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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Cadê a porra do Rock

Dá série de textos que nem eu mesmo entendo de tão confuso...reminiscências....

 
Há algum tempo venho me perguntando e perguntando a alguns cadê o rock’n roll. Tudo bem no Brasil este tal de rock’n roll sempre foi coisa mesmo de um espaço marginal, afinal o BROCK maravilhoso é MPB e das boas. Digo rock, rock mesmo, se é que este rock, rock existe, já que le é tão adjetivado... Mas de uns tempos para cá, a coisa ta feia. É tudo pasteurizado, é tudo muito bobo, é tudo muito um romanticozinho sei lá o quê. E antes que me acusem o maior disco de rock da decada passada é puro romance, aliás ando cada vez mais viciado. Portanto não se trata de ser romantico e sim romanticozinho, bestinha....romantico mesmo é Los Hermanos que não sai do meu tocador...Tem momentos que penso que o sertanejo dominou tudo e ai ele se transveste ás vezes de rock, pop e etc...é uma chatice pesudo romântica....
Na nova cena falta de tudo, música, ritmo, pegada, melodia e incrível, no caso brasileiro, falta até a poesia... O processo de declínio iniciou-se nos anos 90, teve uma breve pausa em 1994, voltaremos a isso logo a frente e degringolou de vez depois disso.
O ano de 1994, não bastasse a Copa do mundo e o Real, dois fatos para tornar o ano de 1994 inesquecível. 1994 marcou um sopro de vitalidade no combalido rock brasileiro, se já estávamos meio sujo e vestindo calças largas e camisas xadrez influenciados por Nirvana, e outros moleques de Seatle como Pearl Jam, Soudgarden no Brasil estourava o Planet Hemp, Raimundos e o Movimento Mangue Beat. Eta aninho bom mas depois veio o refluxo. Veja aqui não se trata de pensar em Pop este até produziu coisas boas como Skank, Jota Quest, Paralamas (do pós Vamo bate Lata) mas mesmo estes, talvez com exceção do primeiro andam cada vez mais pasteurizado. Falo do velhos e bons rock, e ai veja que no rigor o Mangue Beat não é rock, mas foi ele que permitiu a revitalização de algo que é totalmente rock e totalmente nosso, a mistura de ritmos, a mistura de rock, reggae, forró, punk, afro, samba, maracatu, a Afrociberdelia do Nação e Chico Science.  Musicalmente ao lado do citado Los Hermanos o Planet Hemp (neste caso com a funçõ mais clara ainda que o primeiro, ainda que o primeiro sambe como poucos) a melhor banda brasileira desde os 90, musicalmente e de letra para não falar na formação que teve em sua fase áurea BNegão D2, Skunk, Bacalhau, com participações de Black ALien, etc. Alias são de sua lavra 03 discos essenciais, os três lançados pela banda, dos quais adoro os dois primeiros: Usuário (1995), Os Cães Ladram mas a Caravana não Pára (1997) e A Invasão do Sagaz Homem Fumaça (2000). Para além disso tivemos o Rappa com sua formação clássica....bom enfim me perdi, mas o texto era para perguntar cade a porra do rock’nroll e me dou conta que rock, apesar de a frase ser piegas, é um estado de espirito e provavelmente o rock ‘nroll vai muito bem, mas senão me agrada mais é exatamente porque não tenho o mesmo pique de outrora, no fundo o rock é uma música adolescente e assim fica intrasponivel para um velhinho de 28 entender, aturar, ouvir e gostar de restart e coisa do genero aliás nunca suportei nem o CPM22 e Nxzero nomes imbecis para banda de rock....viu instrasponivel....

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Bodas de Prata

Ontem dia 11, completou-se 25 anos do primeiro Rock In Rio.  Posso estar enganado mas pelas minhas perambulações na net não vi muitas notícias a respeito. Para falar a verdade, vi uma pequena nota de umas tres linhas no Blog/site do Luís Nassif. Uma pena, vsto que tal evento foi gigantesco em termos de estrutura, público e presença de artistas. Segundo o empresário Roberto Medina, responsável por quele evento e mais tarde pela franquia Rock In Rio: ""O Festival não era um projeto megalômano. Ele nasceu megalomaníaco porque, se você não botasse 1 milhão de pessoas na plateia, o festival não se pagava". Lembremos que corria o ano de 1984, quando o festival foi gestado, se por um lado a economia brasileria estava em frangalhos e a questão social ia de mal a pior por outro lado um vento de libertação corria na sociedade civil organizada. Era fato consumado o fim do regime ditatorial. A luta que marcaria aquele ano de 1984 e 1985 seria pelo direito do voto secreto e universal, as famosas Diretas Já. Foi o evento do Queen (ainda que não possamos esquecer os também excelentes shows do Iron Maiden , Ac/Dc ou dos progressistas do Yes ou os metaleiros do Scorpions. Que Show e da confirmação do Brock com direito a grandes shows das bandas oitentistas do rock brasileiro.

