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sábado, 18 de setembro de 2010

Ciganos, Maconha: dilemas dos direitos humanos

A França adere vergonhosamente a um novo Vichy ao expulsar de maneira ditatorial, já que por portaria de um primeiro-ministro, e vergonhosa para um Estado que se considera Democrático, de Direito e Moderno os cidadãos de etnia cigana de suas fronteiras. Segundo o primeiro-ministro Sarkozy o modo de vida dos ciganos é indgno para a Europa e para a França, seu habitat é inaceítável e sua cultura idem. Que de pronto e obviamente foi apoiado pelo imbecil primeiro-ministro italiano Berlusconi. A despeito de tamanho absurdo, a Comissão Europeia de Direitos Humanos reagiu a tamanha brutalidade e violação de normas elementares dos direitos humanos internacionais e resolveu junto ao Parlamento Europeu condenar a França. O que de todo modo representa pouco diante do diversionismo do primeiro-ministro francês: a se lembrar a França enfrenta imensa crise economico-social e financeira (isto para não falar dos escandalos políticos-eleitorais com propinas, desvio de verba e etc), o governo Sarkozy é pessimamente avaliado e medidas populistas como essa acaba por atingir o inconsciente imperialista e racista do francês médio. A se acompanhar até onde vai tamanha vergonha. O risco que se corre sempre com medidas ignobeis como essa é a sua deflagração pelo restante do continente europeu. Diga-se de passagem que os ciganos são cerca de 12 milhões de cidadãos europeus. Lamentável que ainda nos anos de 2010 existam cidadãos de primeira segunda ou sabe se lá qual classe na Europa: cidadã. moderna, democrática e defensora das liberdades.

Enquanto isto na California, um plebiscito decidirá sobre a legalização da maconha, em novembro próximo seus cidadãos serão convocados a debater este tema espinhoso, mas no entanto, necessário. Diga-se de passagem que os favoráveis a liberalização estão na frente das sondagens eleitorais e mesmo o republicano governador do Estado Arnold Exterminator apoia a legalização. Os favoráveis acabam de receber um importante incentivo o SEIU maior sindicato dos trabalhadores da California com cerca de 1 milhão de filiados oficialmente passou a apoiar a causa da legalização, contando para isto inclusive com doações financeiras. Este blog aqui é totalmente favorável a legalização: aliás não só da maconha, como do aborto, da expropriação dos lucros absurdo dos bancos, das grandes propriedades, de uma  reforma urbana, mas ai já estamos fugindo do tema legalização da maconha, ainda que permaneçamos no campo dos direitos humanos. O fato é que o pior dos mundos é a hipocrisia que permite o tráfico e toda a sua violência inerente.Violência esta as vezes até mais forte por parte do Estado e de suas forças "legitimas" do que do próprio tráfico. Por isso tambem sou a favro da campanha PLANTE NÃO COMPRE!!!!!Plante seu Hemp não financie esta guerra que atinge sempre os mais explorados, inclusive no negócio multinacional e capitalista do tráfico, afinal plantar não é crime apenas contravenção.

sábado, 11 de setembro de 2010

11 de setembro

Hoje são 11 de setembro, uma dia simbólico pelas fatalidades: foi neste di, há 09 anos atrás que as Torres Gemêas foram dinamitadas por fundamentalistas islâmicos. Para além do que representa os EUA, suas políticas e suas perversidades (que culminaram no outro 11 de setembro, falaremos dele mais adiante) o ataque as torres gemêas se constituiram em um ataque covarde e cruel pois atingiu de forma indiscriminada civis e não somente aqueles propositores de uma política tão fundamentalista quanto a de seus atacantes.

Mas 11 de setembro, e isto é esquecido, os silêncios convenientes, é também a data de derrubada do governo Allende. Na fatídica manhã do dia 11 de setembro de 1973, liderados por Pinochet a direita chilena bombardeia o Palácio de La Moneda o que leva ao suicidio/homicidio de Allende. 

