quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eleições Americanas, o dia seguinte

OBAMA PRESIDENTE,
LADIES AND GENTLMEN,
THE FOURTEEN-FOUR PRESIDENT OF UNITED STATES OF AMERICA, MR. BARACK HUSSEIN OBAMA.
VIVA A VITORIOSA POLÍTICA DAS AÇÕES AFIRMATIVAS!!!!!!!!!!!!
- Os EUA estão de volta a moda. O sonho americano esta de volta. A idéia de um país forjado sobre as opotunidades esta de volta.
- Muito bonito e digno o discurso de Mccain, reconhecendo o momento histórico pelo qual a América passa e que a vitória de um afro-americano minora em partes a imensa discriminação e opressão sofrida por esse grupo. Mccain também entrou para a história.
- Essa foi as eleições da novidade, parodiando Hobsbawan (e não que isso seja um julgamento valorativo de bom ou ruim) o século XXI enfim começou: uma eleição marcada pela nova geração e seus avanços tecnológicos.
- Os Democratas, como falamos várias vezes no post abaixo venceram em todos os estados democratas e também em pelo menos 7 estados republicanos, incluindo ai os estados de Nevada, Colorado, Novo México, Iowa, Ohio, Virgínia e Flórida. Quero chamar a atenção que as vitórias em Nevada e Novo México podem ser explicadas por fatores demográficos a grande maioria latina que desta vez se sentiu representada e impelida a votar, provavelmente estes estados tornem-se no futuro bastiões democratas. A Flórida sempre foi um estado divivdido que ora tende paraum lado ora para outro, a questão lá é criminal a máfia cubana sempre favorece aos repulicanos. Ohio é outro estado que muda de acordo com os eventos, por isso é considerado o principal estado eleitoral, seus 20 votos sempre decidem a eleição. A cada ciclo tende a um partido, em geral nos últimos 25 anos aos republicanos. Tudo isso amigos para repetir pela enésima vez nessas últimas horas: OBAMA ganhou no segregacionista estado da Vírginia, esse é o fenômeno mais notável dos últimos 50 anos da vida política americana. A última vitória democrata lá, foi a mais de 40 anos com Lindon Jhoson, um branco sulista. Veja bem, o estado segregacionista até os anos 90 em sua constitução estadual jamais votou democratas por considerar as ações civis um segunda guerra da secessão.
- Para atender aos mais curiosos, os últimos números indicam Obama com 57% dos votos populares contra 42% de Maccain. 338 deleados para Obama versus 163 para Maccain, enfim a goleada se confirmou. Ainda falta terminar a apuração em Carolina do Norte, Montana e Indiana. Os números indicam viória de Obama em Indiana e Carolina do Norte, no caso do estado que viu nascer o jogador Jordan (North Carolina) tudo que escrevi acima para a Vírginia acabe aqui, será outro triunfo histórico.
- Como sempre o nosso professor Idelber, esse mineiro que também fez a América e é hoje um dos intelectuais mais respeitados no que tange aos estudos literários. Professor em Tulane, Ildeber continua a votar em sua América preferida, a New Orleans:
Barack Obama eleito presidente dos Estados Unidos. Nasce um estadista
Ontem à tarde, antes de começar a cobertura ao vivo das eleições, eu fui ao supermercado renovar o estoque de cerveja. Alguns amigos iam passar por aqui e eu queria ter
Abitas em quantidade suficiente. Na fila do supermercado, uma daquelas senhoras bem New Orleans, negra, sorridente, com o rosto marcado pelo tempo, me pediu um documento que comprovasse a minha idade. Feliz da vida por ter sido confundido com um garoto de menos de 21 anos, eu entreguei minha carteira de motorista e ela brincou: ah, que legal ter um aniversário no Halloween!
Nos EUA, puxar papo político-eleitoral com um estranho é bem menos comum que no Brasil. Animado pela brincadeira dela, no entanto, eu me arrisquei: Ma'm, I'm feeling pretty good about tonight. Ela retrucou: I'm just hoping and praying. Subitamente tomado pela consciência de que aquela mulher, que quando menstruou pela primeira vez não podia sequer usar os mesmos bebedouros, banheiros públicos e piscinas dos brancos, estava prestes a ajudar a eleger Barack Obama presidente da república, eu comecei a sentir o nó na garganta. Perguntei a ela: did you ever think you'd live to see the day? Não era necessário completar a frase. Ao ouvir a pergunta sobre se já imaginara viver para ver esse dia, ela sabia muito bem a que eu me referia. Respondeu: No, son, I didn't. But God is good. E eu, ateu de carteirinha, desabei a chorar nos ombros daquela senhora negra e crente de New Orleans, que trabalhava por 6 dólares a hora num supermercado na noite de 04 de novembro de 2008, a noite em que nós e Barack fizemos história.
Ela encerrou o papo: fique calmo, meu filho. Vá beber sua cerveja tranquilo.
Como bom atleticano, eu tenho Ph.D. em desgraças e decepções. Uma avaliação mais ponderada dos alcances e dos limites do governo Obama terá que ser feita com calma, dentro de alguns dias – inclusive porque essa avaliação depende das quatro vagas ainda indefinidas no Senado (Minnesota, Geórgia, Alaska, Oregon). Caso os democratas conquistemos essas quatro vagas, o Presidente Obama terá a maioria mágica de três quintos (60 senadores), que garante a aprovação de qualquer projeto sem preocupação com obstruções. Até lá, é hora de comemorar.
É de se comemorar, por si só, o fim do regime mais desastrado, inepto e mentiroso da história da república. É de se celebrar o surgimento de um verdadeiro estadista, um homem que, no pódio da vitória, não esfrega seu sucesso na cara dos outros, não tripudia sobre os vencidos, não joga seus apoiadores contra os seguidores do candidato derrotado, mas opta pelo caminho oposto: a reconciliação, a união, a possibilidade do diálogo. É de se celebrar o fim da premissa de que os progressistas americanos só venceríamos à moda Clinton, fazendo concessão atrás de concessão para a direita. É de entusiasmar ter um líder que entende a internet, compreende o poder das novas tecnologias, tem um visão de futuro. O discurso de vitória de Obama foi o de um verdadeiro estadista.
Eu me orgulho de ter apostado. Desde
o primeiro minuto. E me junto à festa da Dona Sarah Obama, no Quênia:
Em breve, faço uma análise mais detalhada dos números. Mas adianto que as vitórias de Obama em Indiana e na Virgínia são marcos inesquecíveis. São o coroamento de uma estratégia inteligente, que redesenhou o mapa político dos Estados Unidos. Dificilmente essa garotada de 18 a 25 anos voltará à letargia política em que havia se afundado.
Como alguém que acredita na política – que acredita na desejabilidade e na inevitabilidade da política – e é pai de duas crianças, eu só posso dizer:
Obrigado, Barack. Escrito por Idelber às 05:16

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Eleições Americanas, começa a apuração

Agora as apurações

-A CNN indica que 72% dos novos eleitores votaram em Barack Obama, em contraste com os 27% que colocaram o seu voto em John Mccain. Este dado não é propriamente uma novidade. O dado mais interessante estes eleitores compõem 10 por cento dos que participaram nestas eleições.

-Os primeiros estados em que a apuração já se iniciou. LEMBRANDO QUE se alguns estados já apuram os votos outros ainda irão votar até por volta das duas horas da madrugada em nosso fuso, afinal a América é um continente.

Vermont para Obama, Kentucky para Mccain. Indiana, Georgia, Virginia e Carolina do Sul too close to call, ou seja no voto a voto. A grande novidade é o resultado desta sondagem na Carolina do Sul, onde se esperava que Mccain vencesse facilmente. Na Georgia está tudo muito empatado. No Indiana está mais para Obama. Na Virginia aparece muito razoável para Obama.
Com esses primeiros dados vitória certa para OBAMA. Lembrando que a tarde nos adiantamos e assumimos que Obama já havia vencido, será?

Agora algumas considerações por que fechamos tão fácil com a vitória de OBAMA. O candidato democrático segundo as pesquisas vencerá em todos os estados democráticos, ou seja aqueles que votaram em Al Gore e Kerry nas últimas eleições, em compensação Obama esta a ganhar em vários estados republicanos como Colorado, Novo México, Vírginia, talvez Carolina do Norte. Para se ter idéia a mais de 40 anos que a Vírginia racista não vota democrata. Eis ai uma das chaves da vitória. A outra foi a entrada em massa das minorias no processo: negros, jovens, latinos e pobres. Estes grupos que historicamente não vão as urnas, pois não se sentiam representados agora sentem como se um deles pudesse chegar lá. E o MAIS IMPORTANTE, QUE JUSTIFICARA DIVERSOS ESTUDOS SOCIOLÓGICOS, os jovens independentemente de cor, classe e origem apoiam massivamente OBAMA, isto estará a indicar a vitória da política dos direitos civis? Serão esse jovens efetivamente pós-raciais, os resultados indicam para isso. Veremos

22:40
Novos dados:
John McCain leva Kentucky; Barack Obama, Vermont. McCain, 8 votos no Colégio Eleitoral, Obama com 3.

Na Flórida, os primeiros votos indicam 55% para Obama na Flórida contra 44% para Mccain.

Começam surgir diversas denúncias na net sobre complicações no processo eleitoral sempre a prejudicar os eleitores democratas.

Uma multidão começa a se reunir no Grant Park, onde Obama pretende falar de madrugada.

Vermont que elegeu Obama, é o estado mais progressista dos EUA tendo inclusive um senador socialista. Isso mesmo um senador que se assume como socialista.

Veja o que diz o professor Idelber em seu blog:

Os números que realmente importam virão da Geórgia, de Indiana e da Virgínia. Geórgia é o coração do Sul mais atrasado. Democrata nenhum jamais deu bola para o estado. Obama montou campanha forte por lá e, mesmo que não vença, se conseguir um bom desempenho, já será anúncio de noite feliz. Mesma coisa em Indiana, estado bem conservador, que sempre vota republicano, mas que este ano Barack contestou. Se Barack vencer em Indiana, abra a cerveja, porque será goleada.

E a Virgínia, a Virgínia, a Virgínia, que não vota democrata desde que Castelo Branco era presidente do Brasil, foi a grande novidade da campanha de Obama: ele sacou a mudança demográfica do estado, deu uma banana para a estratégia "focalizada" que havia dominado o Partido Democrata nos anos 90 e chegou ao dia da eleição como favorito no estado.


23:23

- Os resultados continuam a chegar e cada vez melhor apara os Democratas. O senador Obama surpreende e continua a ganhar na Carolina do Sul, um senador democrata foi eleito na Virginia (aqui faço um parêntese, para afirmar que o senado também esta em jogo: caso os democrata atinjam o número de 60 senadores em 100 a maioria absoluta estará garantida e Obama gorvenará dá menira que bem quiser). Obama também surpreende com uma grande votação na Flórida, se bem que nesse caso devem ser os votos antecipados.


-Urnas fecharam em vários estados. Destes, as projeções consideradas seguras tanto por CNN quanto MSNBC: Massachussetts, Illinois, Connecticut, Nova Jersey, Maine, Delaware, Maryland e Washington, a capital, vão para a conta de Obama. No Maine, os membros do colégio eleitoral são divididos proporcionalmente – 3 ficam com Obama, um com McCain. Oklahoma e Tennesse ficam com McCain.

