quinta-feira, 8 de julho de 2010
Tempo de homengens
Já no dia 12 de julho será a vez do aniversário também de 20 anos de morte de João Saldanha, o João Sem Medo. João foi figura impar no mundo do futebol. Brilhante, para além de grande cronista do esporte, foi na verdade um sociologo do futebol brasileiro. Jamais escondeu suas opiniões, sua ideologia, sua ligação com o velho Partidão, o PCB, sua luta contra as injustiças sociais. Foi acima de um tudo um corajoso, que em plena ditadura ousou a desafiar um presidente-general, perdeu o cargo de treinador mas reafirmou uma vez mais que dignidade não tem valor.
domingo, 4 de julho de 2010
Sobre a Copa
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Copa do Mundo
Date: Fri, 4 Jun 2010 14:51:41 -0700
From: ceduar...
Subject: apostas na copa
To: dan...
Já que a Copa esta chegando quem tem peito que se exponha. Vamos lá, com gde risco de me dar mal, mas estou me atentando ao futebol dos times e não a camisa...o que é um perigo pois vários times sem camisa amarelam na copa. Mas vamos lá:
Grupo A Uruguay e México sobra França e Africa do Sul
Grupo B Argentina e Coreia sobra Grécia e Nigéria
Grupo C Inglaterra e EUA sobra a Eslovenia (porem) e Argelia
Grupo D Alemanha e Australia sobra Servia e Gana
Grupo E Holanda e Camaroes (pura aposta) pois tal como as que sobra esta tbém bem mal Dinamarca e Japão
Grupo F Itália Paraguay sobra Eslovaquia e New Zeland
Grupo G Costa do Marfim e Brasil, mas se Drogba estiver fora vou de Brasil e Portugal sobra Coreia do Norte
Grupo H Espanha e Chile ainda que a Suiça não toma go né (na ultima copa não tomou e nem fez) sobra Suiça e Honduras.
Já adianto que como gosto de futebol bem jogado minhas torcidas estão com Holanda, Espanha e Argentina uma semifinal com as 03 seria ótimo.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Os convocados do Dunga
Julio Cesar (Internazionale) – Merecidissimo é um dos melhores goleiros do mundo. No entanto chamo a atenção para algo comum a esta posição J.César vem tendo uma temporada abaixo do esperado tendo aliás falhado feio em alguns jogos.
Doni (Roma) – Discordo totalmente. Aliás nem sei como comentar a convocação de um jogador reserva, principalmente quando este é goleiro e para piorar perdeu a vaga para outro brasileiro. Ou seja nem mesmo a desculpa de perseguição por ser estrangeiro não cola. É a tal da coerência do Dunga que as vezes chega ser incoerente. Levario o Fábio disparado melhor goleiro em atividade no Brasil, aliás já viram como a mídia do eixo Rio-Sampa tenta negar esta obviedade. Mas o Victor também merecia até pela tal coerência que agora sumiu. Dois injustiçados.
Gomes (Tottenham) – Merecidissima, pouco se comenta no Brasil mas Gomes foi eleito duas vezes seguida (dois meses) consecutivo o melhor goleiro da Liga Inglesa. Detalhe na Liga joga o maior , eu disse o maior goleiro e o mais completo que já vi em minha vida Van Der Sar. ALém disso Gomes detém o recorde de goleiro com mais tempo sem tomar gol da Holanda e o de goleiro menos vazado da Europa em uma das temporadas no PSV.Foi bem convocado.
Maicon (Internazionale) – Melhor lateral-direito brasileiro e em ótima fase. Todos os lances vem dando certo. Merecidissima.
Dani Alves (Barcelona) – É bom ala, apesar de não defender tão bem.Merece pois joga em um timaço e se destaca.
Michel Bastos (Lyon) – Nenhum lateral-esquerdo convenceu. Poderia até levá-lo mas como reserva do Marcelo este sim vem jogando muito como meia no Real. Detalhe meia por meia, já que DUnga não chamou lateral esquerda pois ambos os convocados são meias.
Gilberto (Cruzeiro) – Sinceramente, e olha que é a palavra de cruzeirense fanático não levaria. Deve ter sido convocado pela falta de um dono para a posição, pela experiência e pode ser útil no meio
Lúcio (Internazionale) – Zagueirao. Dou o braço a torcer. Não me pergunte porque, pois nem eu sei mas sempre tive uma birra com o Lúcio. Birra mesmo. Mas dou o braço a torcer o homi esta jogando demais na Inter e como J. Cesar e Maicon sempre vai bem na seleção.
Juan (Roma) – Outro que sempre tive birra, continuo meio birrento com ele, tem vários problemas físicos, mas sabe jogar. Para sair do muro e por questão de gosto levaria o Alex do Chelsea que esta na lista stand by do Dunga..
Luisão (Benfica) – Não tem grife, mas é excelente.Zagueiraço.
Thiago Silva (Milan) – É bom, aliás muito bom, pena que acha que é Luizinho e as vezes se perde.
Gilberto Silva (Panathinaikos) – Merecido. Aqui discordo do bairrismo do Eixo sempre pegando no pé do Gilberto, foi fundamental em 2002 se salvou em 2006 e segura a atual seleção. Grande volante. Experiente e com maturidade.
Josué (Wolfsburg) – Dá turma não aceito e pronto.Tem jogadores mais completos,mais preparado, mais raçudo, mais forte, mais tudo. Levaria o Hernanes ou o Giuliano do Inter, Paulo Assunção do Atletico de Madri, ou o Sandro do Inter.
Felipe Melo (Juventus) – Não me empolgo nem um pouco, mas é homem de confiança e na seleção justiça se faça joga bem. Mas lembremos foi considerado um dos responsáveis pela Juventus ficar em setimo na Itália repito setimo seria como-se o Cruzeiro ou o Atletico em um campeonato mineiro de pontos corridos chegassem em setimo...imaginem...
Kleberson (Flamengo) – Dá turma não aceito e pronto. É reserva no Flamengo e não teve uma sequência com Dunga que justifique seu chamado. Ai se o técnico não fosse tão conservador ao invés de mais um volante levaria um meia: Ronaldinho qe nem merecia muito mas é diferenciado ou mesmo o Ganso.
Elano (Galatasaray) – É bom jogador, sabe passar, tem bom chute, bola parada. Foi bem convocado pelo que faz para a seleção.
Ramires (Benfica) – Fez uma temporada impecável pelo Benfica. Joga muito.Craque.
Kaká (Real Madrid) – Apesar da má fase, é indiscutível.
Julio Baptista – Foi reserva durante toda Lega Calcio. Não o chamaria. Na minha opinião, a vaga deveria ser do ALEX TALENTO.Mas voltando a terra poderia ser o Giuliano do Inter o J Wagner do S. Paulo que ninguem comenta mas é meia e joga de lateral esquerdo...
Robinho (Santos) – Ok, qdo estava mal era convocado agora esta bem tem que ir. mas não sou fã nao.
Nilmar (Villarreal) – Boa opção da turma que fez por merecer em campo.
Luis Fabiano (Sevilla) – Na seleção indiscuível.