Chile 1970
Salvador Allende lidera a Frente Partidaria denominda  Unidade Popular (coalizão formada pelos Partidos Socialista e Comunista, além de importantes grupos de esquerda como o MIR e o MAPU) que é eleita (isto mesmo, eleita por vias liberais democráticas, ou em linguagem marxista-leninista seguindo as regras e ditames do sitema burguês liberal). A direita chilena adota então uma série de medidas para minar o governo Allende, o primeiro governo socialista a chegar o poder por eleições como gostava de dizer alguns apoiadores de Allende,  como por exemplo: sabotagem, dos assassinatos cometidos por grupos de extrema-direita como o Patria y Libertad, dos blecautes patronais. Apesar ou por causa destes atos, nas eleições intermediárias de 1972, a Unidade Popular conseguiu ainda mais votos do que nas eleições presidenciais que levaram Allende ao poder, em 1970. Tal arrobo foi considerado a gota da agua e em 11 de setembro de 1973, sob as ordens de Pinochet o Moneda é atacado. Resta a Allende o gesto supremo dos grandes estadistas: Pagaré con mi vida la lealtad del pueblo. Allende resiste por algum tempo, com uma pistola, o apoio de muitos leais companheiros e sua guarda presidencial.
Aqui neste QUILOMBO prestamos nossa referência a estes heróis. Allende Vive!!!! Companerõ Presente, como diriam os chilenos ou os brasileiros daquela época.
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O Chile como o Brasil, Argentina, Uruguay e outros companerõs de latino-américa fomos vitimas desta praga chamada ditadura, portanto, datas como as de hoje deveriam ser dias civicos para que horrores como estes não se assanhem novamente e, mesmo para que, em honra dos que verteram sangue pela democracia a mesma não fosse tão enxovalhada pela elite punhos de seda de sempre. Deprimente ver esta eleite que se esbaldou, deitou e rolou, empanturrou-se como o bolo mal dividido falar hoje em ameaça a democracia e liberdades. Hoje como ontem efetivamente sofremos ameaças as nossas liberdades mas ontem como hoje os ameaçadores são os mesmos, uma parte retrogada, elitista e imbécil da elite brasileira. Foi esta que tão bem Claudio Lembro definiu de elite brnca, aliás o Claudio Lembo é ele mesmo um exemplo que é possível ser outro tipo de elite.
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Ainda hoje no dia 11 de setembro leio que a chamada War on drugs, outro feito de W. Bush, já matou no México, nos últimos 04 anos 28.361 pessoas. Destas, 70% das vítimas eram civis de ficha e conduta limpas. Dentre os mortos estão 900 mulheres, 90 crianças e 30 jornalistas.LAMENTÁVEL. Lembrete: Caldeiron, atual presidente do México e fiel seguido da War on drugs foi "eleito" sobre uma forte desconfiança de fraude e ao assumir, em dezembro de 2006, a Presidência com o cheiro e algo mais de fraude eleitoral no ar, convocou  no primeiro dia do mandato as Forças Armadas e partiu para a Guerra às Drogas. A meta era desviar a atenção e tentar legitimar o mandato por meio de forte adesão à anunciada estratégia.

domingo, 5 de setembro de 2010

A IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO

O texto abaixo é na verdade memórias não revisadas sobre o papel. Portanto pode ser que não faça sentido para uns e outros. Logo abaixo, uma matéria jornalistica de uma Revista aqui de BH.

A Igreja do Carmo

Quando criança era um freqüentador assíduo das missas da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Ir a Missa era algo bastante prazeroso e esperado. Engraçado minha mãe conta que meu afã era tão grande que eu a reaproximei da Igreja.