-Segundo a CNN agora Mccain tem 77 votos garantidos e Obama 34 votos, Ou seja resultados fabulosos para Obama. Pois os estados democráticos importantes ainda não foram computados. Alguns sites nos EUA já falam em goleado e eleição epica para Obama.

-Para a ABC já é OBAMA 94 Mccain 34.

Para o bem da justiça digamos, as únicas duas coisas boas de Bush dois Secretários de Estados negros, isso também e um fator histórico, faça se justiça a Bush.

-A NBC acaba de projetar: Vitória de Obama na Pensilvânia.

- Para o NYTIMES fala em vitória de Obama na Flórida e em Ohio, se relamente acontecer...sai de baixo lá vem goleada.

23:35

Texto interessante do jornalista Sérgio Dávila:

Obama chega à eleição menos negro, e McCain, menos herói

A primeira menção ao nome Barack Obama no arquivo do jornal "New York Times" é de 6 de fevereiro de 1990. O título da reportagem: "Primeiro negro eleito para comandar a "Law Review" de Harvard". Uma das primeiras citações do jornal ao nome de John McCain é de 28 de outubro de 1967: "Filho do almirante McCain, sobrevivente do "Forrestal", está desaparecido em ataque".


A primeira se refere à prestigiosa publicação da Escola de Direito da Universidade Harvard. A segunda, à queda do avião no então Vietnã do Norte que o tenente da Marinha pilotava -"Forrestal" era um porta-aviões destruído em incêndio quatro meses antes, e do qual McCain era um dos sobreviventes.


Na entrevista de 1990, dada a Fox Butterfield, prêmio Pulitzer por ter trabalhado na revelação dos "Papéis do Pentágono", sobre os desmandos dos EUA no Vietnã, um Obama de 28 anos dizia que o fato de ter sido eleito mostrava "progresso" e "encorajava": "Mas é importante que não se usem histórias como a minha para dizer que tudo vai bem para os negros", argumentava: "Você tem de se lembrar que, para cada um como eu, há centenas ou milhares de estudantes negros com pelo menos o mesmo grau de talento que não têm chances".


Na reportagem de 1967, assinada de Saigon por R. W. Apple Jr. (1934-2006), que viraria um dos nomes mais importantes do jornal, o repórter lembrava que, após o incêndio do porta-aviões, o filho do almirante tinha tido um ataque de consciência. "É difícil dizer", afirmou McCain, meses antes da queda, "mas depois que eu vi o que as bombas e o napalm fizeram ao pessoal do nosso navio, não estou certo se quero mais jogar essas coisas no Vietnã do Norte".


Amanhã, na eleição presidencial mais empolgante e também das mais longas das últimas décadas, os Estados Unidos decidem quem colocam na Presidência do país, se Barack Obama, 47, ou John McCain, 72.
Não será injusto dizer que o primeiro chegará menos negro ao cargo. Durante a campanha, o democrata deixou de lado seu discurso pelas minorias e se apresentou ao país como "pós-racial". Foi a maneira que encontrou de atrair parte da classe média que reluta em votar num não-branco e sem a qual não se ganha eleição nos EUA.


Também McCain chega à reta final menos herói. Assim como não levou adiante o desejo de não bombardear o inimigo em 1967 -foi atingido em missão de ataque a uma usina-, o republicano abriu mão da independência que marcaria sua carreira política por ataques negativos que mancharão para sempre sua biografia.
Ainda assim, não importa o escolhido, será um pleito histórico.



Escrito por Sérgio Dávila às 04h42

23:52

- A vitória por goleada pode ser que não ocorra segundo números mais recentes. Nas urnas Maccain vai ganhando a Carolina do Sul, a Virginia e Indiana, três estados sempre republicanos e até ai nenhuma novidade, no entanto algumas pesquisas mostravam Obama a frente nesses estados. Podemos estar aqui diante do efeito Bradley que já explicamos no blog, ou seja o fator racismo. O elitor diz por vergonha que votará em um candidato negro e vota no outro. São três notórios estados racistas, mas de todo modo vamos esperar mais um pouco, pois nos EUA os votos se dividem de acordo com as regiões e a formação econômica, assim por exemplo a região dá onde vem os votos são bastante importante e eu não estou analisando os votos de acordo com a região. Já demostramos isso também aqui no Blog, por exemplo em vários estados 90% da população vota republicano no entanto as grandes cidades ou cidades universitárias votam democratas, como por exemplo no Colorado, onde as duas principais cidades concentram já a maioria dos eleitores o que deverá garantir vitória a Obama ainda que todo o interior vote Mccain.

- Segundo o professor Idelber:

É oficial: na eleição do Senado mais importante da noite -- para o blogueiro, pessoalmente --, a queridíssima Kay Hagan derrotou a outrora poderosa Elizabeth Dole. É o primeiro assento roubado dos republicanos na noite. Rumo à maioria absoluta no Senado.

Pela primeira vez desde 1952, os EUA terão um governo sem nenhum Bush nem Dole.

24:00
Obama ganhou Vermont, New Hampshire (que McCain tinha esperança de vencer), Connecticut, Massachusetts, Nova Jersey, Delaware, o Distrito de Colúmbia (da capital Washington), Maine e Illinois.

McCain ganhou Kentucky, Carolina do Sul, Tennessee, Oklahoma.

Obama confirma a vitória na Pensilvânia, democrata deste Clinton e votou contra Bush duas vezes e em New Hampshire. O resto era o esperado.

00:12
-só para registro já que os números finais serão diferentes mas nesse momento Obama tem 102 votos garantidos e 49% dos votos populares e Mccain 50% dos votos populares e 34 delegados. Como esperado Obama até agora venceu em toda a costa nordeste e mais Pensilvania e Ilinois seu estado político. Se somar a esses a vitoria garantida na costa Oeste, estará repetido o mapa das últimas eleições, ou seja a borda nordeste a costa oeste democrática e todo o restão republicano, ai que entra a vantagem já dita neste post de Obama, esse ano ele ameaça os repúblicanos em algum desses estados do meião (com vitória paraticamente certa no Colorado, Novo México). Bom mesmo que perca esses estados do meião caso ganhe na Florida fim de papo, vitóia de Obama; caso perca no meião e na Florida e ganhe Ohio também fim de papo. Ou seja, continua tudo muito bem para Obama.

00:43

-Para vários analistas Obama já ganhou no Ohio, estado que nos últimos anos sempre votou republicano. Se assim acontecer. OBAMA é o Presidente de número 44 dos EUA.


00:47

OFICIAL

BARACK OBAMA HUSSEIM É O NOVO PRESIDENTE DOS EUA. O PRIMEIRO AFRO-AMERICANO A CHEGAR LÁ.

00:48
Agora é só saber qual o tamanho da vitória.

00:56
Impressionante como é ruim a cobertura da Rede Globo das eleições , apesar da imensa equipe a cobrir as eleições. Além de uma série de falahas até agora eles não mostraram a vitória de Obama, aliás lá eles parecem desconhecer uma série de informações que passamos aqui. A apresentadora fala em disputa apertada... vixe tá perdidinha no Jornal da Globo.

00:58
Já que critiquei a Globo fica aqui o elógio para o esforço da Record News. Cada vez mais, a melhor opção para um jornalismo crítico e opinativo. Aliás a Record só melhora seu time de jornalista, agora chegaram o Carlos Dorneles e o Luiz Azenha. Assistir os programas jornalistícos da Record e da Record News é cada dia melhor, principalmente o programa de domingo a noite com ótimas matérias investigativas.

01:10
Neste momento Obama estar a ganhar na Vírginia e também na Carolina do Norte, se ganhar estará a quebrar uma tradilção de mais de 40 anos. Ambos os estados nao votavam democrata a mais de 40 anos e o mais fabuloso trata-se de dois estados que se opuseram violentamente aos direitos civis.

A CNN já dá 207 votos para Obama sem contar Califórnia, Wasghiton (estado) e Oregon. Isso que dizer que se somar os 55, 07 e 11 delegados de cada estado Obama já tem 280 votos. Os especialistas já falam em mais de 300 votos para Obama.

Dentro de instantes Obama poderá pronunciar como presidente.

01:20
Estados em que Obama já ganhou, em azul. Os estados com borda amrela são indefinidos, mas como já disse acima no momento tendendo para OBAMA daí poder falar em goleada, caso ele vença na Vírginia, Carolina do Norte e Flórida :

map2

01:30

A correria dos últimos dias cobrou o preço. E como as eleições estão definidas vou ir dormir. Verei gravado as imagens históricas da festa em Chicago, aliás o Parque onde ocorrerá a festa esta lotado cerca de 100 mil pessoas e por toda a Chicago cerca de 1 milhão de pessoas.
Para não dizer que não falei a eleição de Obama se parece coma de Lula na efervescência da vitória de um outsider (veja bem só nisso se parecem) ou seja alguém que não deveria vencer e vence. Bom por outro lado, o governo de ambos também vão ser parecidos, infelizmente no mundo prático Obama também acabará tendo que compor com as forças de sempre. Mas esse tipo de análise fica mais para frente.
PS: NÃO DEU VI TUDO AO VIVO. Amanhã escrevo mais.