Saindo um pouco da história e caminhando para o presente logo após essa edição vitoriosa, Medina organizaria o Rock In Rio II em 1992, outro evento grandioso - deste eu me lembro já que no primeiro, tinha recem completos 03 anos de idade. O Rock In Rio II entre outros feitos trouxe ao país o New Kids on the Block, o caro e jovem leitor deve estar perdido, mas digamos assim eles eram o BackStreet Boys do fim dos anos 90, além de trazer o Guns a maior banda de rock daquele período, entre meados dos anos 80 e meados dos anos 90, entre outras. Por fim Medina transformou sua marca em um negócio lucrativo com direito a rede de lanchonetes e de roupas, além da realização de diversos eventos ao redor do mundo. Hoje o Festival acontece anualmente em duas cidades európeias com enorme sucesso: Madri, Lisboa e no último ano em Poznan, na Polonia. Segundo a família Medina, o Brasil deverá ter a quarta edição do Festival no ano de 2014 em conjunto com a realização da Copa do Mundo. Bom se será a quarta edição significa que teve uma terceira edição que se realizou no ano 2000 ou 2001. Foi um Festival irregular que contou com excelentes presenças como Beck e Qeens Stone Age mas algumas furadas que prefiro nem citar.

domingo, 14 de junho de 2009

Iggy Pop, Green Day e esse tal de rock

Há algum tempo não escrevo por aqui sobre música. E que me lembre raramente escrevi sobre rock. Tal lacuna talvez se explique pelo fato de que há alguns anos não consigo gostar de nada que se define, ou é definido como rock. Sim, lógico, existem algumas raras exceções que, no geral, confirmam a regra. Mas a afirmação abaixo de Iggy Pop me instigou demais. Instigou porque em linhas gerais concordo com tudo que o Velho e Bom Iggy disse a uma revista freancesa:
“... fascina-me a eternidade dos clássicos. E, além disso, sempre gostei estar do lado dos outsiders. E nesse momento, que possibilidades tem um standard frente a um novo disco do U2 ou do Coldplay? O rock se tornou a pior forma musical da atualidade: a mais feia esteticamente, a mais corrompida, a mais cínica e a que acompanha os piores sentimentos!"

Chamo a atenção para a parte que grifei em negrito. Concordo com Iggy: o rock atual é a pior forma de corrupção musical, algo que esteticamente enjoa e cinicamente canalha para ser fruído com algum prazer...

Dito isso, vamos a uma das exceções. E uma bela exceção: Green Day. Sim a banda californiana, que nasceu pop-punk... aquela mesma que se orgulhava de nada representar, de não se posicionar politicamente...surpreendeu no ano de 2004, com uma punk-ópera: American Idiot. Pois bem, cinco anos após o lançamento e muitos elógios, o aclamado disco de 2004 agora foi adaptado e será um musical da Brodeway (engraçado, agora me dou conta que não sei escrever a palavra Broadway).

Assim se referiu ao disco o crítico Wladimyr Cruz, no longínquo ano de 2004:
"Ufa! Enfim, o disco realmente parece uma trilha sonora de algum filme/peça de teatro que nunca existiu, e se você for acompanhando as letras, verá como tudo é bem amarrado e forma realmente um disco conceitual. O Green Day passou dos limites, chegou ao ápice de sua criatividade, cara-de-pau e loucura musical, e o triste disso tudo é que provavelmente todo esse conteúdo não será assimilado pelos fãs da banda, que dirá pela massa. Tudo cabeça demais para a molecada engolir. É como se "American Idiot" fosse o "Load" do Metallica. Meu veredito? Porra, é Green Day, a maior banda punk dos anos 90, e talvez a maior promessa do rock no novo milênio."

Pois bem depois do American Idiot, no pós idiot-leader Bush o Green Day, volta à carga e cinco anos depois surge: “21st Century Breakdown”. “21st Century Breakdown” é, de certa forma, uma seqüência do bem-sucedido “American Idiot”. Uma ópera rock focada na história de dois personagens, Christian e Gloria, sendo o primeiro alguém extremamente auto-destrutivo, revoltado e o segundo, uma mulher cheia de ideais e esperanças.
Em entrevista a MTV norte-americana, que pode por um feliz acaso, acompanhar em uma destas madrugadas o grupo explicou que este trabalho é uma mistura de influências e por isso experimental: por exemplo, o trio montou no estúdio de gravação um quadro com uma grande gráfico em forma de pizza: cada fatia representava estilos musicais diferentes e de agrado do grupo. Indo desde o rockabilly passando pelo death metal, p.ex.. A idéia era combinar acordes dessas diferenças influências e com isso, acredito (já que não foi dito nesta entrevista) produzir um colapso digno do século XXI. A banda divide o álbum em 3 atos – Heroes and cons, Charlatans and Saints e Horseshoes and handgranades – num total de 18 faixas.