Grafite (Wolfsburg) – Adriano não merecia mesmo ir. Nisso concordo com o Dunga tudo tem limite. Neste caso chamaria Kleber Gladiador, Tardelli, V. Love, Washgton antes do Grafite. Mas não é de tudo injusto, pelo menos é valente e com vontade. Se Fred estivesse inteiro, seria o nome. Mas os problemas físicos o atrapalharam.
A lista suplementar:
Alex (Chelsea) – Taria na minha lista principal. Destaca-se ainda como zagueiro Miranda e ALex Silva (que voltou) a dupla joga muito no S. Paulo.
Sandro (Internacional) – Bom volante. Outro que taria até na lista principal no lugar do Kleberson ou do Josue.
Marcelo (Real Madrid) – Outro que taria na lista principal.
Carlos Eduardo (Hoffenhein) – Bom jogador. Lembrança justa.
Paulo Henrique Ganso (Santos) – Tá ai a maldita incoerência o chama o cara ou não chama fica em lista de espera. Sei que vou polemizar mas neste caso não chamaria nem ele e nem o Neymar. Campeonato paulista é muito fraco para medir jogador para a Copa. Tem futuro.
Diego Tardelli (Atlético Mineiro) – Ótimo atacante. Outro que estaria na lista principal. Neste caso talvez não estivesse pois perderia a vaga para outro do mesmo nível.
Ronaldinho Gaúcho (Milan) – Outro que estaria na lista principal mas é bom tê-lo como uma carta na manga. Mas como Adriano este fez tudo para não ir.
Em linhas gerais, descordo do esquema do Dunga, do modo dele ver futebol. Mas reconheço em gerla, teve algumas excessões estrnhas aliás, ele é mesmo coerente. E é o tal do negócio de futebol resultado. Gosta num gosto mas o cara realmente ganhou tudo. Por isso mesmo em linhas gerias ele convocou certo. Lógico que certo dentro dos principios e visões dele. Deste modo sendo bem direto. Discordar, discordar mesmo discordo de Doni, J.Batista e Kleberson reservas absolutos, portanto, não poderiam ser da seleção do país e Josue que é muito fraco. Por questão de gosto também não levaria Felipe Melo, Juan e Gilberto mas entendo ele levar. portanto discordar mesmo só de 04 convocados.
Ps: para finalizar continuo meu protesto contra a elitização e privatização do futebol. Como um trabalhador e me incluo nesta - como educador- pode pagar 90 reais em um ingresso no Mineirão para ver o seu time.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Futebol...sempre ele
Para esclarecer na lista abaixo faltam alguns times. P. ex. Náutico, Sport, Vitória, Atlético Paranaense, Botafogo pois nenhum jogador me agradou nestas porcarias. Fla, Flu porque os que me agradam não cabe no critério bom e barato. E Palmeiras porque fica no misto acima, poucos jogadores bons e estes muito caro:
Inter: Andrezinho (tai um cara que ajeitaria o meio campo do meu time. Principal jogador do Inter na Copa do Brasil e na arrancada final do Brasileirão e é reserva lá no super elenco do Inter. Valeria um esforço).
Grêmio: Rever (fecharia bem a defesa de ambos os times mineiros esta em fim de contrato quando o Palmeiras, S. Paulo ou outro contratar começa a choradeira).
Avaí: Leo Gago (posso esta ficando doido mas é o volante que mais se aproxima do futebol do Ramires –defender e atacar – com eficiência. Se for verdade a notícia que esta indo para o Vasco. Ai eu paro com o futebol mineiro).
Muriqui: (ta longe, longe de ser um craque mas tem velocidade e finaliza razoavelmente. Seria um excelente opção tática).
Coritiba: Marcelinho Paraíba (este é craque desde os anos 90 no S. Paulo. Tai sem contrato, foi oferecido no começo do ano ao Cruzeiro. Mas os ditadores de plantão não devem gostar do empresário dele...fez falta este ano).
Sto André: Nunes (se é para ter camisa 09 que seja um de fato).
Barueri: Val Baiano (na linha dita acima).
S. Paulo: Borges (é outro que pode não ser craque mas é uma excelente arma tática no ataque e já foi bom finalizador. Sendo inclusive artilheiro do campeonato na época de Paraná).
Washigton: falem o que quiser mas de 1998 para cá ninguém faz tanto gol quanto ele. Já foi 3 vezes artilheiro do campeonato e este ano terminou na vice artilharia. O S.Paulo não o queria os outros times deram besteira e ele renovou recebendo bem menos só para ter um time para jogar.... desisto de novo do futebol mineiro...
Corinthians: Chicão outro que chegaria e arrumaria a defesa. Estava em fim de contrato.
Goiás: Vitor (tudo bem aqui assumo fui incoerente mas uma vez só vale....joga muito mas este deve ser bem caro).
Júlio César: (este já é do Cruzeiro, mas se depender do guia não volta sabe-se lá pq. Ou será que é muito o Cruzeiro ter os 02 melhores laterais do campeonato...o que na verdade é um engodo. POIS Juan e Leo MOURA SÃO INFINITAMENTE MELHORES E MAIS VENCEDORES...).
Atlético Mineiro: Márcio Araújo (esta sem contrato dando sopa...dos melhores a uns 5 anos volantes em Minas).
Opinião do Daniel do Peramblogando:
"Concordo com todos os jogadores. Incluiria o Eltinho, lateral esquerdo do Avaí e o Fernandinho do Barueri. Dois bons jogadores... Mas acho que o Fernandinho já deve estar inflacionado...E falou tudo... Pedro Ken? Quem?... É tipo Pedro Oldone... não é o cara que vai resolver... só vai inchar elenco... O Jobson eu não sei..."
PÓS-POST: acabo de ler o post abaixo do blog do Mauro Beting a respeito da campanha do meu time. Esclarecealgumas questões.
Em 2008, o Cruzeiro só não esteve na 14ª. rodada no G-4. Em 2009, só em 3 das 38 rodadas esteve entre os bambas. Justamente na que valeu o retorno para tentar o tri da Libertadores, em 2010. Título que escapou no Mineirão, na virada do Estudiantes. Tropeço que tirou o time de campo, o foco e o fogo no BR-09. Talvez tenha tirado a chance do bi brasileiro. Ainda assim, de terceiro em 2008 para quarto em 2009, o desempenho continua muito bom. Graças ao ótimo returno, armado por Gilberto, com os gols de Wellington Paulista, e o ótimo apoio dos laterais Jonathan e Diego Renan.
Se havia sido o melhor mandante no BR-08, em 2009 o Cruzeiro foi quem melhor mandou fora. Ganhou nove jogos, empatou cinco e perdeu cinco. Não perdeu como visitante no returno.
Ano passado, só havia faturado 35% dos pontos como visitante. Um dos cinco que menos empataram no campeonato (8 jogos). No BR-08, também havia sido – isoladamente – a equipe que menos empatou - apenas 4 jogos.
Teve o sexto melhor saldo entre os bambas. Fez os mesmos 58 gols do campeão Flamengo e do quinto colocado Palmeiras. Por seis rodadas chegou a ter o pior ataque da competição. Mas se recuperou brilhantemente no returno. Foi a nona melhor defesa. Com 1,4 gols em média.