Eleições Americanas

Mais texto a respeito da cobertura das eleições publicados ao longo do último ano:
Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Tom Bradeley: um prefeito afro-americano
Thomas J. "Tom" Bradley (29 de dezembro de 1917 - 29 de setembro de 1998) foi cinco vezes eleito prefeito de Los Angeles na California, no periodo de 1973-1993. Foi o primeiro e até agora o único prefeito negro de Los Angeles. Seus 20 anos na prefeitura marca a mais longa duração de um prefeito na história da cidade. Sua eleição 1973 fez dele o segundo afro-americano a ser eleito prefeito de uma grande cidade. O primeiro foi Carl Stokes de Cleveland, Ohio, que foi eleito em 1967.Bradley sem sucesso concorreu para governador da Califórnia, em 1982 e 1986, tendo sido derrotado pelo republicano George Deukmejian. Além de respeitado prefeito de LA foi a vitima mais famosa do racismo americano, mesmo concorrendo no ultra-liberal estado da California. Sua derrota foi alvo de dezenas de estudos sociológicos e de cientistas políticos, tornando famosa a expressão "o efeito Bradley" para explicar sua derrota em 1982 para o governo da California. De forma resumida trata-se da seguinte história: todas as pesquisas apontavam uma vitória relativamente fácil para Bradeley, a sua vantagem as vezes chegava a dois digitos, mesmo na boca de urna sua vitória era garantida frente do oponente republicano. Quando se abriram as urnas seu oponente saiu vencedor e com uma margem de 1,5% de votos de vantagem. A explicação que se tornou clebre na expressão efeito bradeley trata-se do seguinte alguns norte-americanos pós anos 60 sentem vergonha de se assumirem racistas ainda que os sejam, assim quando perguntados em pesquisa tenderiam a informar seu voto ao candidato afro-americano ainda que em seu intimo tenha já firmado voto no oponente branco.Um pouco mais da história de BradeleyTom Bradley nasceu no Texas. Bradley era um filho de um trabalhador rural nas fazendas de algodão e neto de ex-escravos. A família mudou-se para o Arizona onde jovem Tom ajudou a família nas plantações de algodão. Em 1924, a família se mudou para Los Angeles. Seu pai era trabalhador da ferrovia Santa Fé. Sua mãe trabalhava como faxineira. O Bradleys eram divorciados e a família participava de assistência pública. Bradley estudou em escolas públicas e tinha um futuro promissor em alguma faculdade mas era tambem um bom esportista o que lhe valeu uma bolsa no Politécnico High School, em Los Angeles, uma grande escola branca.A políticaSua entrada na vida política se deveu Crenshaw Democratic Club. O clube era parte do Conselho Democrático da Califórnia um grupo reformista e liberal organizado nos anos 50 por parte de jovens democratas nas campanhas presidenciais de Adlai E. Stevenson. Trata-se de um grupo predominantemente branco e tinha muitos membros judaicos, marcando assim o início da coligação, que, juntamente com os latinos, iria leva-lo a vitória eleitoral tantas vezes.Ele serviu em Los Angeles City Council de 1963 a 1972 (Camâra Municipal) em 1963 juntamente com Billy G. Mills, se tornariam os primeiros Afro-americanos eleitos para a Câmara Municipal . Seu 10o distrito compreendia a área multi-étnica de Crenshaw, a maioria dos eleitores eram brancos. Durante seu mandato, pronunciou-se contra a segregação racial no seio da Polícia, bem como contra a manipulação e violencia contra os negros nos tumultos de 1965.Em 1969, Bradley desafiou Yorty Sam, um democrata conservador (mais tarde republicano), pela indicação partidária. Apesar de uma boa verve politica e discurso sofreu uma campanha racista de seu colega de partido e oponente das primárias. Yorty questionou a credibilidade de Bradeley na luta contra o crime e pintou um retrato de seu colega democrata, como uma ameaça para Los Angeles, porque ele supostamente iria abrir-se a cidade para os Negros Nacionalistas. (uma das facçoes do Black Phanthers e dos negors islâmicos) Bradley era apesar de tudo um agente da polícia. Com o fator racial muitos eleitores hesitaram em apoiar Bradley.No entanto 04 anos mais tarde ele seria eleito prefeito entre seus efeitos esta a organização dos jogos olímpicos de 1984, além disso ajudou no sucesso financeiro da cidade. Bradley foi um impulsionador do trem metropolitano além de comandar a expansão do Aeroporto Internacional de Los Angeles que mais tarde recebeu seu nome: Tom Bradley Internacional Terminal em sua homenagem.Sua importância foi tamanha que recebeu um convite para ser ministro no governo democrata de Jimmy Carter cargo esse que ele não aceitou para permanecer no cargo de prefeito. ALém disso em 1984 foi um dos finalistas para o cargo de vice-presidente na chapa democrática comandada por Walter Mondale.Durante a maior parte do tempo de sua administração, a cidade o apoiou. Mas no seu quarto mandato, o congestionamento do tráfego, a poluição do ar, o estado da baia de Santa Monica o própiro crescimento dos bairros residenciais e comerciais. Além disso Bradeley mudou de posição e começou a apoiar a exploração petrolifera na baia da cidade, por fim ele se recusou a condenar os discursos de Louis Farrakhan, o ministro muçulmano e lider dos panteras negras no início dos anos 90, quando este fez discursos em Los Angeles e da população que muitos consideravam anti -Semitas.Enfim um político coerente do início ao fim. Após sair da prefeitura trabalhou na advocácia ate 1996 quando sofreu uma parada cardiáca seguida de um acidente vascular cerebral que lhe prejudicou a fala até o fim de sua vida cerca de 02 anos após esses incidentes aos 80 anos.
Postado por Carlos Eduardo às 18:04

Eleições Americanas

Abaixo, post publicados por aqui sobre essas eleições. Enquanto as apurações se iniciam por lá vamos relembrando o que aconteceu por aqui:
Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Endossos a Obama
Depois de meses sem eleição norte-americana. Falta de tempo, as notícias estão de volta nas palavras do excelente jornalista Argemiro Ferreira. Antes do artigo dele, acrescento outra informação que esta correndo na net. O Obama recebeu endoserment de 103 jornais, contra 32 a favor de Maccain. Nunca havia acontecido isso, um candidato ter o triplo de endossos, incluindo ai alguns históricos: Los Angeles Times depois de 26 anos fez um endosso, o último havia sido em 1972 e pela primeira vez endossa um Democrata. Além desse supreende o apoio do Washgton Post que sempre tende para os republicanos. O Chicago Tribune também endossou Obama. Desde que foi fundado, há 161 anos, esse jornal nunca apoiara um democrata. A revista Esquire a Fundada há 75 anos, que nunca manifestara preferência antes por qualquer candidato presidencial também apoia Obama.O endorsement é algo que os jornais brasileiros jamais adotam, ou seja assumir em editoriais explicando o porque a escolha de um dos candidatos e não figindo ser neutro. Aliás a edição virtual do Estado de Minas de hoje é uma piada (é umpanfleto contra o Quintão) mas o jornal fez uma matéria ouvindo as lideranças da campanha do Lacerda e estas dizem que a cobertura do Jornal é isenta. O Virgílio Guimarães disse mais que a cobertura do Jornal é fantástica, interessante não era o que ele achava antes....
Fonte: http://argemiroferreira.wordpress.com/
Ele foi o negro - ou africano-americano - que chegou aos mais elevados cargos na história dos EUA. Primeiro, o mais alto da hierarquia militar: chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas. Depois o de secretário de Estado, terceiro na linha da sucessão (depois do vice e do presidente da Câmara), no qual resistiu enquanto pode à guerra no Iraque - e afinal aceitou defendê-la nas Nações Unidas.
Mas Colin Powell, que em 1995 era o candidato potencial preferido pela maioria dos americanos (republicanos, democratas e independentes) à Casa Branca, viu a própria imagem ser destroçada antes de deixar o governo Bush ao fim do primeiro mandato. Arrependeu-se publicamente do discurso na ONU, onde o pretexto das inexistentes armas de destruição em massa foi usado para justificar a guerra.
Desde então tem tido papel discreto, relativamente fiel ao partido ao qual se filiou em 1995, o republicano. Até ontem, quando reapareceu no centro do palco, como convidado do Meet the Press da NBC, e anunciou em entrevista que dará seu voto em 2008 ao democrata Barack Obama. Seria apenas mais um apoio, mas Powell foi mais longe - e fundamentou muito bem seus argumentos (leia íntegra da transcrição AQUI; e clique no YouTube, no final deste post, para ver e ouvir parte da entrevista).
Um conjunto de motivos fortes
Como ex-chefe militar e ex-secretário de Estado, seu respaldo contribui, em primeiro lugar, para desautorizar a alegação tão repetida pela campanha rival de que Obama está insuficientemente preparado para ser comandante em chefe. Powell foi enfático ao dizer que conhece John McCain há 25 anos e passou a conhecer Obama muito bem nos últimos dois.
“São ambos americanos dedicados e patriotas. (…) Qualquer um dos dois pode ser um bom presidente. (…) Preocupo-me com o rumo tomado pelo Partido Republicano nos últimos anos. Foi mais para a direita.” Quanto a Obama, Powell acha que passou bem pelo teste sobre a dúvida levantada em torno de suposta falta de experiência.
Durante o agravamento da crise econômica, disse, foi possível observar o comportamento dos dois candidatos. McCain inseguro, quase com um enfoque diferente a cada dia sobre como enfrentar a situação. “E fiquei apreensivo ainda com a escolha de Sarah Palin para vice”, disse o ex-secretário de Estado. “Minha conclusão foi de que ela não está preparada para ser presidente. Para ser vice, é preciso estar. Tal detalhe levanta dúvida ainda sobre a capacidade de julgamento de McCain”.
Quanto a Obama, Powell observou “uma firmeza, uma curiosidade intelectual, conhecimentos profundos e o enfoque adequado de problemas como esse da escolha do candidato a vice-presidente. Para mim, ele está perfeitamente preparado para exercer a presidência. Mostra vigor intelectual, não fica mudando a cada dia, daqui para ali.”
Um rumo estreito e perigoso
Com base na sua observação das últimas sete semanas, Powell também achou que a conduta do Partido Republicano e do próprio McCain tornou-se cada vez mais estreita. Obama, ao mesmo tempo, mostrava visão mais inclusiva e mais ampla sobre as necessidades e aspirações do povo americano, buscando superar as divisões étnicas, raciais e de gerações.
Para o candidato democrata, segundo o ex-secretário, “toda aldeia tem seus valores, todas as cidades têm valores. Não são apenas as cidades pequenas que têm valores”. A referência é ao discurso que passou a ser adotado na campanha republicana, principalmente pela candidata Palin.
“E, francamente, também estou desapontado com alguns dos enfoques recentes que passaram a aparecer nos anúncios de McCain. Sobre coisas que nada têm a ver com os problemas do país. Como o caso Bill Ayers, que passou a ser o centro da campanha (republicana). Por que essa insistência nisso? E porque os robocalls em todo o país insinuando ligações inexistentes de Obama com terrorismo?”
A última referência é aos telefonemas gravados de ataques aos democratas, feitos através de centrais automáticas. Powell não chegou a dizê-lo explicitamente, mas indicou que isso e o papel da vice Palin são parte do novo rumo mais à direita dos republicanos. Ele vê ainda com preocupação o fato de que o futuro presidente terá de indicar mais dois juízes para a Suprema Corte. Acha que McCain escolheria mais dois conservadores.
Contra o preconceito anti-islâmico
Há coisas que McCain não chega a dizer, mas Powell ouve de pessoas do partido. “A campanha permite que seja dito, por exemplo, que Obama é muçulmano. Ora, ele não é muçulmano. É cristão, sempre foi. E se fosse islâmico? O que há de errado em ser muçulmano neste país? (…) Ouvi altos membros do meu partido dizerem: ‘É muçulmano e pode estar ligado a terroristas’. Não se pode fazer isso na América”.
Ao reagir com firmeza, Powell citou ensaio fotográfico que viu numa revista. Incluia a foto de uma mulher com a cabeça junto ao túmulo do filho no cemitério de Arlington. A lápide citava condecorações por bravura na guerra do Iraque. Ele morreu ali, aos 20 anos. “Não havia cruz cristã, nem estrela de Davi, mas a crescente e a estrela da fé islâmica. (…) O nome dele era Kareem Rashad Sultan Khand”, disse.
Powell negou na entrevista estar apoiando Obama por ser negro como ele. E indignou-se mais de uma vez com as alegações absurdas e de má fé da campanha de McCain sobre o caso Ayers. Disse que Obama conhece bem os problemas do país, fala com autoridade sobre eles, sabe os desafios a enfrentar e está cercado por gente muito qualificada, terá excelente assessoria. “Está pronto a agir já no primeiro dia”, garantiu.

