens infinitos" e não os "bens finitos".
O projeto de uma sociedade ecossocialista alternativa ao neoliberalismo exige revisar, a partir da queda do Muro de Berlim, os aspectos teóricos e práticos do socialismo real, em particular do ponto de vista da democracia participativa e da preservação ambiental. Aqui para mim atingimos nosso calcanhar de aquiles; sei que assustarei muito mas não importa: é preciso rompermos com essa verdade absoluta chamada democracia e com essa sua vertente iluminada pelos intelectuais e gurus chamado Democracia Participativa. Principalmente se entendermos por democracia participativa, por exemplo, os projetos petistas. Vide o caso do OP e mesmo de políticas específicas como as dos quilombolas. Em uma locução "pra inglês ver".
O ecossocialismo se caracterizaria pela capacidade de incorporar conceito e práticas de igualdade social e desenvolvimento sustentável a partir de experiências dos movimentos sociais e ecológicos, assim como da Revolução Cubana, do levante zapatista do Chiapas, dos assentamentos do MST etc.
É vital incluir no projeto e no programa os paradigmas ora emergentes, como ecologia, indigenismo, ética comunitária, economia solidária, espiritualidade, feminismo e holística.
Este sonho, esta utopia, esta esperança que chamamos de ecossocialismo, não é senão a continuação das esperanças daqueles que lutaram pela defesa da vida, como Chico Mendes e Dorothy Stang, dois lutadores cristãos que deram suas vidas pela causa dos pobres, dos explorados, dos indígenas, dos trabalhadores da terra e dos povos da floresta.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Carnaval
A partir de fins dos anos 40 as escolas de samba já estavam ficando grandes e importantes, passaram então a entrar em contato com os acadêmicos da Escola de Belas Artes, primeiramente para a avaliação e produção dos desfiles e depois para a função que hoje conhecemos como de carnavalesco. O principal nome dessa primeira época é o revolucionário e genial Fernando Pamplona da Escola de Belas Artes. Acadêmico Pamplona se interessava pela temática negra tendo levado para o teatro erudito os elementos da semiótica afro-brasileira. No carnaval para se te ideia ele foi o iniciador de quase todos os grandes caranavalescos, incluindo os grandes: Arlindo Rodrigues, Joasinho Trinta. Veja a lista: Arlindo Rodrigues, Maria Augusta, Joãosinho Trinta, Rosa Magalhães, Renato Lage, Max Lopes. Como já adiantei acima, Pamplona era um acadêmico apaixonado pelas questões africanas e chegou mesmo a militar na esquerda brasileira, com isso ele revolucionou o carnaval das escolas ao chamar a atenção para o fato de que a festa devia voltar a suas origens africanas e para isso realizou uma série de carnavais históricos e campeões para o Salgueiro sempre com a temática de valorização do negro e de seus personagens perseguidos pela história oficial: são dessa época os lendários enredos (alguns destes desfiles feito pelos pupilos de Pamplona) Quilombos de Palmares, Festa para um Rei Negro, Xica da Silva, Aleijadinho, Chico Rei, Bahia de Todos os Deuses entre outros. São carnavais dentro de uma mesma temática a valorização do negro e da negritude. Para Pamplona os príncipes e princesas europeias que faziam parte do cenário carnavalesco nada tinha a ver com a nossa cultura. Após o Carnaval de 1960, a cultura afro-brasileira passou a ser valorizada. O negro como belo e de valor passou a ser a temática dos desfiles. Daí sua importância cultural, estética e política, unia assim suas convicções políticas como contestação do estado de coisa e também ao próprio movimento mais amplo da música e cinema novo. Por isso não se trata de uma música qualquer por um lado tinha que responder a esse projeto carnavalesco e por outro como qualquer samba enredo tinha que manter a harmonia da escola em desfile e o mais importante garantir o enredo. Para finalizar, uma curiosidade essa música nasceu sempre popular, Pamplona e sua equipe foram votos vencidos pois preferiam outro samba mas esse foi aclamado na quadra.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
China, Obama e a América Latina, Venezuela
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Brasil grande, tem reitor cientista social em Roraima
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
bom mocismo e o falso moralismo
Adivinha quem tá de volta explorando a sua vergonha
Eu sou melhor do microfone, não dou mole pra ninguém
Porque o Planet Hemp ainda gosta da MaryJane
Então por favor, não me trate como um marginal
Se o papo for por aí, já começamos mal
Quer me prender só porque eu fumo Cannabis Sativa
Na cabeça ativa, na cabeça ativa
E isso te incomoda?
Eu falo, penso, grito e isso pra você é foda
A mente aguçada
Eu sei que isso te espanta
Mas eu continuo queimando tudo até a última ponta
Eu continuo queimando tudo até a última ponta
Piso pesado e sinistro como o sol que vem sem dó
Quando eu tô preso em preto como em Daunbailó
Procurando e destruindo falsos MCs
Nocivos como os governantes do nosso país
Minha família quer tudo, como quem não quer nada
O estilo é livre, ninguém pode pará-la
Nada mais, nada menos, é, eu tô sabendo
Black Alien vai rimando, queimando, sobrevivendo
Se é o caso, queimo a casa e me livro do rato
Negozinho, se liga que eu não vou deixar barato
Então D2 " Qualé ",O que você me conta?
Eu continuo queimando tudo até a última ponta...
Até a última ponta!Eu continuo queimando tudo até a última ponta!
Olhe pra mim, veja as pupilas dilatadas
É a mente trabalhando, eu não vou te fazer nada
Sinta os efeitos da fumaça sonora, e não se esqueça
Planet Hemp, fazendo a sua cabeça
M-A-R-C-E-L-O, Marcelo D2, na lata sem dó
Dedo amarelo, enfumaçado e o pensamento longe
Mas eu continuo queimando tudo como Cheech e Chong
Não adianta armadilha, mermão, eu não caio
E muito menos cabeça de pobre é pára-raio
A mente aguçada, eu sei que isso te espanta
Mas eu continuo queimando tudo até a última ponta
Eu continuo queimando tudo até a última ponta
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Interatividade, sobre o post dia 02 de fevereiro dia de Yemanjá
Daniel disse...
Tive a oportunidade de acompanhar a festa de Iemanjá bem de perto, lá em Salvador. Sem dúvida foi uma experiência incrível poder observar toda a devoção de um público extremamente variado para com a rainha do mar.
Carlos Eduardo disse...
Ainda assistirei a uma. Aliás preciso arranjar parentes na capital baiana, pois o ideal é uma temporada (o que é impossível ficando em Hotel)e assim começar com a virada (revellion), passar pela procissão do Nosso Senhor Bom Jeus dos Navegantes e Nsa Sra Conceição da Praia, no começo de janeiro depois pela subida a Colina Sagrada para purificar na lavagem da escadaria do Bonfim e no começo de fevereiro a Festa de Yemonjá. Se for ainda mais festeiro, talvez chegar antes em dezembro para acompanhas as festas das Ayabas(orixás femininos) principalmente de Oxum em 12 de dezembro, afinal como canta a canção Salvador tem como Orixá uma Ayaba "toda a cidade é da Oxum".