Foi a segunda equipe que menos faltas cometeu – 17 por partida (em 2008, foi a quarta). A terceira equipe com menos cartões amarelos (em 2008, a segunda). Repetindo também em faltas cometidas o fair-play da temporada passada. Mas… em compensação… foi a terceira com mais vermelhos – 14. Novamente foi uma das que menos apanhou: a terceira (em 2008 foi a segunda).
Resumo da obra – os jogos mais corridos dos últimos anos envolvem o Cruzeiro. É dos times que menos fazem faltas e que menos as sofrem. O problema para Adilson é que, na prática, é também o time que menos desarma – apenas 22 bolas por jogo. Três a menos – em média – que o rebaixado Santo André. Em 2008, havia sido o quarto time com melhor desempenho no desarme.
Teve o segundo melhor passe – 89%.
Foi a sexta equipe que mais trocou passes. Mas apenas a oitava posse de bola.
Foi o time que mais virou a bola no BR-09. Mas com apenas o oitavo aproveitamento no fundamento.
O Cruzeiro cometeu 5 pênaltis. Teve 11 a favor.
Só o Náutico teve mais marcados.
APROVEITAMENTO: 54% (foi de 58% em 2008)
RODADAS NO G-4 – 3
RODADAS NO G MENOS 4 – 1
BASE: Fábio; Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Marquinhos Paraná; Fabrício e Henrique; Gilberto; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista
(5 da base do BR-08)
TREINADOR – Adilson Batista
OS 42 DO CRUZEIRO NO BR-09 (foram 34 no BR-08)
GOLEIROS: Fábio (33), Andrey
LATERAIS-ALAS-DIREITOS: Jonathan (26), Jancarlos, Patric
LATERAIS-ALAS-ESQUERDO: Diego Renan (28), Gerson Magrão, Fernandinho, Sorín
ZAGUEIROS: Leonardo Silva (24), Gil, Thiago Heleno, Vinícius, Cláudio Caçapa, Leo Fortunato, Gustavo, Luizão, Neguete
VOLANTES: Marquinhos Paraná (32), Henrique (31), Fabrício (30), Elicarlos (24), Fabinho, Mateus, Rômulo, Anderson Uchoa
MEIAS: Gilberto, Guerrón, Athirson, Bernardo, Leandro Lima, Wagner, Ramires.
ATACANTES: Thiago Ribeiro (29), Wellington Paulista (23), Kléber, Dudu, Wanderley, Eliandro, Zé Carlos.
(levando em conta os que jogaram ao menos 20 jogos, pelas contas do Footstats)
O ASSISTENTE – Gilberto (6, em 19 jogos – igualou Fabrício, no BR-08)
DESARMES – Henrique (2,6 em média –inferior a T.Heleno, em 2008)
DRIBLADOR – Jonathan (2,1 por jogo – menos que Jadilson, em 2008)
O FALTOSO – Leonardo Silva (2,5 por jogo)
A VÍTIMA – Kléber sofreu 5,9 faltas por partida – o dobro de Wagner, no BR-08.
O FINALIZADOR – Wellington Paulista acertou 55 % das conclusões.
PASSE CERTO – Leonardo Silva acertou 94,0% dos passes – como Thiago Heleno, em 2008
DONO DA BOLA – Jonathan a dominou por 1min43s em média, a cada jogo. – menos que Jadilson, no ano passado.
MELHOR DO TIME NO BR-08– Gilberto
REVELAÇÃO – Diego Renan
DECEPÇÃO – Athirson (pelas contusões)
EXPECTATIVA PARA O BR-09 - Libertadores. Confirmada.
GOLEADORES PRINCIPAIS –
Wellington Paulista (13 gols; média 0,5);
Thiago Ribeiro (8 gols, média 0,2);
Gilberto (7, média 0,3).
sábado, 19 de setembro de 2009
estarrecedoras II
domingo, 13 de setembro de 2009
setembradas
Em 1962 o Primeiro-ministro Tancredo Neves, sabendo da ligação que ele e a esposa, a jornalista e teatróloga Zora Seljan (belo-horizontina, filha de um etnógrafo croata), mantinham com a cultura negra, ofereceu-lhe o cargo de adido cultural na embaixada do Brasil na Nigéria.
Os tempos passados em Lagos renderam uma trilogia que, embora jamais indicada nos vestibulares brasileiros, foi traduzida para 19 idiomas. Escreveu dezenas e dezenas de obra sobre a África e sobre os afro-brasileiros.
Para entender melhor as ligações do Brasil com a África, vale a pena ler a trilogia Alma da África, composta por A Casa da Água, O Rei de Keto e Trono de Vidro.
sábado, 18 de julho de 2009
Drops
Como disse a um amigo antes de saber ganhar deve se sabe perder....
ainda mais quando se toma um vareiro e dentro de casa, o Veron humilhou a força de vontade do Cruzeiro. Os amigos mais próximo sabem e se lembram que nunca confiei neste time; aliás os amigos ficavam meio puto mas sempre achei que o Cruzeiro não passaria do S. Paulo e nem do Grêmio passou sabe se lá como ...se empolgou demais perdeu o pé da realidade e ai quando precisou jogar não conseguiu. Foi vibrante, foi raçudo, teve vontade essas qualidades são inegáveis, tanto quer foi aplaudido após o jogo. Mas faltou o principal: futebol.
Como já vinha alertando, agora vai ficar o resto do ano no sofrimento, na peleja para não cair...pior ainda se perder a raça e a vibração, pois o futebol é curto...O time até toca a bola, como gosta seu técnico, o Adilson - "o time gira a bola" - só não tem inteligência com ela aos pés. Aliás interessante e, por isso, apaixonante o futebol: Veron versus Wagner, como diz aquela personagem da televisão prefiro não comentar. No mais sobrou o futebol voluntarioso do Kleber, mas sou coerente e se critico o Tardeli dos Cocotas, que não faz gol em time grande e em jogos importantes, o mesmo vale para Kleber, atacante ataca e marca o gol do título isso o Bosseli fez, o Kleber não.
Abços, sempre orgulhosos
"Vamos Cruzeiro, querido de Tradição, Libertadores ser campeão!!!!"
sábado, 2 de maio de 2009
Para esquentar o bi-campeonato
No vídeo a Bela e a Fera. Na véspera do jogão nossa homenagem ao nosso Maestro e sambista Jadir Ambrosio.E de arremate, matéria do Jornal Estado de Minas a respeito da maior sequência de vitória na história do clássico. Dá-lhe Cruzeiro.
A vitória do Cruzeiro sobre o Atlético, por 5 a 0, neste domingo, no Mineirão, ficou marcada não só pelo fato de o clube ter repetido a maior goleada da história dos clássicos no Gigante da Pampulha. Com o triunfo, a Raposa igualou também a maior sequência de vitórias da história dos confrontos: sete.
Até então, a única marca de sete vitórias consecutivas havia sido alcançada nos confrontos entre 1964 e 1966, também pelo Cruzeiro. O segundo maior tabu de vitórias do clássico, com seis triunfos, pertence ao Atlético e foi conquistado nos anos de 1938 e 1939, quando o Cruzeiro ainda se chamava Palestra Itália.
A atual marca de vitórias, porém, já é mais expressiva que a dos anos 60, pelo impressionante saldo de gols conquistado. Curiosamente, a sequência começou há exatamente um ano, em 27 de abril, e com goleada semelhante à do último domingo: 5 a 0. De lá para cá, o Cruzeiro marcou 21 gols no rival e sofreu quatro. Uma média de três gols marcados por partida e 0,57 sofrido.