Eleições Americanas

Deu no blog do Pedro Dória:
As primeiras urnas já fecharam. Dixville Notch, no estado de New Hampshire, é historicamente a primeira cidade a votar. Dá meia-noite e todos os 75 habitantes, 21 eleitores, se reúnem para que sejam os primeiros a terem seus votos oficialmente contados.
Dixville Notch elegeu Ronald Reagan duas vezes. Elegeu George Bush, o pai, em 1988. E votou nele quando perdeu para Bill Clinton, em 92. Votou contra Clinton novamente em 1996, preferindo Bob Dole. Tanto em 2000 quanto em 2004, os 75 votaram em George W. Bush. Desde 1968 a cidadezinha vota em republicanos.
Hoje Barack Obama acaba de vencer as eleições de Dixville Notch.

Eleições Americanas - OBAMA esta eleito

A mais de um ano venho sempre escrevendo sobre as eleições americanas. A idéia era fazer uma série de post ao longo do dia e da noite a respeito das eleições, com curiosidades, notícias, prognósticos, torcida e etc. No entanto, a maquininha de datilografar resolveu pifar e estou aqui as voltas para fazer ela funcionar novamente, portanto e infelizmente não será possível o previsto. Caso consiga efetivamente colocar ela para funcionar prometo voltar a noite com pelo menos algumas informações.

Como não gosto do muro já digo aqui e de bom som. OBAMA será o próximo presidente do USA. O primeiro negro a chegar lá, 4o anaos depois o sonho continua.

sábado, 1 de novembro de 2008

Dias históricos no Mucuri

Estou na correria de sempre. Essa semana viajei como sempre, aos domingos para dar aula em Diamantina cheguei na terça a noite e viajei na quarta de manhã para T. Otoni, cheguei hoje e já viajo amanhã de novo para Diamantina. Mas esse post aqui é para dizer da alegria de ter estado mais uma vez no Vale do Mucuri e participado de um belíssimo evento, um momento histórico promovido pelo NEAB/UFJVM o curso de formação de professores da região do Mucuri em consonância com a LEI 10639 que obriga o ensino da Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas. Mais para frente prometo um texto mais completo sobre a importancia desse evento (incluindo fotos e aúdio). Foi muito bom ter podido participar desse evento seja na posição de esntusiasta dessas políticas seja na condição de pesquisador da temática quilombola. Aliás participamos de uma MESA REDONDA dedicada a esse tema ao lado dos colegas e amigos Vanessa e Pablo. Com a especialissima do Zorra lidernça social da região. Esse evento contou com a participação de professores e universitários de todo o Vale e com a participação de mais de 10 comunidades quilombolas da região, incluindo o pessoal da Comunidade dos Marques com que trabalhamos. Foi muito bom ver de novo D. Maria, Seu Bel, Seu Pitengo. Para fechar a nossa mesa além das sempre oportunas e inteligentes falas de Zorra, este juntamente com outros quilombolas nos presentearam com uma bela cantoria de viola.
Antes mesmo de participarmos da mesa redonda fomos surpreendidos pela notícia que iríamos participar durante quase uma hora de um programa ao vivo na principal emissora de Rádio do Vale do Mucuri. E qual não foi nossa maior surpresa ao depararmos com um programa inteligente, com um jornalista bem preparado com perguntas precisas e acima de tudo predisposto ao debate e reconhecedor de que o Vale é devedor tanto dos índios como dos negros. Tal postura nos permitiu acima de tudo conversar com os ouvintes a respeito da importância das políticas de regularização fundiária quilombola e esclarecer dúvidas e pré-concepçoes a respeito do tema. E não foi só, ao chegarmos ao Teatro Vitória (construção para cerca de 800 espectadores) fomos abordados pela equipe da Rede Globo do Norte de Minas, Jequitinhonha e Mucuri que também solicitou a nós que iríamos participar da mesa redonda entrevistas para passar em seus telejornais esclarecendo a questão. De forma que o evento cumpriu bem sua função de chamar a atenção para os graves problemas por que passam os quilombolas em geral e em específico os quilombolas do Mucuri.
Poderia aqui descrever muito mais dos momentos belos dessa viagem. Da minha visita as obras da futura instalação da UFVJM (com direito àquelas fotos tendo a obra ao fundo), da bela festa de encerramento com Pereira da Viola. Do meu novo encontro com esse grande artista universal (cidadão do mundo- passa parte do ano na Europa e em outras partes do Globo) e quilombola (ou seja, um artista que esta sempre em sua comunidade e atento a lutas dos seus e dos vizinhos, seja com a Folia de Reis seja para visitar a Comunidade dos Marques, no momento em que essa passava por dificuldades) ou seja síntese do globalismo local ou de um localismo global; dessa vez deu para ele autografar o meu exemplar do CD Viola Ética já que da última vez que o encontrara foi na Comunidade dos Marques. Poderia aqui contar do pós-evento, sempre a melhor parte da conversa até altas-horas no bar com Pereira sobre as suas pesquisas a respeito da cultura nos Vales, sobre cachaça, política, a importância dos movimentos sociais como o MST, sobre artista e engajamento, sobre futebol e o nosso Cruzeiro, com o pessoal de S. Julião e o momento político que eles passam, com os colegas do Brasil inteiro convidados para o evento, com os colegas da UFVJM, com as belas monitoras do NEAB... das questões da negraiada (como gosta de dizer o professor Benjamim do NEAB/UFJVM), do calor quase insuportável de T. Otoni (42 graus na sombra), do livro que ganhei publicado por um historiador local que reconta a história de T. OTONI desmistificando a história oficial e demonstrando a presença de negros escravos na antiga Filadelfia, do carinho das pessoas, das histórias tristes mas ao mesmo tempo contadas com dignidade pelas professoras negras pioneiras em T. Otoni, dos estigmas a qual tiveram que superar os preconceitos a que eram e infelizmente ainda são submetidas, do estranhamento quando elas começaram a ocupar os cargos de direção e assim sucessivamente, das histórias contada pela professora Jeje figura importantíssima para o desenvolvimento da auto-estima de vários negros na cidade de T. Otoni, dos abraços que trago para a Evinha, para a Larinha, para a Tete do pessoal de Marques e da saudade deles de vocês, das conversas em relação a parcerias futuras, da reunião a ocorrer nesse dia 02 de novembro em S. Julião quando essa Comunidade irá publicamente se auto-reconhecer como quilombola, da campanha de doação de livros para a Biblioteca dos Quilombolas de S. Julião, enfim tantas histórias. Prometo assim que estiver com mais tempo contá-las em detalhes, divulgar as fotos, algumas gravações.
Enfim foram dias históricos no Mucuri que somente reforçam a necessidade da presença da Universidade Pública e do comprometimento Ético e Político dessa com a realidade ao qual ela se vincula.
Para terminar nada melhor que o poeta Pereira da Viola lembrando uma cantiga ensinada por sua mãe, D. Augusta com quem tive o prazer de passar em uma das minhas visitas de campo uma manhã deliciosa e inesquecível e entender a força política dessa mulher que em plena ditadura militar falava em reforma agrária e em negritude:

Eu falo de gente roxa
Que meu amor é um roxinho
Gente roxa é delicada
Tem amor e tem carinho

Ps: para os não iniciados os negros da regiao do S. Julião, ou seja entre os municípios de T. Otoni e C. Chagas, região em que se encontram mais de uma dezena de comunidades, as quais tivemos a chance de visitar e fazer mini-histórias (que encontram-se no relatório antropológico referente a Comunidade dos Marques) eram tratados pelos demais moradores da região principalmente pelos imigrantes europeus como Roxo, devido a cor de sua pele.

Endosso o post abaixo publicado por Juca Kfouri

Negros que os quero negros

No domingo, o dono do blog torcerá por Lewis Hamilton, negro nascido na Inglaterra, berço do Corinthian.


Na terça, por Barack Hussein Obama Jr., outro negro de valor, filho de muçulmano ainda por cima.

PS: Nem preciso dizer que descordo da parte que se refere a um tal de corintians que nunca nem aprendi como se escreve.

Após cotas, número de negros na UnB é cinco vezes maior

Após cotas, número de negros na UnB é cinco vezes maior

ANGELA PINHOJOHANNA NUBLAT
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Quando Angelo Roger de França Cruz, 26, entrou no curso de serviço social da UnB (Universidade de Brasília) em 2004, havia cerca de 400 negros na universidade, a primeira federal do país a adotar o sistema de cotas raciais.
Hoje, a um mês de se formar, Cruz tem como colegas outros 2.049 negros. No ano da formatura das primeiras turmas de cotistas, o número de negros na UnB é cinco vezes maior do que antes da adoção das cotas.
A Folha conversou com sete alunos que entraram pelo primeiro vestibular com cotas da universidade. Três irão se formar até julho, outros três no fim do ano e um concluiu o curso em três anos e meio, no semestre passado.
Todos moram a pelo menos 20 quilômetros da UnB, em cidades periféricas de Brasília, e se sustentaram durante o curso com bolsas de pesquisa --estas, em sua maioria, relacionadas à situação do negro.
"Sem as cotas, provavelmente eu não teria feito o vestibular da UnB", afirma Cruz, aluno de escola pública. "A imagem da UnB era uma coisa muito distante. Da minha turma de 40 pessoas no ensino médio, só cinco fizeram a prova e dois entraram na universidade. "
Dalila Torres, 22, que irá se formar em ciência política no final do ano, diz que estranhava o ambiente. "Quando cheguei, me sentia muito mal, não me reconhecia em ninguém."
Hoje eles se dizem integrados, embora notem uma grande diferença de renda em relação aos colegas não-cotistas. "Entra um negro com dinheiro? Pode até ser, mas eu não conheço", diz Marcela Lustosa, 22, formanda de serviço social.
O abismo econômico é percebido no convívio fora da universidade. Marcela diz que prefere fazer programas próximos à casa dela --a 26 km do Plano Piloto--, como ir ao cinema. "Para vir para o Plano, a passagem de ida e volta custa R$ 6. Se eu tomo um refrigerante, já se foram R$ 10."
Todos os sete relataram que há preconceito contra os cotistas na universidade, apesar de que apenas uma disse ter sofrido diretamente discriminação --segundo Dalila, colegas já disseram que quem entra por cotas é "espertinho" .
Natalie Mendes Araújo, 21, que se forma no fim do ano em história, diz que o preconceito contra os cotistas existe, mas é camuflado. "Quando eu entrei, tinha recado na porta do banheiro de "fora, cotista". Hoje, as pessoas "toleram"."
Uma forma de evitar a discriminação adotada por cotistas é o bom rendimento acadêmico. "O cotista não tem o direito de ser um aluno mediano ou vai ser apontado como despreparado. É uma obrigação velada de mostrar serviço. Se é branco, tanto faz tirar nota baixa", diz Gustavo Galeno Arnt, 20.
Ele se formou em letras em três anos e meio e, em seguida, passou em 1º lugar no mestrado em literatura, que não tem cotas: "Foi um cala-boca total para a questão do mérito".
Tese
De acordo com tese de mestrado defendida em março por Claudete Batista Cardoso na UnB, o desempenho dos cotistas em seus cursos é, em média, semelhante ao dos alunos que entraram pelo sistema universal. Ela analisou a nota obtida no primeiro semestre do curso por alunos que entraram no meio de 2006.
A nota dos cotistas foi 6% menor no geral, variação que a autora da tese de mestrado considerou "irrelevante" . Para Claudete, os resultados, "de um modo geral, vão em sentido contrário às críticas referentes à provável queda de qualidade do ensino superior como resultado do estabelecimento do sistema de cotas".

