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sábado, 11 de setembro de 2010

11 de setembro

Hoje são 11 de setembro, uma dia simbólico pelas fatalidades: foi neste di, há 09 anos atrás que as Torres Gemêas foram dinamitadas por fundamentalistas islâmicos. Para além do que representa os EUA, suas políticas e suas perversidades (que culminaram no outro 11 de setembro, falaremos dele mais adiante) o ataque as torres gemêas se constituiram em um ataque covarde e cruel pois atingiu de forma indiscriminada civis e não somente aqueles propositores de uma política tão fundamentalista quanto a de seus atacantes.

Mas 11 de setembro, e isto é esquecido, os silêncios convenientes, é também a data de derrubada do governo Allende. Na fatídica manhã do dia 11 de setembro de 1973, liderados por Pinochet a direita chilena bombardeia o Palácio de La Moneda o que leva ao suicidio/homicidio de Allende. 

Chile 1970
Salvador Allende lidera a Frente Partidaria denominda  Unidade Popular (coalizão formada pelos Partidos Socialista e Comunista, além de importantes grupos de esquerda como o MIR e o MAPU) que é eleita (isto mesmo, eleita por vias liberais democráticas, ou em linguagem marxista-leninista seguindo as regras e ditames do sitema burguês liberal). A direita chilena adota então uma série de medidas para minar o governo Allende, o primeiro governo socialista a chegar o poder por eleições como gostava de dizer alguns apoiadores de Allende,  como por exemplo: sabotagem, dos assassinatos cometidos por grupos de extrema-direita como o Patria y Libertad, dos blecautes patronais. Apesar ou por causa destes atos, nas eleições intermediárias de 1972, a Unidade Popular conseguiu ainda mais votos do que nas eleições presidenciais que levaram Allende ao poder, em 1970. Tal arrobo foi considerado a gota da agua e em 11 de setembro de 1973, sob as ordens de Pinochet o Moneda é atacado. Resta a Allende o gesto supremo dos grandes estadistas: Pagaré con mi vida la lealtad del pueblo. Allende resiste por algum tempo, com uma pistola, o apoio de muitos leais companheiros e sua guarda presidencial.
Aqui neste QUILOMBO prestamos nossa referência a estes heróis. Allende Vive!!!! Companerõ Presente, como diriam os chilenos ou os brasileiros daquela época.
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O Chile como o Brasil, Argentina, Uruguay e outros companerõs de latino-américa fomos vitimas desta praga chamada ditadura, portanto, datas como as de hoje deveriam ser dias civicos para que horrores como estes não se assanhem novamente e, mesmo para que, em honra dos que verteram sangue pela democracia a mesma não fosse tão enxovalhada pela elite punhos de seda de sempre. Deprimente ver esta eleite que se esbaldou, deitou e rolou, empanturrou-se como o bolo mal dividido falar hoje em ameaça a democracia e liberdades. Hoje como ontem efetivamente sofremos ameaças as nossas liberdades mas ontem como hoje os ameaçadores são os mesmos, uma parte retrogada, elitista e imbécil da elite brasileira. Foi esta que tão bem Claudio Lembro definiu de elite brnca, aliás o Claudio Lembo é ele mesmo um exemplo que é possível ser outro tipo de elite.
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Ainda hoje no dia 11 de setembro leio que a chamada War on drugs, outro feito de W. Bush, já matou no México, nos últimos 04 anos 28.361 pessoas. Destas, 70% das vítimas eram civis de ficha e conduta limpas. Dentre os mortos estão 900 mulheres, 90 crianças e 30 jornalistas.LAMENTÁVEL. Lembrete: Caldeiron, atual presidente do México e fiel seguido da War on drugs foi "eleito" sobre uma forte desconfiança de fraude e ao assumir, em dezembro de 2006, a Presidência com o cheiro e algo mais de fraude eleitoral no ar, convocou  no primeiro dia do mandato as Forças Armadas e partiu para a Guerra às Drogas. A meta era desviar a atenção e tentar legitimar o mandato por meio de forte adesão à anunciada estratégia.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Brasil, meu Brasil ...Injusto