Entre 1964 e 1966, o Cruzeiro marcou 13 gols e sofreu quatro. Das sete vitórias, apenas duas foram por diferença de dois gols: 3 a 1, em 20 de junho de 1965; e 2 a 0, em 16 de dezembro do mesmo ano. As demais foram por diferença mínima. Há exatamente um ano, o Cruzeiro começava a série de sete vitórias consecutivas
As duas marcas históricas cruzeirenses coroam o trabalho de dois treinadores. Na sequência dos anos 60, Airton Moreira comandou o clube em todas as partidas. No tabu atual, Adílson Batista dirigiu a equipe em todos os sete triunfos.
Invencibilidade
A supremacia cruzeirense sobre o Atlético nos últimos anos também é comprovada pela marca de 11 jogos sem perder para o rival, com dez vitórias e apenas um empate. O clube persegue a maior invencibilidade da história dos clássicos: 13 jogos.
Até hoje, essa marca pertence ao Galo e foi conquistada entre os anos de 1985 e 1987. A invencibilidade atleticana, porém, conta com menor número de vitórias. São cinco triunfos e oito empates.
No próximo domingo, o Cruzeiro poderá se aproximar ainda mais dessa marca. Para ser campeão mineiro, o Atlético precisa vencer por cinco gols de diferença. Os jogadores e até mesmo o presidente do clube admitem que o título é praticamente impossível de ser conquistado e que o Galo entrará em campo para honrar seus compromissos.
Confira a atual sequência de vitórias do Cruzeiro:
27/04/2008 - Cruzeiro 5 x 0 Atlético (Campeonato Mineiro)
04/05/2008 - Cruzeiro 1 x 0Atlético (Campeonato Mineiro)
13/07/2008 - Cruzeiro 2 x 1 Atlético (Campeonato Brasileiro)
19/10/2008 - Cruzeiro 2 x 0 Atlético (Campeonato Brasileiro)
17/01/2009 - Cruzeiro 4 x 2 Atlético (Torneio de Verão)
15/02/2009 - Cruzeiro 2 x 1 Atlético (Campeonato Mineiro)
26/04/2009 - Cruzeiro 5 x 0 Atlético (Campeonato Mineiro)
Confira a seqüência de vitórias dos anos 1960:
15/11/1964 - Cruzeiro 1 x 0 Atlético (Campeonato Mineiro)
22/04/1965 - Cruzeiro 1 x 0 Atlético (Amistoso)
09/05/1965 - Cruzeiro 3 x 2 Atlético (Amistoso)
20/06/1965 - Cruzeiro 3 x 1 Atlético (Amistoso)
24/10/1965 - Cruzeiro 1 x 0 Atlético (Campeonato Mineiro)
16/12/1965 - Cruzeiro 2 x 0 Atlético (Amistoso)
09/02/1966 - Cruzeiro 2 x 1 Atlético (Campeonato Mineiro)
PS: 94% DOS INGRESSOS PARA O MAIOR DE MINAS. 17 CRUZEIRENSES PARA 01 ATLETICANO.
PS2: Como esperado o Cruzeiro conquistou hoje o seu 36° título. Me lembro que quando iniciei minha vida de torcedor, daqueles de não perder jogo em 1992 o Cruzeiro possuia 25 títulos. Em 17 anos ganhamos 11 mineiros (1992,1994,196,1997,1998,2002,2003,2004,2006,2008,2009). Neste mesmo periodo o rival, conhecido como Galo ganhou meros 4 títulos (1995,1999,2000,2007). Para se ter idéia nesse período o América ganhou metade dos títulos do Atlético 2 (1993,2001) e o Ipatinga 1 (2005). Isso é preocupante para o rival, quando começei a torcer tinhámos 25 títulos contra 35 do rival, portanto 10 títulos a mais para os cocotas, sempre imaginei ser impossível tirar essa diferença. Eis que agora 36 a 39.
ps 3: Em 2002 exisitiu um campeonato mineiro disputado só por times do interior deu Caldense de Poços de Caldas e depois o Super Campeonato Mineiro com Caldense e mais os 3 grandes que representavam o estado na Sul-Minas, neste o Cruzeiro se sagrou super campeão mineiro. Assim o ano de 2002 teve 2 campeões.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
88 anos de Glórias
A fama de clube “copeiro” na América do Sul se deveu a sete conquistas internacionais, sendo as Libertadores de 1976 e 1997 as mais importantes.
No Brasil, os grandes feitos foram os títulos da Taça Brasil de 1966 sobre o Santos de Pelé, do Brasileirão de 2003 e das Copas do Brasil de 1993, 1996, 2000 e 2003.
Em nível estadual, o Cruzeiro tem 53 conquistas, das quais 34 são Mineiros.
Graças a essa trajetória de sucesso, o Cruzeiro tem hoje a sexta maior torcida do país, com cerca de sete milhões de pessoas.
A trajetória vitoriosa começou ainda com o nome original de Societá Sportiva Palestra Itália. A mudança para Cruzeiro ocorreu em 1942, devido à Segunda Guerra Mundial. O grande salto, no entanto, veio com a construção do Mineirão, em 1965. Logo no ano seguinte, a equipe celeste conquistou a Taça Brasil, com duas vitórias sensacionais sobre o famoso Santos de Pelé: 6 a 2 no Mineirão e 3 a 2, de virada, no Pacaembu. Destaque para jogadores como Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Raul, entre outros.
A partir daí, os títulos foram se sucedendo. A primeira Copa Libertadores foi conquistada em 1976, com uma nova fornada de craques, como Nelinho, Zé Carlos, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho, autor do gol do título na vitória por 3 a 2 sobre o River Plate, em Santiago do Chile. Outro impulso na história do clube ocorreu com a criação da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Vice na primeira edição, em 1988, o Cruzeiro foi bicampeão em 1991 e 1992. Em seguida, teve início a série de quatro títulos na Copa do Brasil. Em 1997, nova conquista da Libertadores.
O mais recente motivo de orgulho para o torcedor celeste foi a Tríplice Coroa de 2003: o clube foi campeão mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro no mesmo ano, com o time comandado por Vanderlei Luxemburgo fora de campo e pelo armador Alex dentro.
Ainda a 12 anos de seu centenário, o Cruzeiro esbanja uma estrutura administrativa e patrimonial de dar inveja a vários clubes brasileiros. São dois centros de treinamentos, a Toca da Raposa 1, que servia aos profissionais, agora toda destinada às categorias de base, e a Toca da Raposa 2, inaugurada em 2002, que oferece as melhores condições de trabalho para jogadores e comissão técnica. Os sócios também dispõem de espaços e eventos para seu lazer e confraternização.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Feliz 2009 e para aliviar futebol
Aqui no JA, você é presidente interino do seu clube e tem o seguinte orçamento: R$ 5 milhões para contratações (muita generosidade para os tempos de “crise”) e mais R$ 1,5 milhões para salários. O resto da folha já está comprometida por negócios antes realizados. Quem você contrataria? Como administraria essa verba? Lembro que negócios enlouquecidos serão embargados por mim, o auditor do JA, ou pelos meus colaboradores. Para cada proposta, um comentário em negrito: Confirmado ou Impugnado.