Por outro lado, desde muito cedo, me incomodou a maldita injustiça. Desde muito cedo aprendi como afirmara o poeta Carlos Drumond “Vai Carlos ser gauche na vida”. E assim sigo pelas margens. Aproximando, portanto, por um lado este catolicismo primário e, por outro esta incapacidade de aceitar o injusto. Acredito que um dos locais onde me tornei o que sou hoje foi a Igreja do Carmo. E nesta, seu líder Frei Caludio Van Balen, ou simplesmente Frei Claudio. Frei Claudio merece o título de Padre. Na figura de Frei Claudio encontramos as melhores qualidades a um ser humano: decência, honestidade, caráter, respeito ao próximo, acima de tudo em Frei Claudio encontra o verdadeiro conceito de justiça cristã. Acho que foi na Igreja do Carmo que compreendi que era inaceitável a injustiça, pois nela Jesus de Nazaré é novamente crucificado. Na Igreja do Carmo apreendi que Jesus em sua infinita bondade é caridade. Lá aprendi que Cristo vive no meu irmão mais humilde que o Cristo Ressuscitado é aquele que se encontra entre as minorias oprimidas. Lá aprendi que o verdadeiro Cristo é aquele que luta junto aos sem terra, aos sem casas, ao sem direitos, aos que são vilipendiados em sua dignidade. Lá aprendi que Cristo ao contrário do que faz crer a hierarquia católica não pertence a senhores, inclusive senhores eclesiais. Mas lá também comecei a perceber que o Jesus que me inspirava não cabia mais na Igreja que o aprisionara, lá comecei a perceber que o Cristo Libertador não poderia se aprisionar em dogmas tão pequenos.
De todo modo, mesmo que a distancia física sempre continuei a ser membro da Comunidade do Carmo. Engraçado que mesmo distante há quase 10 anos do Carmo ainda me sinto membro deste lugar. Ainda quando me coloco nas lutas me lembro da Igreja do Carmo. Na distância física, mas jamais emocional, continuei a ser um paroquiano infiel e, principalmente a ser um entusiasta das lutas do Carmelo Belo Horizontino, seja no dia-a-dia do Ambulatório, seja na caminhada com os irmãos sem casa, sem terra, a favor de um desenvolvimento mais justo, solidário e ecológico, seja nas palavras sempre fortes e sabias de Frei Claúdio. Todas estas lembranças e estes textos são fruto de uma necessidade de colocar no papel o grito de abafo. Este ano de 2010 tem sido bastante difícil. Primeiro foram às queixas e ameaças de destituição dos Freis, depois as repreensões e, agora o silencio de Frei Claudio. Estes são dias difíceis e a crise é nossa como lembra o Conselho de Paroquianos, somos nós o Povo de Deus (mesmo aqueles que como eu já tenha rompido com essa Igreja violada pelo poder demasiado humano, vaidoso e a favor das elites) que estamos sendo questionados, inquiridos e ameaçados. Querem proibir nosso modo de vivenciar a Fe como cidadania, a fé como política, a fé como caridade irrestrita ao projeto libertador dos oprimidos.
A sanha e o medo dos senhores do Templo não toleram um espaço de tamanha cidadania. O que a ditadura tentou e não conseguiu agora a Cúria conseguiu. Mas como sabemos em Jesus a Fé é libertadora. Cristo não se submeteu às intimidações (Lc 13, 31-33); denunciou a dominação daqueles que davam sustentação ao poder local (Mt 23, 13-36; Mc 12, 38-40); mas principalmente aprendemos que os rejeitados são os que participarão da festa do Reino (Lc 14, 15-24). Os últimos serão os primeiros e os que se “vestem com roupas finas e vivem no luxo” (Lc 7, 25) e são a elite da sociedade serão “derrubados dos tronos” e “despedidos sem nada”. Portanto, aqueles que se arrogam em seus solidéus e roupas de luxo, “Todos que usam a espada, pela espada morrerão” (Mt 26, 52).


Materia da Revista Viver
Frei Cláudio, por que te calas?

Há 43 anos ele é vigário da igreja do Carmo. Após o imbróglio que envolveu sua possível saída, o carismático e polêmico padre foi proibido de se pronunciar. Os fiéis deram voz a ele

Texto: Eliana Fonseca
Fotos: Pedro Vilela
Cláudio Van Balen não pode falar. Depois de enfrentar um dos maiores desafios de sua vida religiosa, em que sua posição de vida incomodou a hierarquia da igreja Católica e quase foi forçado a abandonar a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, o que esse holandês de 78 anos quer é ficar em silêncio. Pelo menos para a imprensa. Porque para os frequentadores da paróquia do Carmo, onde vive há 43 anos e é conhecido por frei Cláudio, ele não muda nunca. Sua filosofia de vida, em que a cidadania é também um ato de fé, transformou seus fiéis. Aliás, foram essas pessoas que montaram a partir de uma visão um tanto particular, o significado do religioso para cada um deles e para as comunidades das regiões do Carmo.