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Day after

Abaixo uma resposta a um texto escrito pelo amigo Elias Gomes sobre as eleições em BH.

Elias gostei de suas reflexões, pelo menos você teve animo para comentar tudo isso. No meu caso não tenho animo e infelizmente tempo (estou viajando essa semana inteira).

Da minha parte continuo preocupado com o coro dos contentes. Sabe aquela coisa não são os ruins que me preocupam e sim o silêncio dos bons. Essa é a discussão que tem que ser feita em minha opinião. Por que tanta gente (principalmente as que fizeram por opção e não por cargos) aceitou embarcar nessa onda vergonhosa que trai não a história do PT (essa já vem sendo maculado a muito tempo) mas a própria noção de ética? Isso sim me preocupa. O silêncio dos intelectuais, dos quase intelectuais dos anti-intelectuais esse silêncio me incomoda. Esse adesismo me incomoda (até me lembro de uma entrevista do Pedro Cava diretor de Teatro e profesor da PUC antes do início da eleição proclamando a classe artista de BH a não apoiar nenhum candidato já que sempre eram apoios baseados apenas na idéia da celebridade e não acordos políticos ou mesmo de compromissos culturais...bom apesar do apelo dele não deu outra...) e do mesmo modo com outros grupos como o movimento negro...Isso sim é preocupante.
Eu não quero essa concordia que escraviza sempre a diferença, que é reacionária; seja porque admiro Marx e a luta de classes como motor da história seja pelo meu envolvimento com as religiões afro que me ensinaram que essa idéia idílica de concordância é totalmente ocidental (e acaba por ser instrumentalizadas para a subjulgação da maioria pela minoria), para as religiões afro a demanda também faz parte da vida e é vista como algo positivo e necessário para evolução;

Veja o que escreve em seu blog o jornalista Pedro Dória (sobre as eleições no Rio), concordo plenamente com ele e ai tenho que concordar com Você em relação ao papel murista do Patrus e essa mania idiota mineira da concordia. Por isso mandei um e-mail ao Arnaldo Godoy demonstrando minha decepção com a posição dele e que por isso mesmo não sou mais eleitor dele.

Trechos do Pedro Dória,

A cidade partida, enfim, se realizou politicamente.

Meu argumento é que isto é bom (...)O fisiologismo corrói a estrutura política de um lugar. Para o político fisiológico, o que interessa é a ineficiência do Estado.

Quando o Estado não cumpre seu papel, o político fisiológico transforma a obrigação legal num favor pessoal. E lá se vai uma rua asfaltada, um atendimento médico gratuito, uma cesta básica. O fisiologismo é brutal no Rio. Entre numa favela carioca, e lá está o ‘Centro Social Vereador Fulano de Tal’. Os médicos, assistentes sociais ou prestadores de favores quaisquer que trabalham nestes locais são pagos com dinheiro público, da verba de mais de 20 assessores que cada parlamentar tem o direito de ter. Como cinco tocam bem qualquer gabinete, o resto é lucro.

A troca de favores, entre parlamentares, entre Executivo e Legislativo, é essencial para a prática da política. ‘Voto em seu projeto em troca de apoio ao meu.’ Mas a mecânica que vai corroendo o Estado por dentro faz com que, na prática política, não sobre nada além da troca de favores. O papel fundamental de fazer com que o Estado sirva à sociedade se perde. A política vira um jogo brutal e começa a atrair os piores elementos. Repentinamente, é quem pratica o crime, os chefes de milícias, traficantes, quem viram políticos. A milícia não sobrevive numa favela integrada à cidade.

Quando Gabeira disse que Lucinha era uma analfabeta política, era isto que queria dizer. Ela, como muitos outros vereadores, como quase todos os deputados estaduais, não entendem política de outra forma. Este é o mundo no qual foram criados.


La no Rio como aqui em BH foi nisso que a política se transformou e acrescento a seu texto Elias que não é só em Venda Nova, na zona sul também. Aqui no S. Bento como não se tem muito para melhorar resolveram nas vésperas da eleições pintar os meios fios, criar rotatórias, sempre com uma grande placa da PBH, recapear a Av. Prudente de Morais criar escadarias no Sto Antônio, esacadarias que ninguém usara já que seus moradores são dependentes de carros e etc.

Olá Pessoal,

“Gente, ó pocevê... acabaram-se as eleição de Beuzonti, agora é momento de chorá”.

Prometi voltar escrever sobre as eleições só agora depois do resultado. Vou tentar ser muito breve na minha avaliação sobre a eleição do Márcio Pitta para a prefeitura de BH, pois de fato escrevi bastante sobre essas eleições. Em certa medida, vou retomar algumas idéias por meio de perguntas. Desculpem-me a linguagem, pois é um diálogo com você que vai ler, mas acima de tudo é um diálogo comigo mesmo, com os meus sofrimentos, decepções, descrenças, esperanças, sonhos. No mais resta-nos a ironia para amenizar o sofrimento:

Quem ganha com eleição de Márcio Pitta?

1 – Aécio e Pimentel e suas respectivas turmas. Falar em gangues aqui, pareceria dor de cotovelo um dia depois da eleição, então matemos as os termo amenos.

Quem são as turmas dos dois?

1 – As grandes empreiteiras que fazem as obras da linha verde e as obras do OP. Nada muito diferente do que era a turma do Maluf e do Pitta. Inclusive algumas empresas se sobrepõem em ambas as listas. As empresas prestadoras de serviços da prefeitura. Observem quem são os doadores da campanha desses três políticos (PAM). Com destaque é importante observar as próximas ações na área do lixo (limpeza urbana, a turminha do PAM fosse transparente) e do transporte. É importante lembrar que, há um ano atrás, se não tivesse ocorrido a intervenção do ministério público, a prefeitura tinha feito uma licitação que beneficiaria uma única empresa, inclusive muito próxima aos seus administradores. Confiram os dados dos doadores da campanha do Pimentel. Isso foi noticiado pela imprensa de BH, sem cruzamento dos dados. Nem precisamos citar o caso do transporte, que Pimentel ganhou a eleição no início de outubro de 2004 e no mês seguinte aumentou a tarifa.

2 – Não pode esquecer-se do Banco Rural, que era o mesmo banco do Marcos Valério e que presta muito serviços para a PBH. É preciso ficar de olho nisso.

3 – Os políticos velhos de política: Virgílio Guimarães que se aliou à direita para eleição na Câmara e acabou por contribuir na eleição do Severino Cavalcanti. Roberto Carvalho, um dos maiores organizadores de cabos eleitorais em favelas de BH, invés de lutar por cidadania do povo prefere contratar (dar uns trocados) pessoas para ter apoio. Façam uma pesquisa na vilinha que tem em frente à UFMG e pergunte que foi que pagou mais cabos eleitorais lá nas últimas eleições. Neusinha Santos, uma velha política de BH que já esteve pendurada em todos os últimos governos da capital, líder do governo Pimentel na Câmara Municipal e, na base do fisiologismo, conseguiu apoio para o prefeito na Câmara. Miguel Correia Jr. esse foi eleito pelo PPS e PT, patrocinado pelo Pimentel, como seu quarto escudeiro (Vírgílio, Roberto, Neusinha e Miguel), conseguiu truculentamente passar essa aliança com os tucanos pelo diretório municipal do PT. Ele foi um dos que ajudou a fazer filiação em massa até de aluno de cursinho de computador, que nem nunca foi a uma reunião do PT. O desrespeito não é com a história do PT, essa balela que alguém poderia lembrar, não é até porque corre já, há muito tempo, esse negócio de filiação para disputas. O transporte de vans e kimbis tem seu auge nas prévias do PT, isso é uma verdade. Só não vê simpatizante que acha que só tem coisa feia no PT de SP e em Brasília ou gente, como o Miguel, que acha que vale tudo.

4 – Os amigos de Aécio, na verdade Aécio não tem muitos amigos em Minas, pois nem passa muito tempo por aqui. Se estivéssemos falando do Rio de Janeiro talvez tivéssemos como listar: Luciano Huck, Angélica. É bom lembrar que Aécio não tem militância em BH e é por isso que aceitou fazer esse acórdão com o PT, pois não tinha candidato, precisava juntar-se com quem tinha voto para ganhar eleição. Ele entrou apenas com a metade da laranja e o cofrinho de dinheiro.

Quem vai governar BH?

O PAM (Pimentel, Aécio e Márcio) e suas respectivas turmas. Vale acrescentar que os incompetentes da BH continuarão nos cargos. Vou dar um exemplo, na Regional de Venda Nova, até um tempo atrás, havia na gerência de cultura, uma senhora que militava na área de habitação, não tinha trajetória nenhuma na discussão de cultura e ocupava o cargo de gerente de cultura, um outro funcionário que tentava fazer alguma coisa legal, também não sacava muito, mas era bem intencionado, dizia que ela ia de vez enquanto na regional e quando ia ficava fazendo tricô, crochê. Bom, se a senhora precisa de trabalho e é uma importante liderança na área da habitação, o correto não seria fortalecê-la no movimento? Arrumar emprego para as pessoas que não tem casa?

Quem vai governar a cidade serão os funcionários que não foram eleitos para a Câmara. Para seguir a tradição que vem desde Patrus os cargos serão repartidos com aqueles que perderam as eleições para vereador, o restante e a parte mais gorda para parentes, amigos, chegados, apoiadores dos vereadores eleitos. Em geral, pessoas que não têm as habilidades pedidas para aquele cargo. Não me venham lembrar do Lula para justificar a entrada de pessoas incompetentes no serviço público. Lula sempre foi muito competente e preparado para ser presidente, o que as pessoas tinham era preconceito de classe. Com isso, não quero dizer que concorde com Lula, pelo contrário, ele faz o mesmo no nível federal (a diferença é que ele pega os melhorzinhos dos municípios) quero dizer que não podemos aceitar confundir os argumentos levianamente para justificar os cabides de emprego para pessoas que não trabalham, enrolam e ganham dinheiro público. É óbvio que tem gente competente na administração municipal, mas é tanta incompetência, que ofusca os bons trabalhadores e impedem que eles trabalhem bem.

Quem é contra?

Bom, colegas que ficaram militando na campanha da Jô e do Leonardo de Mello. Cuidado! Porque o novo prefeito quer pisar no pescoço de vocês.

Será que vamos perder as conquistas populares?

Que conquistas populares, meus/minhas queridos/as? O Pimentel já fez o serviço de “desgraçá-las” (aqui vale um termo mais contundente). O OP, como disse anteriormente, não passa de um cartão de visitas da prefeitura para dizer que é democrática e esconder sua falta de diálogo com a população, servidores e movimentos sociais. As obras são definidas pela prefeitura e pelos parceiros (lideranças locais [nem todas obviamente], agenciadas por vereadores de todos os partidos, que na época de eleição tiram uma casquinha da prefeitura como cabos eleitorais contratados). O OP é um engana classe média, pois a classe média de BH que vota sempre nessas administrações não participa e não sabe como funciona o OP, apenas acha bonitinho, legalzinho e democraticozinho, mas um produtinho que agrega valor a decisão em votar.