Em que a banda na faixa ‘Know your enemy’, do primeiro ato clama por uma revolução que combata o silêncio. Nada mais adequado nessa época de silêncios atordoantes e de barulhos desacossadores. O segundo ato se inicia com o petardo ‘East Jesus nowhere’ que toca em temas como o recrutamento para o genocídio, Deus e religião, sempre com peso. O disco segue com ‘Peacemaker’, citando a paz apenas com vingança. ‘Last of the american girls’ é pop e trata do desastre das garotas americanas. A faixa seguinte, ‘Murder city’, é gás puro e fala do desespero e falta de esperança. Na seqüência, falando de abandono e da vida nas ruas, é a vez de ‘¿Viva La Gloria? (Little Girl)’. Mais uma balada, agora com ‘Restless heart syndrome’, exclamando que você é seu maior inimigo, vítima do sistema, encerrando o segundo ato. Para finalizar como qualquer Manifesto o disco traz no terceiro ato e na última faixa ‘See the light’, um apelo a luta: saber de que vale a luta, pois no fim é possível ver a luz no fim do túnel.

Escute seis canções de "21st CB" no site oficial do grupo (greenday.com): BreakdownBefore, The Lobotomy, East Jesus Nowhere, Restless Heart Syndrome21, Guns, American Eulogy. Ou então http://www.21stcenturybreakdown.com.br/
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Para finalizar, a resenha da Rolling Stone do disco:

Como suceder ‘American Idiot’: Com um épico ainda maior e de três Atos.Green Day – 21st Century Breakdown ()Por Rob SheffieldDesde que o Green Day eram os moleques do punk dos anos 90 que ninguém esperava que fossem crescer, tudo o que eles fazem vira uma surpresa. E o que é mais bizarro: o fato de que eles soam tão ambiciosos e audaciosos em seu oitavo álbum ou o fato de eles terem é conseguido chegar no oitavo álbum? De qualquer maneira, os perdedores que detonaram nas rádios em 1994 gritando “I got no motivation,” com Billie Joe Armstrong largado no sofá da sua mãe – eles acabaram sendo os últimos a ficarem de pé, aqueles vivendo ainda pelos ideais de sua época e escrevendo as canções mais difíceis de sua carreira bem depois de terem passado o ponto de acabarem no programa de TV Sober House (programa da VH1 onde estrelas famosas entram para reabilitação). E eles o fizeram com uma maldita ópera-rock.American Idiot parecia ser o kamikaze da carreira da banda – um álbum conceitual sobre esperanças e sonhos americanos, com personagens chamados St. Jimmy e Jesus of Suburbia? Bela tentativa! Mas, o álbum não somente resgatou o Green Day do limbo onde se encontravam, mas recarregou as baterias musicais da banda. Com quase 6 milhões de cópias vendidas e ainda contando (*só nos EUA), American Idiot se tornou a espécie de blockbuster multi-platinado do rock que não deveria mais existir, pois o Green Day se transformou naquela banda que não tem mais como existir outra igual – lidando com paixões fulminantes, correndo o risco de darem com os burros n’água com tal argumento. Até mesmo as canções que não funcionaram ou as partes do roteiro que não faziam sentido apenas aumentavam a diversão, pois Armstrong, o baixista Mike Dirnt e o baterista Tre Cool se recusavam a diminuir o ritmo.21st Century Breakdown é ainda melhor, tão majestoso e confiante que faz com que American Idiot pareça apenas uma espécie de “aquecimento”. Estão de volta no modo ópera-rock, dividindo o álbum em três partes, “Heroes & Cons,” “Charlatans & Saints,” e “Horseshoes & Hand Grenades.” Mas, desta vez não existem viagens de cerca de nove minutos – apenas duas das 18 faixas do álbum chegam na marca de cinco minutos – e o Green Day focou suas idéias em suas canções mais difíceis e afiadas até hoje. Armstrong traz agora uma compaixão ainda maior em seu vocal, até mesmo quando cospe versos auto-dilacerantes como, “My generation is zero/I never made it as a working-class hero.”Assim como American Idiot, 21st Century Breakdown é um épico com um pé nos anos 70, contando a história de dois jovens amantes punks em meio à fuga no colapso da América pós-Bush. Os heróis aqui são Christian e Gloria, dois garotos alienados pela igreja (“East Jesus Nowhere”), pelo estado (“21 Guns”) e por todos os adultos nos quais um dia eles acreditaram (“We are the desperate in the decline/Raised by the bastards of 1969”). Christian é o auto-destrutivo impulsivo (“Christian’s Inferno”), enquanto Gloria é mais idealista e política (“Last of the American Girls”), mas são forçados a cuidarem um do outro, pois ninguém mais fará isso por eles.Ao longo do álbum, a banda combina a força do punk com seu mais novo amor pela grandiosidade do rock clássico – em um momento estão falando de Bikini Kill, no outro estão mandando brasa no que parece o minuto final de “Jungleland.” A faixa-título é uma canção com diferentes partes que paga um tributo descarado à hinos de rádios dos anos 70 como “Bohemian Rhapsody” do Queen, “Fox on the Run” do Sweet e “All the Young Dudes” do Mott the Hoople. Armstrong nos leva para um tour do país, desde sua infância difícil (“Born into Nixon, I was raised in hell / A welfare child where the teamsters dwelled”) à idade moderna (“Video games to the towers’ fall / Homeland Security could kill us all”). Ele acaba com nada mais para mostrar a não ser sua raiva e o coração para transformar esta raiva em canções.As baladas são as mais açucaradas até hoje; “Last Night on Earth” poderia ser da banda Air Supply e não pense por um minuto que eles não adoram a idéia de irritar as pessoas com isso. Mas, os destaques são os hinos punk cheios de raiva. Eles se levam por entre violões latinos (“Peacemaker”), coros à la Clash (“Know Your Enemy”) e ataques de quatro acordes como na época de garagem (“Horseshoes and Hand Grenades”). “Last of the American Girls” aparece como uma canção de amor descompromissada para uma garota rebelde – quando Armstrong canta, “She won’t cooperate,” ele a está elogiando da melhor maneira possível.O Green Day desta vez mira sua arma na religião, com “East Jesus Nowhere” enquanto atacam a hipocrisia Cristã. Mas, na maioria das vezes cantam sobre o fato da América agora acordar de um pesadelo que durou oito anos. Na balada “21 Guns,” eles ainda parecem ter uma palavra ou outra para os desiludidos apoiadores de Bush (“Your faith walks on broken glass / And the hangover doesn’t pass”).Parte da emoção de 21st Century Breakdown é que os caras do Green Day não precisam se esforçar tanto assim. Não é que não existe ninguém mais com quem eles possam competir. (O quê? Sponge vai gravar uma adaptação tripla de Moby Dick? Provavelmente não!) Ainda assim, o esforço extras é ouvido na música e cada canção adiciona algo à vibe total de homens maduros tentando dificilmente se comunicar, desafiando-os juntamente com sua audiência. Eles revitalizam a idéia de verdadeiros rock stars que têm algo a dizer para o mundo real. Estão mantendo promessas que eles mesmos nunca fizeram, promessas deixadas para trás por todas aquelas bandas medianas dos anos 90 que acabaram pelo meio do caminho. Se é uma surpresa contínua o fato da banda ser os únicos a sempre pegarem a tocha e seguirem em frente, isso é parte do que faz 21st Century Breakdown tão atual e vital – O Green Day soa como se estivesse chocado como qualquer outra pessoa.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Rock'n roll never died