Os amigos cultivam em frei Cláudio um tipo de herói incomum, que motiva admiração, mas ao mesmo tempo chama todo mundo para participar do feito. Vigário de uma paróquia que agrega regiões que apontam para duas Belo Horizonte – a dos bairros desenvolvidos como o Cruzeiro, Carmo, Anchieta, Sion, mas também para a desigualdade dos aglomerados – frei Cláudio segue à risca em suas ações o preceito de que todos são iguais aos olhos de deus. Há 25 anos, o técnico em enfermagem e morador do Morro do Papagaio, João do Carmo, estava passando por situação-limite na creche grupo Amigo da Criança. O desafio era consolidar a instituição, que era primordial para as crianças do local. “não sabia o que fazer, as crianças estavam passando fome, as mães estavam cobrando uma solução. À noite sonhei que tinha ido à igreja do Carmo”, conta. O encontro com frei Cláudio traduziu-se num apoio que foi constante durante todos esses anos e que tem rendido vários frutos.
Carlos Roberto Vasconcelos: “Frei Cláudio forma, antes de tudo, um cidadão”

Há dois anos, as visitas constantes dos vicentinos aos enfermos e pessoas com deficiência do morro gerou um novo projeto, também com o apoio de frei Cláudio. Essas pessoas estão recebendo banheiros adaptados para possibilitar maior dignidade e mobilidade. Uma das primeiras doações para essas construções veio do vigário da Paróquia do Carmo que repassou 12 mil reais recebidos de herança de uma irmã. “Ele nos falou que dava aquele dinheiro com todo carinho. Frei Cláudio tem um carisma muito especial. Ele é tranquilo, firme em sua espiritualidade. Tudo que ele fala, a gente entende”, afirma João do Carmo.

Essa compreensão ultrapassa bairros e vai buscar aquele católico já cansado dos ritos e discursos da igreja. O que procura algo diferente. Foi o que aconteceu com o especialista em trânsito e assuntos urbanos, José Aparecido Ribeiro. Ele frequentou as igrejas da Vila Paris, Lourdes, Boa Viagem, São Judas Tadeu, São Sebastião, Mãe da Igreja, Belvedere. Nenhuma, em sua opinião, motivava o fiel a uma reflexão maior.

“Frei Cláudio usa a palavra e o conhecimento de maneira muito acessível. Sua mensagem nos leva à paz, mas também à responsabilidade. Ele nos convida a ser cidadãos e isso tudo pregando e praticando uma religião que não nos infantiliza”. Ribeiro frequenta a Igreja do Carmo há cinco anos. Talvez um dos maiores aprendizados que veio com as reflexões de frei Cláudio foi o da responsabilidade que cada um tem com o seu próprio destino. “Ele propõe uma religiosidade adulta em que Deus não é punitivo, mas benevolente, sempre disponível. E o mais importante, ele não precisa de mediadores e nem de representantes. Bastam só eu e ele”, refle- te o especialista.

Essa capacidade de agregar pessoas é uma das características citadas por frei Betto para designar o amigo desde os anos 70. Frei Cláudio desafiou a ditadura militar em falas públicas e cartas ao amigo Betto, publicadas no livro Cartas da Prisão, em que o apoiava, além das visitas rotineiras à família que era sua paroquiana. “Ele é o pároco mais eficiente que já conheci em termos de organizar e dinamizar uma paróquia. Cláudio tem uma coisa rara na igreja Católica, o atendimento personalizado aos seus fiéis. Ele conhece as pessoas pelo nome, dá atenção, além de ser uma pessoa extremamente aberta, ecumênica, sem pre-conceitos, na linha de um discípulo de jesus”, observa frei Betto.

Não há como falar da vida de frei Cláudio antes do Brasil. Quem poderia fazê-lo é o próprio religioso, que preferiu não se posicionar nesta entrevista. Talvez um dos amigos mais antigos do frei seja o médico Lermino Pimenta, 78 anos. foi preciso ele atravessar o Atlântico e aportar em terra francesa para ouvir falar, pela primeira vez, em frei Cláudio Van Balen, um holandês alto e magro que viria a conhecer pouco tempo depois. Era 1966, em viagem para fazer uma pós-graduação, Pimenta encontrou-se com um frade carmelita brasileiro. Conversa vai e vem, a pergunta inevitável da origem levou Pimenta a falar sobre o bairro Carmo e a rua Grão Mogol, onde morava em Belo Horizonte. “Você vai encontrar a paróquia do Carmo completamente mudada”, antecipou o frei ao jovem médico, que não frequentava a igreja porque não gostava da posição política da instituição, que considerava de direita e ligada à organização Tradição, Família e Propriedade ( TFP).