A bola está com vocês. E lembre-se da frase: a loucura de hoje pode ser a falência de amanhã. Boa sorte.
Pois bem quando li esse post 244 leitores já haviam aceitado a tarefa de ser cartola. Obviamente que pela quantidade tive que escolher um critério metodológico pois não tenho tempo e nem estava afim se ler 244 diferentes maneiras de montar um time. Escolhi então o critério mais obvio: ler as 20 primeiras respostas. Para minha surpresa a grande maioria dos leitores montaram excelentes times com o orçamento disponível (com algumas excessões é claro que viajaram na maionese). Assim sendo aproveitei e fiz uma lista de bons jogadores (em minha modesta opinião) que só custariam a seus clubes o pagamento dos salários (veja bem fu mais radical do que o pessoal do Jogo Aberto). Digo isso pois permitirá perceber a inoperancia dos cartolas de Cruzeiro e do Cocota. Será mesmo só inoperancia (ou por exemplo, no caso estrelado só se contrata jogadores de empresários amigos). Enfim com a grana que se paga a 3 jogadores medianos (por exemplo 20 mil para cada) poderia se contratar na realidade atual do futebol brasileiro um jogador muito bom por 60 mil.
Bom fica ai a dica de bons jogadores com passe na mão (ps: aqui não importa se o jogador já foi contratado, a idéia é mostrar os que estavam livres):
Leandro ( ex-Palmeiras e ex-cruzeiro ) lateral esquerdo
Paulo Sérgio (ex-Grêmio) lateral direito
Léo Lima (ex Palmeiras) meia
Leandro Guerreiro, Tulio Souza, (ex-botafogo) volantes
Juninho (ex botafogo e SPFC) Zagueiro
Pereira (ex Grêmio e Santos) Zagueiro
Jancarlos (ex Atl Paranaemse e SPFC) Lateral direito
Lucio Flavio (ex Botafogo) meia
Jorge Henrique (ex Botafogo) meia e atacante
Nádson (ex Vitória e fut coreano) atacante
Alex Mineiro(ex Palmeiras) atacante
Vandinho(ex Avai e Fla) atacante
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Os nossos ídolos
Marco Antônio Boiadeiro: Boi, boi, boi, boi Boiadeiro faz um gol para torcida do Cruzeiro. Primeiro grande idólo que me lembro, daqueles cantado pela torcida.
Luís Fernando Flores: grande camisa 10, subestimado naquela época mas sempre fundamental para o time. No futebol de hoje seria considerado craque e vendido por 7 milhões de dolares para o futebol russo.
Renato Gaucho: em sua curta temporda, não chegou a seis mese. Fez muitos gols, alegrou a torcida, ganhou títulos. Fez inesquecíveis 5 golos em um unico jogo internacional. Para os mais velhos era um grande rei da noite, para o menino um exemplo e da-lhe faixinha na testa.
Nonato: a legend no que essa palavra tem de essencial. Grande capitão, colocou o ato de trabalhar pelo time acima de algumas limitações.
Cleisson: o atacante que nos deu a Copa do Brasil de 1993 e o renovado e grande volante das temporadas de 1997 para frente.
Roberto Gaucho: o último grande ponta. Grande jogador, grande raça. Faz falta no futebol robótico de atualmente.
Toninho Cerezo: o palhaço foi o homem do ano de 1994. Craque do campeonato mineiro que ganhamos e homem fundamental para não caírmos em jogo dramático na Vila Belmiro.
Ronaldo: sim ele, e não o Ronaldinho inventado pelo Galvão. Até hoje o trato tal como torcíamos por ele, Ronaldo. Me fez raspar a cabeça e ir na sua recepção e jogo de despedida após a Copa.
Dida: o Grande, o Espetacular, o maior de todos.
Marcelo Ramos: o artilheiro das grandes conquistas e além de tudo esta entre os 10 maiores da nossa história, o unico depois dos anos setenta nessa lista.
Valdo: o mestre, o professor. O jogador que me deu maior prazer até hoje nesse negócio chmado futebol.
Fábio Júnior: na essência da idéia de ídolo para mim. Não importa o tempo que jogou, as várias fases e etc. O ídolo aqui é aquele dos 3 gols no carcarejante e do título da Copa do Brasil.
Gomes: o homem borracha. Aquele que além de grande jogador um grande caráter. Daquele tipo que ainda hoje liga para o cruzeiro. Um torcedor do time.
Cris: grande capitão. Cansou de bater e tripudiar em todos os sentidos do outro lado...
Maurinho: o grande pulmão. Como era bom ver as arrancadas do Maluco
Leandro: irreverente e competente. O melhor lateral que vi noCruzeiro.
Recife: Recife, Augusto, Recife, Augusto. Segurou a barra para o pessoal brincar.
Alex:
(não consigo dizer em palavras)
Fred: o último grande. A raça das bolas não perdidas. O Fred guerreiro ...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Os defeitos são sempre dos outros
Os defeitos são sempre dos outros
12 Outubro 2008Carlos Eduardo Marques
Peço licença pra fazer algumas considerações sobre os chamados anticruzeirenses. Por que será que temos tanta dificuldade com o outro? Com o diferente ou mesmo com o que pensa diferente de mim?
As respostas são variadas dependendo de quem as responde. Os antropólogos, como eu, diriam uma coisa, os psicólogos diriam outra, os psicanalistas outras mais e assim sucessivamente.
Todo esse preâmbulo é uma forma de tentar responder algo cada vez mais comum nessas nossas Páginas Heróicas Digitais que é a tentativa de desqualificar o outro.
Cada vez mais o que pensa diferente é tratado como simplista, ou mesmo com palavras agressivas como: idiota, otário e a pior de todas as classificações: anticruzeirense.
Pera ai, gente, vamos nos respeitar mais. Como diz o ditado, cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é. Ora é necessário respeitar a todos aqueles que torcem e distorcem a realidade, aqueles que torcem, mas não distorcem a realidade, aqueles que só torcem e aqueles que só distorcem.
Eu, particularmente, me irrito bastante com as vaias, na maioria das vezes inoportunas e no momento errôneo, pois acontecem quando o time mais precisa de apoio.
Mas isto não me autoriza sacar de uma possível superioridade de acusador e colocar o dedo em riste e gritar para outro: Anticruzeirense!
Melhor seria pensarmos nos motivos que levam aos torcedores inferiores (a julgar pela maioria das opiniões expostas aqui) a se comportarem da maneira como fazem.
Talvez, me permitam, aqui, fazer uma sociologia rasteira, perceberíamos que para muitos destes torcedores, ao contrário das acusações feitas aqui, futebol é algo muito mais profundo do que para nós (e olha que sou considerado fanático). Por isto, suas reações também são mais profundas e irracionais.
Para eles, a vaia é um meio para demonstrar este envolvimento. Para muitos deles o futebol é o único lazer, cultura, divertimento. Divertimento, lazer e cultura, diga-se de passagem, cada vez mais caros.
Sim amigos (talvez vocês não percebam isso) mas a renda média na periferia de nossa cidade ainda é de assustadores 2 salários, portanto R$20 é algo bastante caro.