A bela frase cantada pelo canadense Neil Young, nunca é tão verdadeira como quando se trata do Punk. Para nós que comungamos o espírito Punk só resta beber, entrar em um mocja e fluir essa forma maravilhosa de expressão, pensando nisso resolvemos "roubar" do blog Mente Aberta uma excelente lista de discos Punk. Veja bem repito a lista, não significa que concordo com ela, com as posições dos discos e etc. E vocês o que acham da lista? Aliás só um pitaco na lista abaixo tem muita coisa que não poderia ser classificado na vertente clássica do punk iniciada por Ramones nos Eua e Sex Pistols na UK. O que conta mesmo é o espírito punk, em alguns casos existe bandas de até uma década anterior ao momento clássico desse estilo.

Blog Mente Aberta
31 Punks Eternos


Ok, pode não ser uma data redonda. Mas o fato é que o punk passou dos trinta, mas reverbera até hoje nos acordes de 9 entre 10 bandas que estouram nas paradas de sucesso. Para comemorar, a redação de Mente Aberta escolheu os 31 álbuns fundamentais do movimento que fez o rock voltar às suas origens de três acordes e melodias simples. Na lista, em ordem de importância, não apenas discos dos fundadores do estilo, mas também dos grupos que expandiram seu campo musical, e álbuns que gastaram as agulhas das vitrolas dos pais do punk. E você, leitor? Acha que algum álbum ficou de fora? Acha que a ordem está errada? Comente essa lista, critique, elogie. E fale qual é o seu disco preferido.


1. The Sex Pistols - Never Mind The Bollocks (1977)
Esse álbum, violento e confrontador, serviu como um catalisador para toda uma geração de jovens súditos ingleses, miseráveis e sem perspectiva. Quem ouviu o disco, formou uma banda.

2. The Ramones - The Ramones (1976)
Um grupo de rapazes americanos apaixonados por Beatles e surf music resolve montar uma banda. O resultado é o primeiro disco punk da história: em 14 músicas de dois minutos, rock & roll simples, tocado sem frescuras, rápido e muito alto.

3. The Stooges - Fun House (1970)
O álbum reproduz a atmosfera dos shows do grupo, onde Iggy Pop e o guitarrista Ron Asheton arrebentavam os amplificadores

4. Patti Smith - Horses (1975)
Álbum de estréia de Patti Smith, que com sua postura desafiadora e letras poéticas foi para o punk o que Bob Dylan representou para os Beatles

5. The Clash - The Clash (1977)
Sem perder a ferocidade enérgica e urgente do punk, o clash misturou estilos como o ska estilos no seu primeiro álbum.