“É um homem extremamente humano. Quando perdi meu irmão em acidente de aviação, ele foi o primeiro a chegar à minha casa para consolar-me. quando fui operado de ponte de safena, ele levava a comunhão. É sempre amigo, leal, franco”, diz.

Entre um dos casos mais emocionantes de que se lembra, está a morte de um cachorro do filho, nos anos 70, quando o menino ainda estava com 10 anos. Transtornado, o garoto foi à igreja conversar com frei Cláudio. Voltou alegre. “Ele ficou mais de uma hora conversando com o meu filho porque sabia da importância daquele animal de estimação para ele”.

O homem sem medo que lutou contra a transposição do rio São Francisco e tem opiniões contundentes sobre aborto, eutanásia em artigos que estão na internet sob críticas severas dos católicos mais ortodoxos, é considerado um revolucionário para seus fiéis. É o caso do engenheiro e empresário Carlos Roberto Vasconcelos, o Tim, que admira o frei principalmente pelo fato de ele sempre estimular as pessoas a exercer a cidadania, a refletir sobre as questões ambiental, social. Frei Cláudio batizou os filhos de tim e também seus três netos. “Ele forma, antes de tudo, um cidadão. Quando ele ficou contra a transposição do rio São Francisco, teve coragem, independência. Autêntico e sincero, tem pontos de vista muito bem definidos e exterioriza isso de uma maneira muito clara”.

José Aparecido Ribeiro: “ele propõe uma religiosidade adulta”

Talvez seja por isso que um fato inédito ocorreu com a possibilidade de frei Cláudio sair da paróquia do Carmo. Houve uma mobilização dos frequentadores para que isso não acontecesse. Foi uma mobilização, segundo os amigos, que nas- ceu da empatia do frei com os fiéis. O médico Lermino Pimenta conta, por exemplo, que tão logo conheceu frei Cláudio no final dos anos 60, ele uniu-se ao religioso em seu trabalho e foi o primeiro médico a atender nas obras assistenciais da Igreja do Carmo. para ele, frei Cláudio é mais do que um padre. “Ele atualiza a liturgia”, diz.

Sua mulher, Eliane Pacheco Pimenta, 70, reforça que essa aproximação foi porque, antes de tudo, frei Cláudio se tornou o principal representante da renovação teológica. “O tempo todo ele sempre defendeu a questão da fé como uma via de libertação da pessoa e não de seu aprisionamento”. Essa modificação traduziu-se num trabalho voluntário sem precedentes na paróquia do Carmo. São cerca de 500 voluntários e um ambulatório médico que atende cerca de 3.000 pessoas por mês. “O grande compromisso do frei Cláudio é mostrar a verdadeira face de jesus Cristo. Qualquer pessoa ligada, muito ou pouco, ao frei sente que pode contar porque ele é realmente um irmão. Ele nos faz muito bem”, completa o médico Lermino Pimenta que, juntamente a outros fiéis e admiradores, deram voz a frei Cláudio nessa matéria.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Variados

-Depois de um longo e tenebroso inverno, estou de volta. O acumulo de serviço anda me assoberbando, por isso esta longa ausência. Vamos a umas rápidas palavrinhas:

-Faleceu nos EUA, a Sra. Dorothy Height, aos 98 anos, ativista dos direitos civis americanos. A Americana foi fundadora do movimento da luta pela igualdade racial e de gêneros em 1960, uma das fundadoras do movimento pelos direitos civis americanos, cuja cruzada por justiça racial e igualdade de gêneros durou mais de seis décadas, morreu na madrugada desta terça-feira, 20, de causas naturais, disse um porta-voz do Conselho Nacional das Mulheres Negras. Height estava entre os líderes da coalizão de afro-americanos que lutaram pelos direitos civis. Sua militancia começou ainda nos de 1950 e foi  uma figura-chave na luta pelo fim da segregação escolar, dos direitos de voto, oportunidades de emprego e acomodações públicas nos anos de 1950 e 1960. Height foi presidente do Conselho Nacional das Mulheres Negras por 40 anos, abandonando o título em 1997. O grupo de defesa que conta com 4 milhões de membros é composto de 34 organizações nacionais e 250 organizações de base comunitária.