A correria anda louca. Por isso o sumiço. A um tempo atrás escrevi alguns posts sobre o Brasil em números. Retorno agora com dados do IBGE. Tais dados são alarmantes. São necessário sua divulgação pois têm-se no Brasil atual um falso discurso de que estamos nos melhores dos mundos. Veja a questão da renda per capita. Lembrando ainda que para piorar a situação, a renda per capita é uma média, e que portanto, pode em tese ter o seguinte resultado: João ganha mil reais 1.000,00e Paulo ganha 100,00 reais a média per capita neste caso é de quinhentos e cinquenta reais 550,00. Pois bem segundo o IBGE metade das famílias brasileiras vive com uma renda per capita inferior a R$ 415,00. METADE !!!! É o que diz o IBGE.
415 reais = OU APROXIMADAMENTE 154 euros
Tal índice ainda tem mais um agravante é nacional, assim as regiões sul e sudeste ainda sobre representam esta taxa. No Nordeste, por exemplo, essa renda per capita é inferior a 250 reais. Essa é nossa distribuição de renda. ISSO É QUE VALE E NÃO O PIB. O QUE VALE NO MUNDO REAL NÃO É PRODUÇÃO DE RIQUEZA E SIM SEU MODO DE DISTRIBUIÇÃO. E NO BRASIL ELE É CRIMINOSO. E o pior é que a elite econômica e pensante (já que com essa má distribuição em geral estas coincidem) não conseguem entender que fazer distribuição e renda não tem nada de esquerda ou de socialismo. Tem tudo haver com CAPITALISMO. Como pode um país deixar de fora do mercado metade de seus potenciais consumidores. Agora imagina essa realidade aplicada ao esporte e a cultura, como é que essa população pode consumir e usufruir tais equipamentos. Eta mundinho injusto. Tenho podido acompanhar isso mais de perto dando aula em uma Faculdade particular do interior: é impressionante a disparidade de renda no interior lá é ainda mais vil e agressiva. Impressiona meus alunos com sues carrões...ou então outros colegas idem...
e olha que ainda não estou com estômago para falar do genocídio continuo dos pobres e pretos do Rio. Quem sabe nos próximos dias.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Estratégia americana é "cercar" recursos naturais do continente

Abaixo um artigo interessante sobre o Brasil, os EUA e a questão diplomática na América do Sul a partir de seus ativos naturais:

Fonte: http://viomundo.globo.com/site.php?nome=MinhaCabeca&edicao=1580

Estratégia americana é "cercar" recursos naturais do continente






Distância aproximada entre a base aérea americana de Manta, no Equador, e as reservas de petróleo do país: 400 KM

O Equador, que voltou à OPEP depois da eleição de Rafael Correa, é o menor produtor do grupo, mas há potencial para novas descobertas na região amazônica do país.

Distância entre a Colômbia, que tem forte presença militar dos Estados Unidos, e as reservas de petróleo da Venezuela: 800 KM.

Distância entre o Suriname, sondado pelos Estados Unidos como possível sede de base militar, e as reservas de petróleo da Venezuela: 800 KM.

Reservas de petróleo na bacia do rio Orinoco, segundo estimativa do governo americano: 1,3 trilhão de barris de petróleo pesado; 300 bilhões recuperáveis com as tecnologias de hoje. Os números relativos a reservas de petróleo são motivo de grande controvérsia.

Distância entre o Suriname e as reservas minerais de Carajás, no Brasil: 1000 KM.

Estimativa das reservas de minério de ferro em Carajás: 5 bilhões de toneladas.

Distância entre o Paraguai, que fez exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos, e o aqüífero Guarani: O KM.

O aqüífero Guarani é a maior reserva de água doce subterrânea do mundo; 71% dele ficam no subsolo brasileiro, 19% na Argentina, 6% no Paraguai e 4% no Uruguai.

Distância entre o Paraguai e as reservas de gás da Bolívia: de 300 a 500 KM.

Estimativa do aumento de consumo de gás natural na América Latina, entre 2006 e 2011, principalmente para uso industrial: 48%

Estimativa das reservas de gás natural na América do Sul:




Em política não existe vácuo. Quem não ocupa espaço perde. Acossado internamente pela oposição sem proposta e pelos que representam interesses que não os do Brasil, o governo Lula tem se mostrado tímido na defesa dos interesses econômicos do país na América Latina.

É lógico que não é tarefa do governo fazer o que deveria ser feito por empresários. Porém, tirando a elite do empresariado brasileiro temos uma turma tacanha, desinformada, sem conhecimento, que gostaria de ser européia ou americana e não se conforma com o fato de que é "cucaracha".

O governo Lula deu alguns passos importantes, como colocar a diplomacia brasileira a serviço dos interesses comerciais do país. Nos Estados Unidos, isso foi feito no primeiro mandato de Bill Clinton, quando o presidente americano escalou Ron Brown para ser o secretário de Comércio e ele viajou o mundo à frente de delegações de empresários americanos.

O ministro Guido Mantega promete a criação de um Fundo Soberano Internacional, destinado a apoiar os investimentos de empresas brasileiras no Exterior, o que é outra boa idéia.

Porém, a timidez do presidente Lula em dar expressão política à expansão da economia brasileira para além das fronteiras nacionais é inexplicável. É preciso deixar claro que ao Brasil interessa a criação de uma gigantesca classe média na América Latina, que serve aos interesses estratégicos do país. Na entrevista mais recente que fiz com Luciano Coutinho, antes que assumisse o BNDES, conversamos sobre este assunto: o mercado natural de expansão do Brasil é na vizinhança. Primeiro na América Latina, depois na África.

Temos a vantagem da distância e a desvantagem de que, aqui e ali, já pipocam reações ao "imperialismo brasileiro", razão pela qual é correta a estratégia do Itamaraty de fazer tudo nos bastidores. Política externa pelas páginas de jornal ou pela TV só a de Hugo Chávez.

Quando falo em timidez estou me referindo à inexistência de um discurso do governo federal - seria muito pedir o mesmo ao PSDB - de que o Brasil defende a estabilidade política na região, a não intervenção nos assuntos internos de países soberanos (um jeitinho diplomático de se contrapor aos Estados Unidos) e a distribuição de renda como fator de ampliação do mercado externo.

É importante deixar claro que ao Brasil não interessa a balcanização da Bolívia, com a qual parecem contar os Estados Unidos. Nem a derrubada de governos eleitos, como os de Hugo Chávez e Rafael Correa. É fato expresso em documentos de gente ligada ao governo Bush que os Estados Unidos, em nome de combater o tráfico de drogas, procuram três bases militares na América do Sul para substituir a que foi perdida no Panamá.

Paraguai e Suriname seriam candidatos a receber essas bases. O Brasil não pode aceitar a presença militar americana ostensiva em países do Mercosul. Isso precisa ficar explícito. Essa história de propagar que a tríplice fronteira - entre Brasil, Argentina e Paraguai - é base de terroristas é conversa para boi dormir. É propaganda para justificar presença militar americana na região.

Em nome de combater o tráfico de drogas ou o terrorismo, o Pentágono, curiosamente, busca localizar bases perto da Amazônia, das reservas de gás e petróleo da Bolívia, das gigantescas reservas petrolíferas do delta do rio Orinoco, na Venezuela, e do aqüífero Guarani. Coincidência?

As reservas de gás, petróleo, água, minério de ferro e outros minerais são estratégicas. O resto, como diriam os americanos, é "bullshit". Tem alguém de olho na neve que se acumula na cordilheira dos Andes? Não, né mané?

Será que os americanos não querem uma base no sertão maranhense, para ajudar a desenvolver a região? Ah, não, eles queriam alugar a base de Alcântara, chegaram a assinar um protocolo com o governo de Fernando Henrique Cardoso, num dos episódios mais vergonhosos da história recente da diplomacia brasileira. Não estou defendendo imperialismo brasileiro. Acho apenas que interesses nacionais devem ser colocados acima de disputas políticas circunstanciais, exatamente como republicanos e democratas fazem nos Estados Unidos. E que o governo Lula deve explicar, de forma didática, por que é do interesse de Brasília uma região estável, em que o mercado de consumo se amplie para absorver as quinquilharias "hecho en Brasil".

Publicado em 06 de dezembro de 2007