6. Velvet Underground - Velvet Underground & Nico (1967)
O famoso “disco da banana” já é quase um clichê, mas com seu rock vanguardista e visionário inspirou todos os precursores do punk

7. MC5 - Kick Out The Jams (1969)
Um dos únicos álbuns de estréia gravado ao vivo. Só assim para capturar a agressividade musical desse grupo, que pavimentou o caminho para o punk

8. New York Dolls - New York Dolls (1973)
Cinco fãs de Bowie e T-Rex travestidos de mulheres e tocando mais rápido riffs de Rolling Stones e Chuck Berry. Mais punk, impossível.

9. Television - Marquee Moon (1977)
Com dois guitarristas duelando em solos líricos e magnéticos, este álbum é a bíblia do experimentalismo das bandas americanas dos anos 70 e 80

10. Modern Lovers - Modern Lovers (1976)
Síntese do ideário punk (três acordes, melodias simples e letras irônicas) o único álbum do grupo reúne canções como o hino “Roadrunner”

11. Suicide - Suicide (1977)
O duo Alan Vega e Martin Rev definiu o uso dos sintetizadores na década seguinte, e fez um álbum que prova que existe punk sem guitarras.

12. Joy Division - Unknown Pleasures (1979)
Os vocais catatônicos de Ian Curtis, a frieza polar da guitarra e o minimalismo do teclado influenciam bandas dos dois lados do Atlântico até hoje

13. Gang of Four - Entertainment! (1979)
As letras politizadas destes estudantes de marxismo não impediram que o grupo misturasse jazz e funk com uma guitarra pungente para produzir um monumento que iniciou o pós-punk britânico

14. Devo - Q: Are We Not Men? A: We Are Devo! (1978)
Letras ácidas e arranjos pouco convencionais, o álbum funda a onda de sintetizadores que dominou os anos 80

15. Richard Hell & The Voidoids - Blank Generation (1977)
Rock abrasivo e letras inteligentes deste que, ao lado de Patti Smith, é um dos poetas do punk

16. Dead Kennedys - Fresh Fruit For Rotting Vegetables (1980)
Verdadeiro alicerce do hardcore americano: guitarras supersônicas, canções berradas e letras tão de esquerda que deixariam Hugo Chávez assustado

17. Black Flag - Damaged (1981)
Se o álbum acima é o pai do hardcore, este é a mãe, e onde o grupo flerta com heavy metal e free-jazz.

18. Bad Brains - Bad Brains (1982)
Em um piscar de olhos sai do hardcore rápido e agressivo para o dub cadenciado e meditativo.

19. Minutemen - Double Nickels on the Dime (1984)
São 44 músicas de menos de 2 minutos mesclando o senso melódico do jazz com a pegada concisa do punk, tudo acompanhado de letras sarcásticas

20. The Damned - Damned, Damned, Damned (1977)
Sem discurso político, o Damned faz aqui rock puro e simples, com uma das mais afiadas linhas de baixo do punk

21. Buzzcocks - Another Music In a Different Kitchen (1978)
Ápice dos criadores da vertente mais pop do punk, com ritmo, guitarra e vocal grudando nos ouvidos

22. X - Los Angeles (1980)
Misturando o frenesi punk ao rockabilly e ao country, o grupo produziu um álbum essencial

23. Wire - Pink Flag (1977)
Um dos melhores álbuns de estréia da história do punk, é marcado pela imprevisibilidade musical

24. Pere Ubu - The Modern Dance (1978)
Seções rítmicas desorganizadas, bateria e baixo convulsivos e vocal psicopata que influenciaram o modo de tocar de inúmeras bandas americanas dos anos 90

25. The Descendents - Milo Goes to College (1982)
Antes da turma emo pensar em existir, o grupo já misturava guitarras rápidas e melodiosas com auto-depreciação e sensibilidade

26. Pylon - Gyrate (1980)
Dizer que o R.E.M., seus conterrâneos da cidade de Athens, na Geórgia, não existiriam sem eles é exagero. Mas que seriam bem diferentes, isso seriam.

27. Wipers - Over The Edge (1983)
Boa parte das bandas independentes americanas se espelharam nesse álbum do grupo do guitarrista/vocalista Greg Sage, um dos heróis de Kurt Cobain

28. No New York (1978)
Verdadeiro documento do punk nova-iorquino, esta coletânea reúne quatro bandas de rock experimental que influenciaram de Sonic Youth a Björk

29. Talking Heads - More Songs about Buildings And Foods (1978)
O segundo àlbum do grupo de David Byrne ajuda a entender de onde vieram bandas como o Arcade Fire

30. Siouxsie & The Banshess - Kaleidoscope (1980)
Com letras desoladoras e músicas sombrias, o álbum prenuncia o movimento gótico

31. Blondie - Parallel Lines (1978)
Debbie Harry era não apenas a musa do punk - os garotos queriam estar com ela, as garotas sonhavam em ser ela. Ao lado do parceiro Chris Stein, ela conseguiu criar um pop perfeito misturando o rock dos anos 60 com o ritmo dançante da new wave e da discoteca.

(Rodrigo Turrer)
Fonte: http://www.menteaberta.globolog.com.br/

domingo, 30 de dezembro de 2007

Músicas, músicas e férias X

É PORRADA.