Bom, é importante lembrar os consumidores ideológicos de temporada de eleição ou para os apaixonados com a história (que não conseguem sonhar, acham que sonham, mas apenas seguem o caminho que já está aí) que, desde o Governo Patrus, as lideranças comunitárias vêm sendo cooptadas pelo governo. Será porque BH é uma das capitais em que os prefeitos sofrem menos contestação? É porque já, há mais de uma década, fizeram o serviço de governamentalizar os movimentos sociais. Nem a Marta em SP fez isso com tanta eficiência. Você que está preso à história bonitinha do PT, que não consegue ver a parte feia, não me venha dizer que é porque a população tem visto as conquistas da Prefeitura, assim as manifestações são menores que em outras cidades, pois isso seria também mais um argumento para confundir. Primeiro, BH têm menos conquistas do que as demais cidades brasileiras, pegue o exemplo de São Paulo, Fortaleza, Florianópolis... têm mais conquistas sociais do que BH, na área da Educação, da saúde, do transporte, da juventude, nem por isso as pessoas estão caladas, os movimentos amansados. Não me venha dizer que tem a ver com a cultura do mineiro, pois seria ironizar as lutas de tantos mineiros por liberdade e contra da ditadura. O que ocorre é um amansamento, portanto a participação e as manifestações contestatórias e democráticas, que seriam também conquistas populares, Pimentel fez o serviço de destruir.

É bom lembrarmos-nos dos processos administrativos colocados contra professores de oposição ao governo dele. Não venha dizer, mas esse pessoal do PSTU é muito radical. Oras, vem cá... Você que usaria esse argumento defende que tipo de democracia? Apenas a democracia dos que concordam? Se for, essa você compartilha da mesma democracia defendida pelo PAM, ou seja, sua democracia é de direita e engana bobo, assim como a de Pimentel, Aécio e Márcio. Quem concorda ganha cargo, que é contra recebe um pisão no pescoço. Por falar nisso, eu detesto esse argumento de que o pessoal do PSTU é radical, por isso a prefeitura faz o que quer. Cá para nós, eu não sou simpatizante do PSTU não, mas esse argumento é um tanto constrangedor para que o faz. O problema que muita gente usa esse argumento para desqualificar a luta dos professores e de quem critica a gestão municipal. O problema não é do PSTU, é da prefeitura. Essa lógica é mais um argumentos para distorcer os fatos e defender o indefensável.

E o Patrus?

Patrus é feio... ficar em cima do muro. Patrus é feio... não fazer uma discussão esclarecedora sobre as eleições de BH. Bom, certamente que não concordaria com as conclusões dele, porém espera-se de alguém que foi prefeito da capital, que tem a história que tem, que é ministro, que não fique fazendo rendinha entorno de problemas sérios. Patrus, com seu silêncio, ajudou Márcio Pitta a confundir a população de BH, tentando se mostrar de esquerda quando ele é de direita sem lero-lero, sem vernis popular, sem essas coisinhas bonitinhas que o PT e a esquerda brasileira construíram entorno de propostas gerais. O que tem de esquerda no Pitta é marketing eleitoral. É gente, vamos ter que relançar o “Patrus é feio...” entregar a prefeitura de BH de bandeja para a direita autoritária.

Obs: teve uma campanha durante o governo de Patrus que era intitulada “Patrus é feio” e sempre tinha um complemento do tipo: “Patrus é feio... deixar os professores sem aumento”. Eu me lembro eu estava no início do ensino fundamental e tinha esse cartaz na escola que estudava no centro de saúde...

A eleição expressa a vontade popular?

Claro. Reproduzindo aquele monólogo besta da atriz da campanha do Leonardo de Mello: “E foi o eleitor, com o seu poder na mão, segurando o balão, e pimba!” Elegeu o Jader Barbalho(PA), ACM (BA), José Agripino (RN), José Dirceu (SP), Roberto Jeferson (RJ), Fleury (SP)... O Pitta ganhou em SP e a versão oxigenada dele ganhou agora em BH. Um tanto de maus políticos, inclusive o Maluf, já foi eleito pela vontade popular. Essa coisa de respeitar a vontade popular e ter que silenciar-se diante do vencedor é coisa que a mídia fica pregando com suas frases de efeito: “quem ganhou foi o eleitor... bla,bla,blá.”.

Olha, temos que dizer que, independente, de quem o povo votou a cidade vai "continuar e melhorar" o caos. Só não vê quem é ludibriado por mentiras e calúnias ou aqueles que vão querer tirar uma casquinha na prefeitura para benefício próprio ou de seu "seguimentozinho". Pimentel, deixou a economia da cidade estagnada. O que tem de dinheiro na cidade vem do Governo Federal. Agora que a torneira vai fechar, por conta da crise, vão dar nó em pingo d´água para “continuar” a construção de pontes, viadutos, pois, enfim as empreiteiras militantes devem “continuar” ser beneficiarias do espetáculo do que sobrar de dinheiro na cidade. O povo será beneficiário do espetáculo da crise econômica que vem por aí. Olha, gente, (à la Leonardo de Mello) agora vai ser a hora do Marcio Pitta cuidar de sua gente. Agora, gente, quem estava pensando que iria sobrar alguma coisinha para o povo, tipo contratar mais médicos, professores, melhorar a merenda..., foi enganado, pois só vai sobrar para as obras, já que faz parte do programa de Pitta “continuar e melhorar” o agrado às empreiteiras militantes das campanhas do PAM.

A intolerância religiosa perdeu?

Peraí, minha gente. Se você acha que a intolerância religiosa perdeu, porque o Leonardo de Mello não foi eleito, você está se pautando pelo argumento da campanha do Marcio Pitta. A intolerância religiosa ganhou as eleições, pois nunca na história de BH tinha se visto tanta intolerância numa eleição só. Antes de entrar no caso da religião, é bom lembrar que a turma do Pimentel já tinha feito algo do tipo contra João Leite e com a ajuda dos católicos apoiadores do PT, dizendo que não votavam em que apóia bandido, fazendo menção a sua defesa dos direitos humanos. Quem não se lembra dos adesivos em carro e tudo mais (nem devem lembrar, eu que sou fico lembrando dos detalhes). Voltando, a intolerância religiosa ganhou com o discurso do medo e estrategicamente localizando. Quando o Leonardo Quintão disse que a gangue (aqui, vale ser contundente) ai nas igrejas católicas e diziam que ele iria perseguir os católicos e que, nas igrejas evangélicas, diziam que o Eros Biondini iria perseguir os evangélicos podemos acreditar, pois é verdade. Isso foi feito, sim. E isso é uma vergonha para a história da cidade. Não diria, como o Patrus, que isso seria uma vergonha para o Virgílio, pois esse aí já há muito tempo não tem vergonha de estar do lado político que está. É uma vergonha vermos as pessoas sendo ameaçadas através de mentiras, calúnias, por medo de perderem suas liberdades religiosas. Ou seja, primeiro colocaram na cabeça da população que o João Leite defende bandido, agora de que se um evangélico e um católico ganhasse cada um iria perseguir a comunidade do outro. A intolerância religiosa ganhou quando tentou jogar evangélicos e católicos uns contra os outros, quando havia um importante passo para a superação de diferenças políticas. Quem pregava a aliança, buscou disseminar o ódio religioso. Isso é uma vergonha. Oras, é uma pena que o TER não caça candidatura por boato.

Para finalizar, quero dizer aqui que as menções feitas ao Patrus não tem a ver com a desqualificação do seu governo, pois teve méritos e deméritos, dentro de uma conjuntura histórica. Contudo, não se pode canonizar nenhum político, pois como tal não é perfeito. E o maior erro político no Brasil tem sido a ausência de crítica dos detalhes, pois neles se revelam os grande problemas do Estado. Afirmo, que as menções a João Leite, Leonardo Quintão e Eros Biondini, não se relacionam nem de longe a alguma empatia por eles, inclusive nunca votei nesses políticos e partidos, em todas as ocasiões mantive-me na oposição (não quer dizer que em 2004 contra João Leite tenha votado em Pimentel, naquela eleição anulei meu voto para prefeito). Muito menos as menções aos casos de Fortaleza, São Paulo e Florianópolis tenho simpatia, mas há algumas conquistas que se comparadas com BH, podemos dizer que a prefeitura de BH parou em 31 de dezembro de 1996 com a saída de Patrus. Mais uma vez digo que não tenho esse ufanismo com o Governo Patrus, pois pelo que me lembro a merenda da escola nem era tão boa. Estou numa fase de defesa da ampliação e melhoria da merenda escolar, penso muito nisso atualmente!

Como jovem fico muito chateado como as incertezas do futuro. Como gente eu fico é com vergonha de ter esse cara aí prefeito da cidade que eu amo. Fico com mais vergonha ainda de quando a gente fica dando murro na ponta de fica, dizendo em participação quando ela não existe e uma participação pautada pelos organismos internacionais para juventude. Quem não leu vale a pena ler a tese da Regina Magalhães sobre Protagonismo Juvenil. Acredito que temos quer participar mais nas ruas, pois esses conselhos não servem para nada (serviram se fossem em outro formato que não estivesse fadado ao fracasso), sevem apenas de cartão de visitas para o prefeito e como barragem de contenção dos últimos engajados. “Os bobo tudo lá participando e o prefeito dançando, eita nóis, dá um jóia aí, gente!”, para não deixar que seja esquecido esse grande ator que se revelou nas eleições de BH, Leonardo de Mello, o agroboy.

Vamos lá, pessoal, agora é hora de juntar o bloco e não deixar que o Pitta de BH faça o mesmo que o Pitta de SP, pois as mega-obras viárias (Mulufistas) vão “continuar” e a vida das empreiteiras, dos vereadores, dos amigos deles vai “melhorar”.

Última coisa: sempre disse a todos que o Arnaldo Godoy é o melhor vereador da Câmara, pois defende os direitos da juventude. Claro, que só isso não basta, obviamente. É preciso que faça mais na habitação, no orçamento geral, no transporte, no meio ambiente. Espero que o apoio ao Márcio Pitta não estrague o trabalho do mandato na Câmara, que possa fazer mais e melhor do que já fez. Que possa ser mais jovem no formato de fazer política, que seja mais a cidade, mais a gente, e menos PT, porque fala sério! Precisamos de alguém que fale a verdade e mostre os problemas da cidade, os problemas vividos pelas mães, pais, irmãos e comunidades que perdem seus filhos assassinados, os problemas de quem mora nas encostas, em situação de risco na época de chuva, os problemas com o descumprimento com o cronograma das obras do OP, os problemas da estagnação econômica deixada por Pimentel (essa não tem nada a ver com a crise que vem por aí, mas o conservadorismo político e técnico de sua equipe, que preferiu ficar dependente do dinheiro federal que desenvolver novas atividades econômicas na cidade). Neste sentido, não se trata confundir a juventude como um problema, parece que em parte isso já vem sendo superado, mas o fato é que os jovens, suas famílias, suas comunidades vivem problemas reais e não virtuais, muito menos problemas teóricos. Por último, espero que o Arnaldo faça um bom novo mandato e que no meio ambiente possa ir além das sacolinhas plásticas, construindo novos marcos reguladores para limpar a cidade da poluição visual, os córregos, o ar, combater a especulação imobiliária, que já fez nossa cidade aumentar tanto a temperatura do ar (lembremo-nos do Belvedere). Bom, como não tenho um vereador na Câmara, o Arnaldo é a minha última esperança para os próximos quatro anos. Agora, quem for amigo do Arnaldo, dá um empurrazinho nele para ser mais contestador, para fazer jus ao título de melhorzinho da Câmara.