- A Argentina continua acertando suas neuroses do passado para construir o futuro. Lá diferente de cá, continua-se a punir os criminosos que cometerma crime contra humanidade. Visto que os Crimes contra os Direitos Humanos é crime contra a humanidade, em sua totalidade, é crime inanfiançavel, imprescritível e por isso mesmo não atingido por qualquer tipo de anistia. Esperemos que o STF no Brasil aja de acordo com nossas leis e não de acordo com as conveniências políticas e começe a fechar de vez essa ferida putrida da tortura. Não é com anistia que resolveremos essa página ruim de nossa história e sim como Comissões de Verdade. O Tribunal Oral Federal 1 determinou, nesta terça-feira (20), no julgamento por crimes no centro clandestino de detenção e tortura do Campo de Maio, dentro das instalações do Exército Argentino, a 25 anos em prisão comum do último presidente militar, Reinaldo Bignone, de 82 anos de idade.Junto com ele, outros responsáveis pela repressão ilegal foram condenados e negados a cumprir em prisão domiciliar.
Os acusados foram julgados por ilegalidades nas detenções e invasões de domicílios, privações da liberdade e aplicação de tormentos e torturas em 56 vítimas.

-Foi licitado ontem a aberração chamada Belo Monte. Uma obra no minimo, no minimo Belo Monte é um exemplo de projeto sem precedentes, em seus tamanhos físicos, em suas consequências sociais e ambientais. Uma obra que, é criticada, também do ponto de vista de engenharia e tecnologia. Portanto, tudo cheira muito estranho nesta obra faraonica. Lamentável sob todos os aspectos.

-Para filosofar um pouco, já que estou de ressaca de uma ótima saida com alguns colegas de serviço. Repito aqui a pergunta feita por uma colega: o que o homem admira em uma mulher. Depois desta fui.

-não fui não. Pois como sempre mesmo descansando temos que carregar pedras. O Idiota fóbico chamado Demetrio Magnoli o héroi da direita carcomida e eimbecilizada brasileira, esta com nova fraude na praça, já que seus escritos não pdoem ser chamado de obras. Portanto, não perda tempo e dinheiro. Não leia a procaria chamada Fora da Lei. Já adianto o roteiro previsivel e imbecilizante do sociologo, geografo, comunicadoes e sabe se lá o que mais. Em Fora da Lei, o autor repete as táticas já conhecidas nos seus textos anteriores. Trata-se do recurso lingüístico de imputar a outrem afirmações que ninguém fez. Quem no movimento negro teria se oposto à defesa da qualidade do sistema público de ensino? Quem teria afirmado a existência biológica de raça? Haveria uma incompatibilidade na luta pela democratização do acesso à universidade pública e a defesa da escola pública? Ora os leitores deste blog, bem o sabe, que jamais nós os defensores de ações afirmativas fomos ou somos contra a defesa de um sistema público, muito pelo contrário. Quem é contra nós sabemos bem, são os amigos e finaciadores do Demetrio. O que defendemos é política universalista e diferencialista, uma não se opõe a outra, na verdade se complementam. Uma visa o futuro (melhoria escolar), a outra visa o passado, o presente  e o futuro. Quanto a raça, me recuso a discutir mais este tema. Para IDIOTAS como o Magnoli só gritando: RAÇA É SIGNO. E se ele não entende isso mostra o quão bom sociólogo ele é. Para este e outros da sua estirpe, algo sui generis ocorre no Brasil, o racismo existe mas não a raça. Ou melhor o negro é sim vitima de um processo racializado, no entanto, caso dele se organizar para lutar contra este fenômeno com seus parceiros brancos não racistas ai estes de vitimas passam a ser os algozes, os semeadores da discórdia e do ódio racial.