O ano era 1986, e o Rock brasileiro jamais seria o mesmo após o lançamento de Cabeça de Dinossauro, um dos 10 maiores discos de Rock do Brasil, na minha opinião. Veja bem Eu disse Rock e não Pop e nem mesmo BRock. Sim Rock em sua vertente crua e suja do Punk.

Segundo o músico e poeta Arnaldo Antunes, ex-titã "Ele foi o primeiro disco em que a gente conseguiu realizar plenamente nosso anseio sonoro". "Com ele, a gente conseguiu definir um público", acrescentou Nando Reis. "É até hoje o disco mais importante da gente", avaliou Tony Bellotto.

O estopim da criação deste álbum redentor na carreira dos Titãs foi a prisão de Arnaldo e Bellotto por porte de drogas, no caso heroína. "Polícia e Estado Violência são respostas bem diretas ao acontecimento da prisão", depôs Arnaldo. Insuflados pelo fato, os Titãs fizeram um disco de idelogia punk que questionava com letras corrosivas instituições tradicionais como Igreja, família e - claro - a polícia. Uma porrada! Para entendermos melhor, vamos aos títulos das músicas, poucas vezes elas foram tão diretas e objetivas. "Cabeça dinossauro" fez uma revolução na música brasileira, ninguém tinha feito ainda algo tão pesado e demolidor e mais que isso, o disco conseguiu um alto índice de vendas:

Cabeça de Dinossauro
AA UU
Igreja
Polícia
Estado de Violência
A Face do Destruidor
Porrada
Tô Cansado
Bichos Escrotos
Família
Homem Primata
Dívidas
O Que

Uma a uma todas as sacro-santas instituições da Sociedade foram sendo dinamitadas. Não se engane, os caras não estavam para brincadeira, cada uma das grandes instituições são expostas com uma crueza admirável, aos poucos o que sobra é uma genuína crítica a Sociedade burguesa, seus afetamentos, modos, comportamentos, mesquinhez e sonhos idiotizados. Não sobra nada de humano após a audição do disco, a humanidade que nos resta é sempre animalizada: assim somos primatas, não dignos de um banquete com os bichos escrotos, afinal escroto mesmo é o sistema financeiro e seus asseclas nos poderes constituídos. Escroto são os senhores capitalistas, afinal primatas selvagens, que entre outras coisas não compreendem a arte. Prova disso foi a recusa inicial da imprensa ao disco, só aceito após o mesmo tornar-se um fenômeno de vendas apesar dela. Na sequencia os Titãs ainda lançariam outro grande disco: “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas”, lançado no final de 1987, é uma continuidade de Cabeça Dinossauro.

Um pouco mais do disco

Em "Cabeça Dinossauro" os Titãs, que estrearam com a fama de bons moços, o genro que toda sogra queria ter, jogavam essa fama no lixo quando o vocalista Arnaldo Antunes e o guitarrista Toni Belloto foram presos por se envolver com heroína. Este fator somado a uma estética que o grupo já vinha procurando desde o disco anterior Televisão de 1985 (neste temos já uma semente do disco posterior com músicas como Televisão e Massacre), estes três discos Televisão, 1985; Cabeça de 1986 e Jesus de 1987 reune o que temos o melhor dos Titãs do Iê, Iê...

Cabeça é sem dúvida um dos mais primal, selvagem, brutal e pesado disco da história do Rock brasileiro (aqui consideramos as bandas do main stream). Seu peso não advém de distorções gravíssimas de guitarras ou bateria hipersônica; mas por que tal como a bestialização que o álbum busca denunciar sua sonoridade soa como uma captação do que o ser humano pode produzir de mais pré-histórico em forma de música moderna, e com uma lírica áspera e violenta que combina com a sonoridade: como já afirmei acima, os Titãs atacavam abertamente pilares considerados sagrados pela sociedade, como a Igreja, o Estado, a Segurança Pública, a família, o sistema bancário... A destruição que o homem causa ao seu próprio planeta também era atacada abertamente, todas críticas que soam terrivelmente atuais. Nenhuma perdeu o valor de crítica.




Em uma dessas muitas eleições e listas que costuma fazer, Cabeça em 1997 foi eleito o maior disco nacional da historia.

Só mais uma coisisnha que me chama a atenção nesse disco, a brutalização que os Titãs buscam denunciar, o terrível sistema, não perdoa ninguém e nem mesmo seus críticos, assim por um lado toda a podridão, hipocrisia, sujeira e barulho enlouquecedor que o disco busca denunciar se encontra fielmente na própria manifestação artística do grupo. Assim o crítico e o criticado acabam por se confundir. Por outro lado, e após o lançamento do disco, o sistema como que para vingar de seu algoz torna este disco um sucesso de mercado, ou seja, uma música para se consumir na "família", para gerar dividendos para o sistema capitalista, para enriquecer o "homem primata", para alegrar "a face do destruidor"... enfim, nada mudou. Mas "tô cansado" e endividado, pensar enlouquece então "Porrada nos caras que não fazem nada", inclusive nos Titãs. Rá,rá porrada neles também e Viva Cabeça, coloque o som no talo e grite bem alto, junto pois esta este álbum te liberta.