Com tudo isso não quero ser piegas, mas somente nadar contra a corrente e pensar que, ao contrário de muitos de nós, para esses chamados anticruzeirenses, o Cruzeiro é a razão de suas vidas. É como diz o poeta: “o coração tem razões que a própria razão desconhece”.
Só assim podemos entender como, por exemplo, esses cruzeirenses inferiores podem vaiar e atrapalhar seu time e como nós os cruzeirenses superiores (bem sucedidos economicamente, educacionalmente, socialmente) perdemos a razão e vemos teorias conspiratorias por todos os lados.
Sim, meus caros, infelizmente, os problemas do Cruzeiro não são somente culpa da imprensa galinácea. É sobre isso que este texto trata: todos somos irracionais diante da nossa paixão pelo maior de Minas, no entanto os defeitos são sempre dos outros e nunca nossos.
Carlos Eduardo Marques, 26, cruzeirense, Antropólogo e Professor da Faculdade de Ciências Jurídicas da FEVALE/UEMG, em Diamantina, nasceu e mora em Belo Horizonte.
Preambulo: Veja alguns comentários:
- Hermes escreveu:
12 Outubro 2008 às 8:31 amCarlos Eduardo, concordo com cada letra do seu texto, parabéns. Observe um detalhe, nossa torcida é maioria no interior, qual o apoio que o clube oferece para esse torcedor? nada, ou melhor, ingresso mais caro no dia do jogo. Voltando ao texto, esse termo “anti-cruzeirense” sempre é usado para os discordam e criticam, mas muitas vezes esse têm razão. Talvez seja a paixão falando mais alto que a razão. Eu já fui chamado disto, logo eu, que tenho uma história e uma família baseada no CRUZEIRO.
- Dylan escreveu:
12 Outubro 2008 às 8:49 amCarlos Eduardo, parabéns pelo seu oportuno e inteligente comentário. De fato, vigora aqui algumas vezes uma noção de que temos razões superiores para entender o que se passa na cabeça do torcedor. Se ele é crítico em relação ao time só pode ser manipulado ou tropeirista. É o mesmo raciocinio que leva alguém de classe média a defender que pessoas sem educação escolar não votem, sem saber que falam isto com o cabresto em volta do próprio pescoço. A torcida do Cruzeiro de fato tem caracetristícas especificas que ajudam a explicar sua incompatibilidade com o time esse ano. Acho que o Allison Guimarães foi quem chegou mais perto de explicar o que está rolando quando disse que a torcida este ano está sendo movida por ressentimentos. “A torcida tem crucificado o Adilson Batista mais pelo seu histórico de invenções, que pôs tudo a perder em alguns jogos”. É uma frase que eu pincei mas recomendo a leitura toda do texto. Isso é um sinal de intolerância do torcedor? Pra mim é, acho a vaia um instrumento burro na maior parte do tempo, mas acho que os defensores incondicionais do técnico estão sendo igualmente intolerantes quando partem para a desqualificação quando alguns problemas com a condução do time são levantados. E aqui deveria ser o espaço para isto. Outro dia o Tostão falou que falta bom senso ao Adilson. Não será possivel que outros achem a mesma coisa? E será que em alguns momento estas pessoas não estão certas? O que isto tem a ver com torcer contra? será que não é possível torcer a favor e fazer ressalvas ao mesmo tempo? São perguntas que ando fazendo a mim mesmo…
- Evandro Oliveira escreveu:
12 Outubro 2008 às 10:46 amCarlos Eduardo,
Bela tentativa de explicar o inexplicável.
EU diria que sua tentativa é de desqualificar, da mesma forma que você acusa outros desqualificadores.
É certo que você desqualifica mais educadamente, para contrapor e aparentar essa “racionalidade” na análise que você diz ter e apresenta como superioridade.
Eu poderia tentar dissecar seu texto, mas não vou…
Só digo que está errado, muito errado…
A razão pela qual eu chamo anticruzeirenses e utilizo os outros adjetivos que uso para aqueles que jogam CONTRA o patrimônio é simples: NÃO SÃO TORCEDORES.
Quem sou eu para criticar seu texto-tentativa…
Mas seria MUITO interessante que sua análise começasse pelo radical de TORCER.
A paixão a que você se remete para defender o comportamento dos tropeiristas e anticruzeirenses NÃO DEVE, ao meu juízo, ser remetida pela desqualificação da análise e circunstâncias.
Querer tapar o sol com a peneira dizendo que a responsabilidade está em nós mesmo e fazer defesa do que a mídia tem feito com a torcida, numa clara manipulação coletiva é muito pra mim.Mas tá valendo….
Espero que os que lêem seu post parem para pensar um pouco… já terá valido a pena… só que esta de desqualificar a crítica e ainda tentar inocentar a mídia de parcela da responsabilidade do que acontece hoje no Cruzeiro e nem sequer citar a posição (omissão?) da diretoria nesta manipulação descarada, é compreensível mas não aceito.
De qualquer forma, valeu a sua tentativa.
- Jorge Santana escreveu:
12 Outubro 2008 às 11:35 amAcompanhei o Cruzeiro durante muitos anos na Geral do Mineirão. É o melhor público do estádio. O pior é o das Cativas. O geraldino gosta de futebol, tenta entender o que se passa em campo e, principalmente, costuma praticar o esporte em suas vilas e bairros. O chique da cativa joga peteca, é doutor, é fodão, tem grana e, por isso, brasileiramente, se imagina cheio de razão. E tem inside information às pampas. Vive contando supostas histórias de bastidores. É o mala. Existe em todos os clubes. Na SEP, freqüenta a social, no meio do grupelho que Felipão apodou “turma do amendoim”. Na Cocota é o cara que estaciona a BMW no passeio pra fofocar nas reuniões do CD. No Vasco é o cara que se filia a grupos políticos e fica torcendo contra nas tribunas. Mas esta gente tem poder de fogo. Ela puxa a vaia, destrói tudo e, depois, vai ao cinema do shopping perto de sua casa.
- Walfrido escreveu:
12 Outubro 2008 às 2:15 pmNão sou dos mais dóceis deste espaço. Mas tento, ao menos, compreender outras formas de ver o jogo. Sinceramente respeito, ou tento respeitar, opiniões diferentes. Percebo que a maioria tem criticas ao AB. Inclusive eu e outros que são, as vezes, citados como “defensores incondicionais”. Não penso que seja verdade.
Não vejo ninguém aqui no PHD deixar de criticar. Uns são mais veementes, outros menos. Mas todos faríamos algo diferente, escalaríamos, se pudéssemos, nosso Cruzeiro diferente. Cornetar aqui é permitido, divertido e saudável. Refresca nossas convicções, traz nova luz aos fatos.
Tenho acompanhado alguns jogos com o pessoal aqui do PHD e durante o jogo agente as vezes discorda com uma ou outra postura do técnico e/ou dos jogadores. É normal. Mas nunca os vi vaiarem o time. Isso pra mim, e acredito pra eles, é muito importante.
O que eu penso que realmente revolta a grande maioria aqui é a vaia. Sociólogos, antropólogos, psicanalistas e quem quer que for pode analisar isso, mas na MINHA humilde opinião de engenheiro e torcedor apaixonado, VAIA É INADMISSÍVEL. E é inadmissível por uma razão por demais simples: não ajuda nada. Nunca, ninguém, me mostrou sequer um benefício da vaia durante o jogo.