domingo, 10 de janeiro de 2010

O Plano Nacional de Direitos Humanos, o jornalismo brasileiro e as eleições

Estamos a ver uma verdadeira celeuma, ou melhor, uma guerra contra o "monstro da censura". Senhoras e senhores não se enganem as eleições já começaram e a grande mídia ferozmente já tomou sua posição de guerra. A mesma mídia, que segundo um colaborador do site do Luís Nassif cometeu pelo menos 12 grandes (aqui são grandes mesmos) pataquadas durante o ano que se passou. A mesma mídia que se recusou através de seus órgãos representativos participar da democrática e cidadã Conferencia de Comunicação, a mesma imprensa que se chafurdou e bebeficou-se com os censores e a censura de outra época, esta mesma mídia vem agora golpear o Plano Nacional de Direitos Humanos discutido e debatido também de forma democrática e cidadão.
O que essa mídia quer é eleger aqueles que defendem seus interesses. No Jornal Nacional pelo menos tem-se o mérito de não esconder o jogo, as favas com as regras do bom jornalismo, as favas com o contraditório, as favas com parcimônia e o equilíbrio, lá o negócio é chumbo grosso mesmo. É atacar a todo custo o Plano Nacional de Direitos Humanos visto que este, como disse matéria do Jornal “é fruto de um Estado que é o maior violador destes mesmos direitos” ora tal afirmativa trata-se de truísmo. O que importa mesmo, para estes é o plano macula o direito – falta pouco para eles utilizarem tais palavras – sagrado e natural da propriedade privada, da família e da moral. Vê-se que no fundo eles ainda estão no começo dos anos 60 por isso mesmo tão familiarizzado pelo monstro da censura. E para se sentirem mais em casa além de torpedear tamanho abuso de um Plano que fala em negociação com movimentos sociais e ousa falar em regulação da atividade da mídia (regulação esta que existe nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Alemanha...), a nova fixação desta mesma mídia são as crises militares, nos últimos 10 dias já foram pelo menos duas crises. O interessante é que tais crises não se sustentam e nem encontram ecos. A ironia maior de todo esse movimento é que segundo o Datafolha, o editor (e isto faz toda a diferença ele não é um ventríloquo a narrar notícias e sim o editor destas notícias) Willian Bonner é a personalidade que recebe da nossa população a segunda maior nota na escala de "confiabilidade" entre todos os brasileiros.
É por esas e por outras que o esperto Willian chama seus telespectadores de Hommer Simpson. O pior é que tal comparação encontra eco neste resultado. Faz todo sentido com o resultado desta pesquisa. É triste ou não é nossa sina. O Willian Bonner é tão confiável que no dia que o Le Monde, o principal Jornal da língua francesa, pela primeira vez em sua história escolhe uma personalidade para simbolizar o ano: Lula. Tal fato noticiado em todos os veículos de comunicação tornou-se uma não noticia no Jornal do Willian; isso mesmo o JN simplesmente ignorou tal notícia que não entrou na pauta do telejornal. Ora notícia é notícia e disso até eu que não sou jornalista sei. Tanto faz o que acho do LULA e quem lê o Blog sabe o quanto sou critico do governo Lula (critico a sua esquerda). O fato é que ser escolhido o homem do ano e os motivos para tal escolha em um respeitado Jornal referência em uma cultura como a francófona é notícia. Portanto não se preocupem com o monstro da censura pois ele tem um rosto simpático e confiável para os brasileiros.
Para finalizar nós os leitores como sempre censurados que somos pelo monstro da censura interna da grande mídia continuamos perdidos, pois até agora (sábado 09 de janeiro) não vi, ouvi ou li nenhuma matéria explicativa e expositiva sobre o Plano de Direitos Humanos. ouvi, li e vi somente a opinião da Confederação Nacional da Agricultura, do DEM, dos donos da mídia, etc. Espero que o jornalismo não se torne “o mais baixo da escala do trabalho", em homenagem a outro grande jornalista, editor e ancora do jornalismo brasileiro. Aqui a referência é propositalmente agressiva como foi o dito pelo jornalista, agressivo e preconceituoso, pois como ensinou Paulo Freire não importa a titulação que a pessoa possui, mas o que ela tem a oferecer a uma discussão.

domingo, 21 de junho de 2009

Curso: " OTrabalho do Antropólogo em Situações de Perícia"

O Núcleo de Estudos sobre Populações Quilombolas e Tradicionais (NuQ/UFMG) e o Centro de Documentação Eloy Ferreira Silva

Apresentam:

Curso: "O Trabalho do Antropólogo em Situações de Perícia"

Expositor:
José Augusto Laranjeiras Sampaio
Antropólogo; Professor de Antropologia da Uneb (Universidade do Estado da Bahia); Ex-Coordenador do Grupo de Trabalho sobre Quilombos da ABA; Coordenador Executivo da Anaí e Pesquisador associado do Pineb.