Agora com Vocês uma análise música a música, com ajuda do pessoal do Punk's 76 do Dangerous:

A percussão inicial da faixa Cabeça Dinossauro, adaptada de um ritual "Cerimonial Para Afugentar Maus Espíritos", dos índios do Xingu, anuncia o começo do fim. Letra concretista vociferada por Mello e que nos faz imaginar o que ainda há por vir.
A sequência é AA UU, sucesso de rádio e nos shows. Rotina e esquizofrênia em ritmo frenético. Os neurônios saem do transe e começam a se mover.parece uma reunião de macacos ensadecidos, gritando ferozmente o nome da música. A letra demonstra que eles estavam cansados da rotina proporcionada por um sistema sufocador, em versos como "Estou ficando louco de tanto pensar/Estou ficando louco de tanto gritar" e "Estou ficando cego de tanto enxergar/Estou ficando surdo de tanto escutar"
Igreja abre as portas para a redenção do rock. Se diziam que o rock estavam em ruínas, esta canção mostra o caminho das pedras para os descrentes.rápida e furiosa, mas ainda assim com bastante melodia em suas bases, nitidamente influenciadas pelo Punk Rock. Nando Reis, com uma voz bem diferente da habitual, está furiosíssimo, um animal, proferindo versos como "Eu não gosto de terço/Eu não gosto do Berço/De Jesus De Belém" e "Eu não gosto do papa/Eu não creio na graça/Do milagre de Deus". Um protesto contra as religiões elitistas e manipuladoras
Quando Polícia chega é como uma blitz mental. O som, a letra e o refrão chegam dando de cassetete nos tímpanos. A essas alturas os neurônios já estão rebelados e não conseguem mais ficar parados. A letra denuncia abusos de autoridade feitos pelas forças policiais, que culminam no gritado refrão "Polícia para quem precisa/Polícia para quem precisa de polícia"
Estado Violência traz primeiro a cozinha da banda: bateria e contrabaixo dão as caras primeiro. E quando se pensa em por ordem na mente, um grito precede o refrão e é como uma chibatada na espinha dorsal. Não tem mais volta, os neurônios estão em choque.é, digamos, uma das mais elaboradas do álbum. tem uma das letras mais ásperas do álbum com versos como "Estado violência/Estado hipocrisia/A lei que não é minha/A lei que eu não queria" (...) "Atrás de portas frias/O homem está só" (...) "Homem em silêncio/Homem na prisão/Homem no escuro/Futuro da nação!"
Um silêncio, dois segundos e A Face do Destruidor traz um hardcore de 38 segundos. O suficiente para fazer qualquer um se enxergar na capa do disco."O destruidor não pode mais destruir porque o construtor não constrói (...) A face do destruidor!"
Porrada chega para deixar claro que todos merecem alguma coisa, nem que seja porrada. E tome mais porrada nos neurônios. Arnaldo Antunes começa elogiando o sistema de ensino, o sistema judiciário, as pessoas ricas, o Estado, o Exército, o sistema bancário... Até que a banda toda grita contra todos esses que propõem uma sociedade conformista: "Porrada/Nos caras que não fazem nada!"
É nesse momento do disco que a mente pede um copo de água. Talvez por isso Tô Cansado tenha sido colocada no final do Lado A do disco. Mas que cansado que nada, os neurônios que se explodam. É hora de virar o disco e ver do que essa banda ainda é capaz. Cansada de tudo, o 'eu' da música não quer mais saber de si mesmo, de coisas comuns, de coisas raras, do moralismo amoral da sociedade, cansado de tanto levar ferro no cobre por parte dos governantes.
O riff inicial de Bichos Escrotos afirma que os neurônios não terão paz novamente. Bichos muito tocou nas rádios, apesar de ser uma canção com radiofusão e execução pública proibidas. É uma canção atualíssima ainda. "Oncinha pintada/Zebrinha listrada/Coelhinho peludo/Vão se foder!/Porque aqui na face da Terra só bicho escroto é que vai ter!". Analogicamente, retrata a destruição que o homem causa a si próprio, destruindo tudo que é belo e deixando tudo... escroto.
Família deixa clara a afirmação acima. E cá entre nós, quem nunca passou pelas situações descritas nessa música? "Família, família/Almoça junto todo dia/Nunca perde essa mania" soa cáustica na voz animada e sarcástica de Nando Reis
Assim regredimos no tempo e nos encontramos em Homem Primata. Os neurônios já não sabem mais para onde correr. Flashes de ontem e hoje efervescem e borbulham na mente fervilhante e voltamos à realidade. Focaliza a destruição causada pelo homem ao próprio planeta e a si mesmo. Versos polêmicos como "Desde os primórdios/Até hoje em dia/O homem ainda faz/O que o macaco fazia" e "Eu aprendi/A vida é um jogo/Cada um por si/E Deus contra todos/Você vai morrer e não vai pro céu/É bom aprender... A vida é cruel!",
Só assim para lembrar que a vida continua. Dívidas nos coloca novamente no lugar nos fazendo lembrar da evolução do homem primata ao homem capitalista. Na verdade são mimeses um do outro."Meu salário/Desvalorizou (...) Senhores, senhores, senhores/Tenham pena de mim!".
O disco encerra com O Quê. Uma das canções mais especutaculares entre as executadas nos shows da banda. O mais engraçado é que 'o quê' é a pergunta que se faz na maioria das faixas do disco. Os neurônios voltam ao mesmo transe enigmático do início do disco.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A volta dos Dinossauros

A matéria abaixo, publicada no Estado de Minas retrtata a volta de velhas e boas bandas de rock´n roll. O que Vocês acham desses revival´s? Particularmente como não curto praticamente nada pós meados dos anos 90 produzido pelas mídias convencionais (afinal o movimento grunge de Seattle, o Rage, e outras pouca boas bandas são anteriores ao meados dessa década) a princípio seria bom esses retornos, ainda que seja bem melhor ouvir os discos da época de ouro dessas bandas. O problema é realmente saber se de fato são os grupos que estão de volta ou somente suas grifes. O caso mais promissor parece ser mesmo o do Led Zeppelin com sua formação original (a excessão é claro de John Bonham falecido mas substitído atualmente pelo seu filho).

Led Zeppelin, Police, Genesis, Sex Pistols: 2007, o ano da volta dos dinossauros - 17/12/07

(AFP)

"Espero morrer antes de ficar velho", cantava a banda The Who em 1965: 42 anos depois, o refrão está superado e, de Led Zeppelin ao The Police, passando pelo Genesis e o Sex Pistols, de Johnny Rotten (foto), poucos grupos históricos resistiram esse ano à tentação de voltar aos palcos.

Duas motivações podem explicar este fenômeno: a busca da eterna juventude, como que fazendo eco a célebre frase de Neil Young "Rock and Roll Will Never Die (" O rock nunca irá morrer"), e as motivações mais monetárias, dignas de "We're Only in It For the Money ("Só estamos nessa pelo dinheiro") de Frank Zappa.

O Led Zeppelin foi o último caso do ano, com um show realizado no dia 10 de dezembro em Londres, depois de duas breves aparições para caridade em 1985 e 88.

O vocalista Robert Plant afirmou que esse show não será seguido por uma turnê, mas o guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones foram menos categóricos. O baterista John Bonham, falecido em 1980, foi substituído pelo filho Jason.

O movimento de volta foi iniciado pelo The Police, que anunciou seu regresso no início de 2007, terminando um grande ano sabático que havia começado em... 1984 (o conjunto nunca havia terminado oficialmente). A turnê mundial do trio composto por Sting, Stewart Copeland e Andy Summers irá continuar em 2008.

Nesta categoria digna do filme "De volta para o futuro", o Genesis iniciou sua primeira turnê desde 1993. O grupo, formado por Phil Collins, Tony Branks e Mike Rutherford não conta com Peter Gabriel, que abandonou o conjunto em 1975.

Por sua vez, o The Who prosseguiram a turnê mundial que haviam iniciado no ano passado. O conjunto lançou no final de 2006 "Endless Wire", seu primeiro disco desde 1982. Neste caso, só restam dois membros do grupo original, o vocalista Roger Daltrey e o guitarrista Pete Townshend que, para a bateria, recorreram a Zak Starkey, filho do beatle Ringo Starr.

Iggy Pop e os Stooges também organizaram uma turnê, enquanto que os ex-The Doors Ray Manzarek e Robbie Krieger atuaram com o nome de Riders on the Storm, com o vocalista Brett Scallions substituindo o lendário Jim Morrison, falecido em 1971.

Anos luz de distância do "No future" punk, o Sex Pistols voltou ao cenário musical no dia 8 de novembro em Londres. Sly & the Family Stone, o Black Sabbath (com o nome de Heaven and Hell) e os Eagle também retornaram nos últimos meses.

Os sexagenários não são os únicos dispostos à volta, já que o fenômeno também está acontecendo em bandas dos anos 80 e 90: Van Halen, Rage Against the Machine, The Smashing Pumpkins, The Verve, Happy Mondays, Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine e, em um gênero bastante diferente, as Spice Girls, que iniciaram uma turnê mundial no dia 2 de dezembro.

Fãs de todas as idades assistem aos shows, o que demonstra que a música permanece através das gerações. Além disso, os fãs dos velhos tempos também envelheceram, e seu pode aquisitivo atual lhes permite pagar entradas para concertos com ingressos bastante caros.

Desta forma, apesar da nostalgia poder parecer incompatível com a essência do rock, sempre sem tem a enorme vantagem de ganhar dinheiro. Segundo a edição eletrônica da revista americana Forbes, os imortais Rolling Stones são os músicos que mais faturaram entre junho de 2006 e junho de 2007, com 88 milhões de dólares ganhos na turnê "A Bigger Bang".