Assim, como todos sabem, há pessoas que tenho admiração e que são do PT, que preferiram “continuar e melhorar” o partido (para provocar: isso é impossível), mas são pessoas honestas, empenhadas, de esquerda, o problema é que elas não interferem em nada nos rumos do partido, mas . Cada vez mais estou menos partidário, não contra os partidos, mas no que diz respeito à instituição. Estou cada vez mais distante do modelão partido dos anos 1990 - “partido no governo, militantes felizes” - ou da velha máxima de que problema de família ser resolve em casa. Lembro que partido não é família e a gente pode falar do partido de todo mundo porque todos eles influenciam a nossa vida. Se por um lado estou distante da institucionalidade por outro estou mais convicto de que nós, jovens, não podemos aceitar a mesmice da política. Estou falando tudo isso, porque querendo ou não sou ainda um tanto petista. Claro que um petista não desses sonhadores que acham que o Titanic um dia votará à tona, ou que fica falando mal tem outra opção, constrói outra esperança. Mas, petista no espírito de quem gosta de subir o morro para conversar com as pessoas, desfazer as mentiras e calúnias, conquistar o voto de quem nunca votou na esquerda por medo.

Por último, por último: na eleição de 2002, ainda nem tinha entrado na faculdade, teve uma carreata em Venda Nova, e eu me lembro que estava num trio elétrico com minha candidata a deputada federal Carminha Bomtempo (PT), quando, no meio do trajeto, chegaram o Vírgílio e Silvinho Rezende e ocuparam o trio. Eu falava ao microfone pedindo votos para o PT, parecia um robozinho: “Vote no PT, um partido de esquerda, é melhor para você”. O Virgílio bateu nas minhas costas (com força, pois ele e o Roberto Carvalho são extremamente agressivos para demonstrar “carinho”) e disse: “legal, isso aí que você está falando”. Queria falar a ele que quando ele foi candidato a prefeito, em 1996, tinha o entrevistado para um trabalho da escola numa visita que fizera ao meu bairro e que não esperava vê-lo aliado de um vereador que tinha sido do PDS, partido ligado à ditadura. Porém, quando a carreata passou pelo bairro Jd. Europa, em cima do trio elétrico, virei para jogar uma bandeira para uma criança e na hora que voltei com o corpo para frente já tinha um monte de fios elétricos que atravessavam a rua passaram no meio pescoço e me jogando para o fundo trio elétrico. Quase morro nessa situação. Contudo, não estou escrevendo isso para dizer que sou herói, pelo contrário. Estou escrevendo para dizer que fui enganado uma vez, no momento em que eu mais sonhava e quase morri sonhando, e que não vou ser enganado duas vezes.

Último conjunto de perguntas: Que foi a besta quadrada que indicou o Pimentel para ser secretário na época do Patrus? Essa pessoa tinha que levar essa cobra para morar na casa dela. Se não tivesse feito esse deserviço à BH, talvez, hoj,e nossa cidade não estivesse vivendo esse pesadelo de ter um prefeito que não sabe planejar, é carreirista, faz qualquer negócio para estar e manter-se no poder, governa mal, governa apenas para os amigos e para quem concorda, faz obras apenas para viabilizar suas perspectivas eleitorais e é politicamente atrasado (qualquer urbanista do mundo desaconselha fazer pontes, ele vai justamente na contramão, os bobo-alegres só achando uma maravilha). Serpa que teremos que aturar esse Malufista no Governo do Estado? Será que como professor de economia é bom de serviço? Pois como prefeito não é, claro que com uma idéia genial do Duda Mendonça para transformar um péssimo gestor, um gestor atrasado e equivocado em uma ótima peça publicitária. Duda fez isso com Maluf, com Pitta e fez com Pimentel em 2004 e agora com Márcio Pitta em 2008. A história se repete e a diferença e uma Fernão Dias que separa São Paulo de BH. Por fim, não me venham dizer que estou exagerando nessa comparação do Maluf e Pitta não que que conhece os dois casos sabe que há todas as interseções possíveis. A única diferença é que em SP tem que conteste o Maluf e, em BH, o Pimentel dança em cima do povo, dos movimentos sociais e ninguém faz nada, pois ele é do PT. Bom, o texto já está um pouco longo para fazer as comparações entre Pimentel e o José Dirceu.

Eu queria tanto odiar discutir política, mas o problema é que eu gosto.

Chega de mesmice. Conquiste BH com alegria e luta.

Abraço.

Elias Gomes

sábado, 25 de outubro de 2008

Endosso a Leonardo Quintão 15

Abaixo uma série de razões que me levaram com muita dor a apoiar Quintão 15:

Uma coisa ficou clara neste último debate: o que Lacerda chama de projeto de modernização da administração municipal nada mais é do que um eufemismo para o choque de gestão. Em outras palavras, reduzir a presença do estado na condução das políticas públicas.

Todos sabem quais são, historicamente, as políticas do PSDB, partido do governador e que integrará, de forma bastante presente, o governo de Lacerda: privatização dos serviços públicos essenciais, privilégio para o setor financeiro, que não gera empregos, estado mínimo, com parcos investimentos em áreas sociais, como a saúde e a educação. Sabe qual é o vencimento básico atual de um professor, com ensino superior, que começa a lecionar na rede estadual? Não mais que 535 reais. Isso é salário de um educador? Com esse vencimento, é possível termos uma educação de qualidade? É o governador insiste em dizer que está tudo bem!

O próprio Lacerda já manifestou publicamente que irá implementar em BH o choque de gestão, feito pelo governador e bastante publicizado, a um custo muito alto, pela VEJA e pela mídia mineira. Mas agora, no debate, se recusou a assumir e deu um outro nome para a coisa.

Belo Horizonte, que está entre as maiores capitais brasileiras, não pode aceitar a imposição de um nome. Não pode aceitar o voto de cabresto!

Não se trata de um projeto político qualquer, mas de uma tarefa a serviço de dois projetos pessoais: um de governador e o outro de presidente. Almejar a presidência e o governo do estado é algo legítimo, mas não da maneira que foi feita. Chega a ser vergonhoso para o cidadão de BH aceitar, goela abaixo, a imposição de um nome, que nem sequer conhecemos. Márcio Lacerda não tem nenhuma participação política na capital nem sequer desejava ser candidado.

Veja o que ele disse sobre a candidatura:"O governador e o prefeito só me falaram da candidatura depois que meu nome estava na imprensa havia quinze dias". E tem mais: "Em setembro, o Aécio me chamou ao palácio e disse que eu deveria me filiar a algum partido. Pensei que era apenas para alguma composição de governo, de secretariado. Escolhi o PSB, que é o partido com o qual eu mais me identifico. Algum tempo depois, fui surpreendido com essa conversa de ser candidato". Suas declarações estão publicadas no site da VEJA. O que as afirmações evidenciam é a submissão dele e não o desejo de governar BH. Algo vergonhoso, que não pode contar com a anuência da povo da capital mineira!
Os endereços das declarações, para quem quiser conferir:


http://veja.abril.com.br/280508/p_056.shtml%20/

http://veja.abril.com.br/240908/p_066.shtml

Mesmo que negue, não há dúvidas de que Lacerda tem trânsito livre entre os mensaleiros. Todos sabemos que o relatório final da CPI do mensalão resultou de um acordo entre governo e oposição, com o intuito de colocar panos quentes no assunto. Na época, começou a circular a informação de que a prática nascera aqui em Minas, sob os olhos do PSDB mineiro, partido do senador Azeredo e do então presidente da Câmara, Aécio Neves. Douraram a pílula e, entre acordos e apertos de mão, muitos escaparam de uma acusação formal.
Veja o vídeo sobre a declaração de Marcos Valério e tire suas conclusões:


http://br.youtube.com/informabh

Lacerda entrou para a política de uma forma pouco usual: foi um dos maiores doadores privados da campanha de Ciro Gomes (mais de dois milhões de reais), quando este tentava a presidência da república. Logo depois, assumiu um cargo no Ministério da Integração Nacional, na época sob o comando de Ciro. Em seguida, assumiu um cargo no governo de Minas, justamente para fazer parte do projeto do governador. Nada mais!

Não há dúvidas de que Lacerda ganhando, será criado um clima aqui na prefeitura de que nada está errado, assim como o Aécio Neves faz no Estado.

Já parou para ver que em Minas não há conflitos? Faça um teste: abra as páginas do jornal Estado de Minas, durante uma semana, e veja se há problemas no estado nas áreas de saúde, habitação, educação, segurança, moradia, saneamento básico, enfrentamento da pobreza nas regiões precárias... Por que será? Desconfiemos dessa ausência de conflitos, mesmo quando tudo parece estar indo bem. A grande mídia, infelizmente, é controlada pelo governador. Assista aos vídeos sobre a relação do governador com a mídia e novamente tire suas conclusões:
Vídeo Aécio Neves: o dono da voz


http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1033


>> Vídeo Liberdade, essa palavra
http://video.google.com/videoplay?docid=-5733023976376278578

Qualquer governo está sujeito a retrocessos, por inúmeras circunstâncias. Mas, se o prefeito for Márcio Lacerda, a única certeza que o retrocesso virá, rápido e forte!
Terezinha Avelar

Abaixo, texto de uma professora do Curso de C. Sociais. O texto que eu queria ter escrito sobre essas eleições:

Eu não voto no Márcio Lacerda sob nenhuma hipótese. E, esse meu "não voto" é um compromisso que tenho com meus princípios, meu passado e minha história. História que, em muitas medidas, foi feita acompanhando a "esquerda" e, por isso, em diversas ocasiões, fui punida.

Eu estudo campanhas, partidos e retóricas discursivas por puro prazer e curiosidade intelecutal; sigo os horários de campanha; tento entender a cabeça do eleitor e, estou convencida que, depois de levantar as mãos aos céus e dizer que "o meu partido é BH" no horário eleitoral (veículo fundamental no pequeno espaço que o eleitor dispõe para coletar informação) - eu somente posso dizer que fiquei "estarrecida" e que desisti de entender quais foram (e quais são?) as razões que podem levar um partido a negar seu passado.


Palavras de baixo calão, vídeos apelativos apresentados ao público (sabe-se lá quanto e quem pagou por eles); acordos de bastidores e Martha Suplicy convocando a homofobia são razões suficientes para eu não votar em quem quer que seja em Belo Horizonte que compactue com tudo isso.

Se eu já era órfão de pai e de partido, agora acho que o PT ficou orfão da dignidade. O PT pode perder, mas não deveria perder a dignidade.

Eu não nego meu passado , não nego minha história e, por isso devo negar meu voto à Márcio Lacerda.