Objetivos e características do Curso:

O curso visa introduzir e familiarizar, panoramicamente, o antropólogo em fase final de formação ou recém-formado - ou ainda os profissionais interessados em expandir seu campo de atuação - com os debates e conhecimentos próprios ao âmbito de produção de perícias antropológicas no Brasil. Tal acervo de conhecimentos deve incluir:

- o mapeamento das reflexões resultantes da produção de perícias antropológicas no Brasil, com suas repercussões técnicas, políticas, éticas, teóricas e metodológicas;
- a discussão dos marcos teóricos de referência para a fundamentação epistemológica e metodológica da perícia em Antropologia;
- o exame preliminar de algumas peças periciais antropológicas (laudos, pareceres, informações técnicas...).
- o contexto legal, político e técnico das situações que, tipicamente, têm demandado perícia antropológica, tais como:
- regularização de territórios de grupos étnicos e outras "comunidades tradicionais", com especial atenção ao campo teórico da compreensão de suas distintas "territorialidades" e "processos de territorialização";
- a caracterização pericial dos sujeitos sociais de direitos específicos; a Convenção 169 da OIT e outros marcos teóricos e legais;
- as perícias antropológicas em estudos de impacto socioambiental, em processos penais, processos patrimoniais (tombamento e conservação) etc.;

Metodologia:
O curso será ministrado em seminários temáticos, apoiado em bibliografia de indispensável leitura prévia pelos cursistas, com exposição e debate, e, eventualmente, apoiado também em material audiovisual (filmes).

Carga Horária:
20 horas, em cinco sessões de quatro horas-aula cada, de segunda a sexta feira.

Período:
22 a 26 de junho de 2009.

Coordenação Executiva:
Alexandre Lima Sampaio – Economista e Mestre em Sociologia pela UFMG, pesquisador do NuQ-UFMG, sócio do Cedefes.
Carlos Eduardo Marques – Cientista Social e Mestre em Antropologia pela UFMG, pesquisador do NuQ-UFMG, sócio do Cedefes. Professor da Faculdade de Ciências Jurídicas da FEVALE/UEMG.
Pablo Camargos – Historiador, assessor técnico e sócio do Cedefes.
Coordenação Geral:
Profa. Dra. Deborah Magalhães – Profa. do Departamento de Sociologia e Antropologia da FAFICH-UFMG, Coordenadora do NuQ-UFMG.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Ataque aos direitos humanos

Minha amiga, Aurea é que tem razão estamos lascados, como essa onda conservadora que vem assolando o país, sob o falso argumento de uma melhoria da segurança pública. Abaixo a mensagem da Aurea.

nós tamo é lascado!



A semana - 29/10/2007 14h09

Segurança vota plebiscito sobre redução da idade penal

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao crime Organizado se reúne na quarta-feira (31) e pode votar, entre outras propostas, o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 129/07, do deputado Manato (PDT-ES), que prevê realização de plebiscito para definir a maioridade penal. Conforme o projeto, os eleitores opinar pela manutenção da idade atual (18 anos) ou reduzi-la para 14, 15 ou 16 anos.

O relator, deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), apresentou substitutivo que altera a data do plebiscito, fixada no projeto para o dia 7 de outubro, que já passou. O relator propõe a realização da consulta junto com a primeira eleição nacional depois da aprovação do projeto.

Escuta telefônica
Também está na pauta o PL 1087/07, do deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), que garante acesso de delegados de polícia a dados cadastrais de órgãos públicos e aos sinais de serviços telefônicos para localização de vítimas, mantidas em cativeiro, ou de criminosos. O relator, deputado William Woo (PSDB-SP), apresentou parecer favorável.

Porte de arma
A comissão também pode votar o PL 1214/07, do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que dispensa os integrantes das Forças Armadas, das polícias federais, estaduais e do Distrito Federal e também os militares dos estados e do Distrito Federal de apresentar documento de porte de arma quando munidos da respectiva identidade funcional. O relator, deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), apresentou parecer favorável ao projeto, com emenda de sua autoria. Conforme essa emenda, a identidade funcional deve conter a autorização para porte de arma de fogo.

A reunião será realizada às 14 horas, no plenário 6.

Da Redação/WS

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