Vaia, reclamação, cornetagem aqui nos blogs, nos butecos, nas escolas e etc, ok. Defendo, e até recomendo. Respeitando é claro os diferentes pontos de vista. Mas no Mineirão, NÃO ACEITO E REPUDIO. Pra mim, quem vaia, joga contra, e quem joga contra é meu inimigo (no esporte, claro), e por isso eu vaio contra, luto contra, não aceito.
Fora esse tema da vaia do torcedor, que deveria ser o foco da discussão deste post, o que revolta também são pseudotorcedores, na minha opinião arruaceiros e moleques, que entram aqui com dezenas de nicks diferentes para avacalhar a discussão achincalhando a seriedade do blog.
Desculpem-me se me alonguei. Abraços.
- Gustavo Barcellos escreveu:
12 Outubro 2008 às 2:40 pmCarlos Eduardo, acho que você pinçou nossas críticas aos tropeiristas e tratou delas fora do contexto, exaltando a liberdade de expressão e deturpando nosso verdadeiro objetivo.
Não somos todos multinicks da Andréa Neves. Ninguém aqui está intimidando, ameaçando ou censurando os torcedores que vaiam. Em épocas de derrotas vergonhosas eu mesmo já vaiei o time do Cruzeiro, e não foi pouco não.
Agora, vaiar o time que está ganhando? Que tá em 3º na tabela? Que tá brigando pelo título? Isso não. Como é que eu vou apoiar um torcedor que vaia por pura impaciência? Que acha que o Guilherme tem que fazer gol de placa todo jogo? Que vaia o treinador porque o Jadílson não agüenta voltar pra marcar? Que vaia o Paraná no primeiro jogo do ano - no primeiro jogo! - porque queria Apodi?
Querer que a gente não seja contra este tipo de comportamento porque estamos ferindo a liberdade de expressão dos tropeiristas é como defender o motorista que avança o sinal vermelho porque ele tem o direito constitucional de ir e vir.
- Carlos Eduardo escreveu:
14 Outubro 2008 às 6:04 pmPessoal o bom de escrever aqui são os debates. Bom só para esclarecer algo que vi em alguns comentários. Não quis criar uma divisão de renda entre os torcedores e dizer que uns são melhores do que os outros, quis sim ser irônico e mereço as críticas por isto, com as posturas que aparecem alguns comentários. Ou seja, quis dizer que tem-se um certo sentimento dos leitores aqui do Blog de que estes são mais torcedores do que os demais. Tanto é que utilizei também de forma irônica a idéia de torcedores superiores e inferiores. Bomalguns dos meus argumentos são repassados nos próprios comentários.Outra questão não tenho dúvida da manipulação da imprensa. Seja no futebol seja na política, leiam a cobertura do Estado de Minas nestes dois campos que Vocês perceberam, só tentei dizer que nem todos os problemas são culpa da mídia.
No mais uma pena não ter podido responder antes, pois estava fora da cidade desde domingo a noite.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Carta de um Idolo II
"Obrigado! Muito obrigado a vocês criadores do weblog Volta Sorín.
Eu fiquei muito emocionado ao olhar as imagens, ao ler os comentários e, fundamentalmente, sensibilizado e conectado aos torcedores da Nação Azul como se o tempo não tivesse passado.
Claro que volto!! Claro que fico!! Com a alegria e a emoção de estar outra vez na nossa segunda casa!
Sempre falo que somos, minha mulher Sol e eu, argentinos-mineiros. Por nossos amigos em BH, por nossos sentimentos, e por nosso agradecimento ao carinho que vocês deram para a gente.
Estamos contentes de voltar, porque voltar foi e é a nossa escolha!! Porque escolhemos com o coração.
E por tudo isso, estou com a ilusão de vestir outra vez a camisa azul que tantas satisfações, títulos e experiências me deu.
A preparação:
Será uma etapa distinta. Será, no inicio, uma preparação para mim. Desde maio que estou sem jogar e treinar com o grupo. Então preciso de tempo e muito treino para estar 100 por cento fisicamente e com ritmo de futebol. E depois, quando esse momento chegar, aí terei a possibilidade de atuar. Sempre dialogando com o treinador Adilson Batista, e já entrosado com o grupo de jogadores que estão fazendo uma temporada excelente.
Pelo bom relacionamento e a confiança que existe com a diretoria, decidimos juntos deixar a porta aberta para talvez jogar este ano ainda. No primeiro contato a idéia era só voltar para me preparar.
Meu contrato e simbólico, e eu vou a Belo Horizonte pelo mesmo caminho que tudo mundo conhece, o caminho da verdade e da esperança.
E com muita felicidade e sonhos, como sempre.
Espero que o físico me acompanhe e que possa voltar aos gramados para me divertir e tomara trazer novas vitórias para o nosso time.
Escolhemos Belo Horizonte pela energia da sua gente, pelo respeito que eu e minha família sentimos cada vez que estamos lá, e porque somos muito felizes em Minas.
Um grande abraço
Até logo!!
Sorín"
Carta de um Idolo
Uma carta de Sorín
Barcelona, 12 de maio de 2002 (4 meses depois do último jogo de Sorín pelo Cruzeiro na sua primeira passagem por Belo Horizonte).
"Há quatro meses conquistamos a Copa Sul Minas. Há quatro meses fui embora do Cruzeiro. O texto abaixo escrevi para mim, porém, senti a necessidade de compartilhar-lo com vocês. Simplesmente para que saibam a importância que tudo isso tem na minha vida. Simplesmente para seguirmos juntos, apesar da distância.
Hoje, estréio em meu novo time. São muitas as expectativas e as vontades de sempre, mas esperando um dia retornar a minha segunda casa.
15:58 h. - Banderas em tu corazón
Setenta e cinco mil caras esperando ver o Cruzeiro campeão. Saímos rodeados de mascotes e crianças, que nos acompanham sempre com um sorriso. Pegamos forte e corremos para o gramado. Uma olhada rápida, mãos para o alto e as primeiras emoções. Não é comum e é até anormal muitas camisas argentinas, celestes e brancas, no Brasil todas sentimentalmente distinguíveis. Chegam as placas de homenagem. Primeiro, do presidente. Depois, da Máfia Azul e logo uma camisa inesquecível com o meia dúzia nas costas, assinada por todos os funcionários do clube. A melhor homenagem, da cozinheira ao ropeiro, os encarregados da limpeza, até meus colegas, médicos, técnicos... Vale ouro! Vale mais suor, ainda!
Sorteio a moeda da Fifa, eh? Deu branco e ganhei. No segundo tempo, atacaremos junto ao grosso da nossa torcida. Antes de começar toca o hino brasileiro. Todos cantam e eu não. Procuro minha companheira e concentro-me em silêncio. Observo a torcida e na arquibancada há uma bandeira argentina. Que orgulho! Não posso acreditar. Onde estão meus amigos do bairro para contar-lhes? Jogam balões para os céus com meu rosto estampado numa bendeira vertical. É minha despeida, a partida final. Contenho as lágrimas, soa o apito.
16:20 h. - Sarando as feridas
Meu Deus! Um choque forte, toco a sombrancelha. Sangue. Puta que pariu! De novo? Quarto corte na cabeça em dois ano e meio. Queria jogar e o juiz reserva "canarinho" disse-me que não! Quase que pede a minha substituição e disse que há muito sangue. Peço-lhe por favor. Hoje, não me deixes de fora, irmão! Ele não entende bem, mas me permite entrar e lávou eu como um "papai smurf". Serão seis pontos n intervalo, 0 a 0, com uma bola na trave e um susto forte.
17:40 h. - Oh meu pai, eu sou Cruzeiro meu pai...
Tira a camisa! Tira a camisa!
Parece uma bola perdida, mas sei que o Ruy vai ganhá-la. O "cabeção", meu amigo e parceiro de quarto, vai tocá-la por um lado e buscá-la pelo outro (fez uma gaúcha, berra o locutor). Entra na área e só rola para trás. Não sei o que faço aí, a não ser confiar nele. Não sei o que faço senão ir além do sonho da despedida e não há tempo prá pensar. Com três dedos e meio esquisitos de prima, com a sempre canhota bendita e a rede se mexe, é o mundo que explode, vem o delírio, a festa... Não pode ser real. As cabecinhas que pulam descontroladas, a camisa voando na mão e um grito eterno, inesquecível, uma dança especial.
17:55 h. - Ah, eu tô maluco!
Bi cam-pe-ão!
Faltam segundos e não existe sensação comparável como a de ser campeão. Nos olhamos cúmplices com o Cris e rimos da conquista depois do esforço. Somos irmãos, somos um punhado azul de raça inquebrável, enquanto o pessoal na arquibancada baila, grita, goza e por fim estoura com o final.
Escuta-se um estrondo inconfundível. Um abraço, dois, um milhão, a correria perdida, louca, entre pulos, festejos com cada companheiro, Toninho, Valdir, Tital e Bolinha, todos malucos. De repente um cara me leva nas costas e damos a volta olímpica. Não quero que isso termine e penso se pudesse parar o tempo nesse instante, mas não posso. E aí, vou dando-me conta que também é o final para mim, que estou indo embora do meu time, da minha cidade, da minha gente. Então, vem a enorme emoção e comemoro como sempre, desenfreado, sem limites, como se fosse a última vez.
Comemoro e cumprimento cada canto do maravilhoso Mineirão. Despeço-me e quero abraçar a todos. Quero que dêem a volta conosco, quero dizer-lhes que eles não sabem como necessitamos de todos aqui dentro. Vejo faixas e ainda não acredito. Vejo os rostos de alegria e até hoje nada sai da minha mente.
Depois de tudo, a surpresa com a presença de minha mãe extamente no Dia das Mães e é impossível não chorar. Finalmente, recebo a Copa tão desejada. É bonito ser campeão. É grandioso ser capitão do Cruzeiro e ser campeão. Levantamos a taça, desfrutamos e saimos a oferecer aos milhares que estavam por todas as partes até o cansaço. Imagino Minas. Imagino BH. Tudo se acaba e não podia ser tão perfeito.
Será que sonhei?
Nem um sonho seria tão incrível.
Estou partindo e pensando se algum outro dia eu serei tão feliz!"
Juan Pablo Sorín
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Perrelas em apuros
Deu no Blog do Juca Kfouri.
Perrelas em apuros
Da assessoria do STJ
O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu o pedido de liminar em habeas-corpus e manteve a decisão do Tribunal Regional da 1ª Região (TRF1) de quebrar o sigilo bancário e fiscal dos dirigentes do Cruzeiro Esporte Clube. O presidente da entidade, Alvimar de Oliveira Costa, e o vice-presidente de futebol e também deputado estadual de Minas Gerais, José Perrella de Oliveira Costa, são acusados de enriquecimento ilícito com a venda dos direitos econômicos de jogadores.
Os dirigentes alegaram ao STJ que faltava fundamentação na decisão de quebra de sigilo expedida pelo TRF1 e pediram ao relator, ministro Og Fernandes, liminar para lacrar qualquer documento referente a eles até que a Sexta Turma do STJ julgue o mérito do habeas-corpus. No mérito, os dirigentes pedem a anulação da decisão proferida pelo TRF1.
O Ministério Público de Minas Gerais abriu procedimento administrativo contra os dirigentes em 2003. Na denúncia, há relatos de que eles se beneficiaram de contratos realizados com as empresas Hicks, Muse, Tate & Furst Incorporated (HMTF), que criaram a Cruzeiro Sports Licensing CO, além do contrato com a EMS Sigma Pharma, que viabilizou a contratação e venda de jogadores.
O ministro Og ressaltou que a decisão do TRF1 se fundou em suspeitas levantadas no próprio processo e a concessão de liminar exigiria a análise pormenorizada de provas, tarefa impossível num pedido de liminar em habeas-corpus. A questão de mérito ainda deve ser apreciada pela Sexta Turma.
O blog acrescenta que inúmeros cartórios mineiros estão sendo solicitados para mandar o que têm registrado em nome dos irmãos, que se dão muito melhor com o Cruzeiro do que o Cruzeiro se dá com eles.
12 Outubro 2008 às 2:40 am
Não é nada disso, Carlos Eduardo. Anticruzeirense não é quem vaia o time, mas quem faz campanha contra o clube por não gostar de seus cartolas. Atleticanos são emplumados. E vice-versa, diria Mário Jardel. E estão certos de torcer contra o Mais Querido de Minas. O anticruzeirense, contudo, se passa por cruzeirense mas, tudo o que faz é campanha permanente contra o time. Otários são os que se deixam levar pelos anticruzeirenses. E quem usa 40 nomes diferentes para entrar em espaços virtuais freqüentados por cruzeirenses para repetir ad nauseam o mesmo comentário contra o time e seu treinador não é nenhum pobre-coitado da periferiaa que mal pode pagar R$20 para ir ao Mineirão. É provocador ou anticruzeirense mesmo.
12 Outubro 2008 às 8:07 am
O Carlos Eduardo está certo, mas dentro do contexto do blog, o texto dele não se encaixa.
Nesse último jogo, eu fiquei em pé o tempo todo, em certo momento do jogo estava ao meu lado um cara e eu comecei a conversar com ele, e eu reclamava: Oha só, aqui deve ter 13 mil pagantes (acertei quase em cheio) e o time em terceiro lugar, lamentável. E ele respondeu: “Poisé, mas o ABap não ajuda né, a torcida fica desanimada, ninguém tá acreditando no título”. Nessa hora eu assustei, essa crença no título está restrita ao blog praticamente, o público e o comportamento dele nos jogos ajuda a evidenciar isso.Depois o cara ainda falou: “É difiícil né, eu sou pai de família e o ingresso é caro, tem estacionamento, o tropeiro… fica muito apertado”.
Analisando outro ponto do texto, eu acho um erro TENTAR considerar uma maior entrega, uma maior paixão desses torcedores (os tropeiristas) pra explicar atitudes radicais, pra mim a questão vai mais pro lado da idéia de serem manipulados facilmente. O fato de alguém ter tatuagem do time no peito, chorar quando o time ganha ou perde, chegar ao extremo de arrumar confusão pelo time não o faz necessariamente um fanático, aliás, hoje em dia a gente vê muito isso, e na hora de demonstrar amor ao clube ele não existe.