Agora Eu mesmo:

Deus queira que o pior não aconteça. Eleição não é só momento. Devíamos olhar a longo prazo: o que se teve aqui em BH foi uma campanha facista do candidato das elites apoiados pelas mídias controladas pelo governador. Temo muito pelo futuro. A tática do menos pior é uma abertura para a ditadura. Ou seja se hoje eu posso utilizar de meios escusos para derrotar alguém que é visto como mal maior por que não usar nas próximas eleições. Isso tudo volto a repetir é muito, muito perigoso. Aqui quem menos importa é Quintão e sim o que entendemos por democracia e cidadania. Espero (ainda que não acredite) a derrota de Lacerda.


Porque será das cartas públicas lançadas nas últimas horas por Patrus Ananias, André Quintão e outros. O próprio PT (mensaleiro) começou a reagir achando que a candidatura Lacerda foi longe demais. Ah, a era do terror já começou: todos os cargos políticos pertencentes a vereadora Neila Batista (da esquerda petista), do Rogério Correa (delegado regional do Desenvolvimento Agrário) e do PC do B foram exonerados.

Ruim por ruim eu fico com Quintão pois esse mesmo que fisiologicamente -, afinal só ele é fisiológico, demagogo e populista ah tinha me esquecido branco, rico e oligarca ...o outro candidato não tem nenhuma das características acima - assumiu um acordo com o PC do B com grande parte do PT (o não mensaleiro) com a CUT e os sindicatos dos funcionários da PBH de não mudar a estrutura de governo. Além disso a UNE , UBES e UEE também o apoiam pois esse assumiu a proposta da Vanessa do PSTU e da JÔ do PC do B de meio passe estudantil. Como é sabido em BH fale-se no demônio menos em meio-passe. Isso deve explicar tanto dinheiro na campanha do Márcio.

ISSO PARA NÃO FALAR NA ATUAÇÃO DO TRE MINEIRO ONDE O MÁRCITO NÃO PERDEU NENHUMA. ALIÁS COM PRÁTICAS INÉDITAS TIPO (QUEM DENÚNCIA É O MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL): O MÁRCITO ESTA PERDENDO O PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUSPENDE A VOTAÇÃO E CONVOCA O JUÍZ FALTANTE ESSE EMPATA O JOGO E NO VOTO DE MINERVA VITÓRIA DO LACERDA. OU ENTÃO POR 4 VOTOS A 3 DE NOVO O VOTO DE MINERVA DECIDINDO (ASSIM MESMO JULGADO NA ÚLTIMA SEMANA DO PRIMERIO TURNO) O AECIO PODE PARTICIPAR DA CAMPANHA DA TV. A QUESTÃO VAI PARA O TSE NESSE TRIBUNAL POR 6 VOTOS A 0 REPITO 6 VOTOS A 0 O GOVERNADOR É PROIBIDO E UM DOS JUÍZES ALEGA ESTRANAHMENTO COM A DECISÃO DE MINAS, JÁ QUE NÃO SE TRATA DE LEI INTERPRETATIVA, NESSE CASO É MUITO CLARO A PROIBIÇÃO DE UM MEMBRO DE UM PARTIDO QUE NÃO PERTENCE OFICIALMENTE A COLIGAÇÃO EM PROGRAMAS ELEITORAIS.

Agora uma mensagem que mandei a alguns amigos e companheiros de movimento:

Acho que esta havendo um exagero nessas mensagens pró-lacerda. Exatamente por não defendermos a violência é que deveríamos não praticá-la mesmo que ao nível da troca de e-mails. Democracia e cidadania é respeitar o jogo: e o jogo indicou segundo turno. Não me parece correto sob o argumento do menos pior que se cometa violências e atrocidades. Também não me parece correto esse posicionamento de guerra ou mesmo de querer traçar o candidato Quintão como se ele fosse alguém que deva pagar pela ousadia de participar de algo que não lhe pertencia? Ou será que é isso mesmo: os donos do poder, da mídia, do dinheiro e agora progamadores dos nossos e-mails através ( e isso é que assusta de pessoas bem formadas que se prestam ao papel de bobos úteis) tinham a festa pronta e agora puniram com todo seu poder e ódio aqueles que ousaram estragar essa festa. Se é assim saiamos dessa posição hipocrita de democracia e defendamos que as elites tem o direito de em conchavos decidir o que é melhor para a cidade. Como disse o Marcio Lacerda ainda em maio: O Aécio e o Pimentel se reuniram decidiram pelo meu nome e só depois que me informaram. Márcio você será o candidato.
É isso ai. Isso sim que é esquerda, como diz alguns ideológica. Outros dizem esquerda democrática, outros esquerda popular. Então tá. Cada cabeça uma sentença respeitemos pelo menos o direito dos que divergem. Afinal a cidade de BH não deveria ser motivo para a contratação de comediantes....Por fim só para irritar o coro dos contentes e dos vencedores (e daqueles que permanecem aferrados a seus cargos e utilizam mensagens de e-mail como se fosse apenas uma corrente de cidadã) queria saber de onde vem tanto dinheiro para a campanha Lacerda? Como dinheiro não nasce em árvore os que hoje financiam irão cobrar amanhã. Por exemplo nas passagens de ônibus? Mas quem se importa com isso não é mesmo.

Para terminar a lista do marcathismo aecista e pimentelista, com o aval do quadrilheiro chefe LULA. Mas como dizem por aqui, nas eleições e em qualquer assunto: perdem-se os aneis para não perder o dedo. DANEM-SE PREFIRO PERDER OS DEDOS. ESTOU CHEIO DESSA CHANTAGEM. ESTOU CHEIO DAS PESSOAS CRITICAREM O JORNAL ESTADO DE MINAS POR SER UM VEÍCULO PARTIDÁRIO DO GOVERNADOR E QUANDO LHES INTERESSAM REPASSAR MATÉRIAS DESSE MESMO TEOR, COMO FICARAM NO FUTURO. OU SERÁ QUE A QUESTÃO DA ÉTICA E DA COERÊNCIA SÃO RELATIVAS: COMO EXEMPLO, FUNCIONARIA ASSIM SOU A FAVOR DAS POLÍTICAS QUILOMBOLAS O ESTADO DE MINAS DE MANEIRA ABSURDA MENTE DESLAVADAMENTE E APRESENTA A VERSÃO DOS OLIGÁRCAS RURAIS - NESSE CASO O JORNAL NÃO PRESTA- O ESTADO DE MINS JOGA NO LIXO O MANUAL DE BOM JORNALISMO E AGE PARTIDARIAMENTE CONTRA O CANDIDATO QUE NÃO É O MEU - AI O ESTADO DE MINAS É UM GRANDE JORNAL. TENHO MUITO MEDO DE ONDE TUDO ISSO IRÁ PARAR.




DOM - Diário Oficial do Município
Saturday, October 25, 2008
Ano XIV - Edição N.: 3207
Poder Executivo
Secretaria Municipal de Governo



ATOS DO PREFEITO


Exonera de cargo em comissão, nos termos do inciso I, art. 62 da Lei nº 7.169/96:


SECRETARIA MUNICIPAL DE GOVERNO

-Edgar Silva dos Anjos, BM-84.758-9, Auxiliar de Gabinete, a partir da data de publicação.


SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO REGIONAL MUNICIPAL CENTRO-SUL

-Hércules Marques de Sá, BM-78.527-3, Gerente de 2º Nível, da Gerência Regional de Assistência Social,

da Secretaria Adjunta de Administração Regional de Serviços Sociais, a partir da data de publicação.


SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO REGIONAL MUNICIPAL LESTE

-Ana Luísa Gonçalves Prado, BM-78.567-2, Gerente de 1º Nível, da Gerência Regional de Políticas Sociais,

da Secretaria Adjunta de Administração Regional de Serviços Sociais, a partir da data de publicação.


SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO REGIONAL MUNICIPAL NORDESTE

-Daniel Machado, BM-78.511-7, Gerente de 3º Nível, da Gerência Regional de Atendimento Social,

da Secretaria Adjunta de Administração Regional de Serviços Sociais, a partir da data de publicação.


SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO REGIONAL MUNICIPAL NORTE

-Eulália Regina Pires de F. Mendes, BM-78.730-6, Gerente de 3º Nível, da Gerência Regional de

Atendimento ao Cidadão, a partir da data de publicação.


SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO REGIONAL MUNICIPAL PAMPULHA

-Isabel Cristina de L. Lisboa, BM-25.234-8, Secretário Adjunto de Administração Regional,

da Secretaria Adjunta de Administração Regional de Serviços Sociais, a partir da data de publicação.

-Maria Ângela Antônio, BM-39.594-7, Gerente de 1º Nível, da Gerência Regional de Educação,

da Secretaria Adjunta de Administração Regional de Serviços Sociais, a partir da data de publicação.

-Ubirajalma do Nascimento Júnior, BM-83.168-2, Auxiliar de Gabinete, da Secretaria Adjunta

de Administração Regional de Serviços Sociais, a partir da data de publicação.


SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO REGIONAL MUNICIPAL VENDA NOVA

-Sônia Marcelino de Vasconcelos, BM-49.968-8, Gerente de 2º Nível, da Gerência

Regional do Programa Bolsa-Escola, da Secretaria Adjunta de Administração Regional

de Serviços Sociais, a partir da data de publicação.


Exonera de função pública, nos termos do inciso I, art. 62 da Lei nº 7.169/96:


SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO REGIONAL MUNICIPAL LESTE

-Leonardo Silva Santos, BM-45.369-6, Gerente de Unidade de Apoio Comunitário,

do Centro de Apoio Comunitário Alto Vera Cruz, da Secretaria Adjunta de

Administração Regional de Serviços Sociais, a partir da data de publicação.


SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO REGIONAL MUNICIPAL NOROESTE

-Valéria Silva Cardoso, BM-42.994-9, Coordenador dos Equipamentos Municipais de

Apoio à Família e à Cidadania, do Equipamento Municipal de Apoio à Família e

à Cidadania Vila São José, da Secretaria Adjunta de Administração Regional de Serviços

Sociais, a partir da data de publicação.


SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO REGIONAL MUNICIPAL VENDA NOVA

-Magali Ceotto Deslândes Cardoso, BM-32.975-8, Coordenador dos Equipamentos Municipais

de Apoio à Família e à Cidadania, do Equipamento Municipal de Apoio à Família e à Cidadania

Apolônia, da Secretaria Adjunta de Administração Regional de Serviços Sociais, a partir da

data de publicação.


ENDOSSO LEONARDO TAMBÉM PORQUE EM SEU PROGRAMA DE GOVERNO SERÁ RECRIADA A SECRETÁRIA MUNICIPAL DE CULTURA (COISA QUE O CHOQUE DE GESTÃO DETESTARIA, O NEGÓCIO É FUNDAÇÃO QUE PODE CAPTAR NO MERCADO).

ENDOSSO LEONARDO TAMBÉM PORQUE EM SEU PROGRAMA DE GOVERNO SERÁ RECRIADO UM ÓRGÃO DE APOIO AS POPULAÇÕES NEGRAS DE NOSSA CIDADE E DE COMBATE A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA.