quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Mais de 2.000 mulheres serão afetadas

Ufa. Esses dias tem sido pesados. Muita coisa para poouco tempo. Ma segue ai um texto interessante sobre a Rua Guaicurus e sua principal atração as moças que trabalham por lá. A matéria me foi enviado pelo Ricardo; era o que faltava .... querem atrapalhar as menins que dão um duro danado, sem trocadilhos.

Mais de 2.000 mulheres serão afetadas

Segundo a associação das profissionais do sexo, esse é o número de pessoas que trabalham nos 21 hotéis da Guaicurus

ERNESTO BRAGA
As intervenções na rua Guaicurus, rodoviária e entorno, anunciadas pela prefeitura, estão tirando o sono das mulheres que trabalham nos hotéis da zona boêmia. Segundo a Associação das Profissionais do Sexo de Belo Horizonte (APS-BH), mais de 2.000 mulheres, a maioria do interior de Minas e outros Estados, exibem seus corpos nos quartos de 21 hotéis à espera de clientes sedentos por sexo. Os hotéis funcionam diariamente das 8h às 23h.
A presidente da APS-BH, Dos Anjos Pereira Brandão, diz que a entidade não foi comunicada oficialmente pela prefeitura sobre a possibilidade do fim da zona boêmia. No entanto, segundo ela, as profissionais do sexo estão alarmadas com as informações que surgem sobre as mudanças na Guaicurus. "Falam que vão tirar a zona da cidade. Muitas mulheres vieram de fora e hoje moram nos hotéis. Elas não teriam para onde ir", afirma.
No quarto do hotel onde trabalha há 22 anos, na zona boêmia, a profissional do sexo M. guarda uma cópia do "Diário Oficial do Município". "Esse papel está nos assombrando. Aqui falam que vão reformar casarões e prédios antigos para moradias. Nosso medo é que resolvam nos tirar daqui para que as pessoas tenham interesse em vir morar na Guaicurus", diz. "Eu tenho cliente antigo, pai de família, que já trouxe filho e até neto na zona", acrescenta.
Há dois anos, B. largou a profissão de promotora de eventos de uma marca famosa de roupas para trabalhar como profissional do sexo na zona boêmia. De acordo com ela, os donos dos hotéis também estão preocupados com a possibilidade de fechamento dos estabelecimentos. "O que deveriam fazer é criar novas áreas de lazer na Guaicurus e melhorar a estrutura dos bares e restaurantes. O problema é que somos vítimas do preconceito de uma sociedade hipócrita, que tem medo de ser contaminada", critica.
Além dos hotéis, existem na Guaicurus vários cinemas que exibem filmes pornográficos e cabines de striptease ao vivo. Os interessados pagam entre R$ 2 e R$ 20 para assistir ao show, de dois a 40 minutos de duração. As cabines, segundo Dos Anjos Brandão, foram instaladas na zona boêmia há um ano e meio.
A consultora especializada da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, Maria Caldas, informa que não é função da prefeitura retirar as profissionais do sexo da rua Guaicurus. "Isso não faz parte do projeto de qualificação dessa área, pois não é de interesse público como foi a retirada dos camelôs", diz a especialista. Mas ela acredita que, com a requalificação, os hotéis deixarão de funcionar como prostíbulos.



Abandono propicia tráfico e violência


Uma das principais reclamações das pessoas que freqüentam a Guaicurus é a violência. O presidente da Associação dos Amigos da Rua Guaicurus, Ailton Alves de Matos, afirma que o tráfico de drogas está instalado no local. "A região ficou abandonada e esse abandono fez com que a violência e o tráfico migrassem para cá. O reflexo é maior à noite", diz.
Segundo a presidente da Associação das Profissionais do Sexo de Belo Horizonte, Dos Anjos Pereira Brandão, três mulheres foram assassinadas na Guaicurus neste ano. "Eram profissionais do sexo que se envolveram com o tráfico de drogas. Outras três foram ameaçadas e saíram da Guaicurus, mas foram assassinadas em outros locais", afirma.
O major Aroldo Pinheiro, comandante da 6ª Companhia da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na Guaicurus, confirma o registro de apenas um homicídio na zona boêmia neste ano. "Estamos registrando queda de 28% da violência na Guaicurus, nos últimos três anos", diz o oficial, sem apresentar os números absolutos.
De acordo com ele, as operações para combater o tráfico de drogas foram intensificadas. "Há um mês e meio prendemos 16 traficantes que forneciam droga na Guaicurus. A maior parte deles é da Pedreira Prado Lopes", informa o major. (EB)



Rua foi palco do primeiro ciclo industrial


Antes de se tornar a tradicional zona boêmia de Belo Horizonte, imortalizada pela lendária Hilda Furacão, a rua Guaicurus foi palco do primeiro ciclo de desenvolvimento industrial da capital mineira, no início da fundação da cidade. A existência de muitos galpões e a proximidade com a estação central foram determinantes para que a região se tornasse um importante pólo industrial, segundo o assessor da presidência do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-MG), José Abílio Belo Pereira.
"A atividade econômica ligaria a Guaicurus ao uso predominantemente comercial, mas havia também habitações. À medida que o centro da cidade foi crescendo para o lado da avenida Afonso Pena e da praça Raul Soares, a região (da Guaicurus) foi ficando abandonada. Todo aquele pedaço era inundado pelo (ribeirão) Arrudas, o que desvalorizava a área e a tornava incompatível com a atividade industrial. Com o abandono, ela foi apropriada para a atual função, a partir dos anos 50", explica Pereira. (EB)
ACERVO JOSÉ GÓES
Proximidades da Guaicurus, quando a região era pólo industrial de Belo Horizonte



Zona boêmia ganhou força nos anos 50


A zona boêmia na rua Guaicurus se formou nos anos 50. E foi nessa época que a bela Hilda Furacão, da obra de Roberto Drummond, trocou o glamour dos bailes promovidos pela alta sociedade de Belo Horizonte pelo submundo da prostituição, passando a morar no mais badalado hotel da Guaicurus.
O travesti Cintura Fina era o fiel amigo da prostituta. Mas até hoje ninguém sabe ao certo se ela realmente existiu. Atualmente, os bordéis se disseminaram pela região, onde há grande concentração comercial, com destaque para os atacadistas de variados produtos, bares e lanchonetes.
A proximidade com os shoppings populares e a grande quantidade de pontos de ônibus também atraem muitas pessoas ao local. O comércio formal funciona das 7h às 18h. Após esse horário, sobram os botequins e os vendedores informais, que oferecem de comida a tatuagens na Guaicurus e imediações. (EB)

Publicado em: 04/11/2007

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Zona boêmia da Guaicurus pode perder seu espaço

Prefeitura quer requalificar tradicional rua; área deve ser transformada em eixo cultural

ERNESTO BRAGA
Conhecida tradicionalmente como a zona boêmia de Belo Horizonte, em atividade desde a década de 50, a rua Guaicurus, no centro da cidade, poderá perder o estigma de ponto de prostituição. A prefeitura busca parceiros na iniciativa privada para promover a requalificação urbanística e ambiental da região. A alternativa mais evidente, segundo a consultora especializada da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, Maria Caldas, é transformar a área em um complemento do eixo cultural instalado ao longo do Bulevar Arrudas. Para a consultora, com a nova ocupação urbana, a tendência é que os hotéis onde trabalham as profissionais do sexo migrem espontaneamente para outro local.
Rua Guaicurus, no hipercentro de BH; consultora da prefeitura acredita que hotéis migrarão espontaneamente para outra região após requalificação
Foto: DANIEL DE CERQUEIRA" target="_blank" href="http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20071104/foto_03112007180454.jpg">
Rua Guaicurus, no hipercentro de BH; consultora da prefeitura acredita que hotéis migrarão espontaneamente para outra região após requalificação

A operação urbana na rua Guaicurus, rodoviária e entorno faz parte do Plano de Reabilitação do Hipercentro, lançado pelo prefeito Fernando Pimentel (PT) no último dia 19. Segundo Maria Caldas, ainda não foi definido exatamente o que será feito na região e quando as obras serão iniciadas. Ela informa que o objetivo do prefeito é licitar os 14 projetos do plano até o término do mandato, no final de 2008. "O plano é uma proposta macro de identificação de áreas que podem sofrer intervenções. A da Guaicurus é a de maior potencial para receber projetos arrojados de substituição do tecido urbano, que demandem grandes áreas."
Embora afirme que não exista nenhum projeto definido, Pimentel ressalta que o plano quer mudar o perfil da área. "A previsão é que quatro quarteirões, entre a Guaicurus e a Santos Dumont, sejam objeto de uma operação urbana que facilitaria algum empreendedor privado a investir e mudar o perfil que hoje tem ali. Mas não tem nada concreto e por enquanto não recebemos proposta de interesse de nenhum grupo sobre isso", diz o prefeito. As mudanças na Guaicurus dependem da aprovação de uma lei. Maria Caldas explica que há muitos galpões na Guaicurus, a maioria vazia e danificada, que podem ser substituídos por centros de convenções e culturais. "Há uma vocação para atividades complementares às do bulevar. A existência de grandes prédios, subutilizados, também permite que a área seja explorada pela hotelaria e turismo de negócios."
Segundo o presidente da Associação dos Amigos da Rua Guaicurus, Ailton Alves de Matos, alguns imóveis podem ser transformados em moradias estudantis. Maria Caldas afirma que entre as diretrizes do plano está o estímulo ao uso residencial no centro. Mas ela diz que não está definida a construção de conjuntos habitacionais. Para Maria Caldas, a existência da zona boêmia não inviabilizaria a execução de projetos. "O abandono leva à degradação. Pode até existir uma harmonia após a valorização. O que não pode é a dominação por esse uso (a zona boêmia). A idéia não é expulsar ninguém, mas a tendência é que os hotéis queiram ir para outra região." Matos acredita que as intervenções vão atrair moradores e comerciantes. Segundo ele, pelo menos dez prédios estão subutilizados. Mas Matos defende a permanência da zona boêmia. "Não pode ocorrer um desrespeito com quem já está instalado na Guaicurus. A cidade sempre conviveu tranqüilamente com essa região, que é clássica."




Oswaldo de Assis Ferreira, 53, trabalha no centro há 37 anos
Comerciante teme prejuízos em venda de churrasco


Há 37 anos, o comerciante informal Oswaldo de Assis Ferreira, 53, trabalha no centro de Belo Horizonte. Atualmente, ele vende churrasquinhos ao lado de um dos hotéis da rua Guaicurus onde são encontradas as profissionais do sexo. A possível migração dos hotéis para outra região, ressalta Ferreira, reduziria muito o movimento no comércio local.
"Se tirarem os hotéis daqui, muita loja vai fechar as portas. As profissionais do sexo são as principais consumidoras do comércio da Guaicurus e atraem as pessoas para essa região", diz Ferreira. A profissional do sexo B., 27, que há dois anos faz programas na zona boêmia, afirma que mais de 90% da clientela das farmácias, lanchonetes e salões de beleza são mulheres que trabalham nos hotéis.
Há 22 anos trabalhando na Guaicurus, a profissional do sexo M. ressalta que o comércio na região sempre conviveu em harmonia com a prostituição.
"Há um respeito mútuo entre os donos das lojas, seus funcionários e as profissionais do sexo. Muitos comerciantes do interior preferem fazer compras nos atacadistas daqui, pois aproveitam para dar uma passada nos hotéis", destaca.
Para ela, os shoppings populares foram criados estrategicamente próximo à rua Guaicurus, por causa da grande movimentação de pessoas no local. "Se eles não tivessem sido construídos aqui, não fariam tanto sucesso", ressalta. (EB)




Intervenções devem incluir quatro quarteirões
Residências poderão dar nova vida à região


Defensor do uso residencial do centro de Belo Horizonte, o assessor da presidência do Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), José Abílio Belo Pereira, acredita que futuros moradores da Guaicurus poderão conviver de forma harmoniosa com a movimentada zona boêmia. "É interessante manter habitações na área central da cidade, pois é isso que dá vida à região. A convivência entre variados usuários é possível, desde que seja mantida a disciplina, como ocorre em outros lugares do mundo", afirma.
Pereira destaca a importância das intervenções previstas na Guaicurus e, assim como a consultora da Secretaria de Políticas Urbanas, Maria Caldas, ressalta a vocação da área para os empreendimentos culturais. "Não se trata de uma revitalização, pois o espaço público não está morto. Pelo contrário, é cheio de vida, de gente circulando. A expressão mais correta é requalificação, dos passeios, praças e equipamentos públicos ou mesmo privados, mas que sejam de interesse coletivo", diz.
A diretora de patrimônio do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) em Minas, Branca Perocco, destaca que as ações de reabilitação executadas no centro trazem mais benefícios do que as realizadas nos bairros. Para ela, o fato de atualmente a rua abrigar uma zona boêmia não impede que futuramente ela tenha uso residencial. A arquiteta acredita que os próprios hotéis tenham interesse em sair de lá. "Eu creio que a prefeitura não seja tão radical de querer acabar com uma tradição, um rótulo difícil de ser tirado. Mas essas coisas acontecem naturalmente, como ocorreu em Portugal e outros países." (EB)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

sobre o post, abaixo

Sobre o post anterior , veja o comentário do Azenha. Aliás o nosso amigo Daniel já havia falado algo muito parecido, em um comentário de um post do blog, que de tão bom esta publicado como post aqui no Blog.

Os "setores da mídia" deveriam ser nomeados. O jornal que publicou o editorial citado acima é "O Globo". Quando eu digo que gente importante das Organizações Globo flerta com posições extremistas tem leitor que fica assustado. Essa gente não acredita que é possível urbanizar favelas, acredita que não existe racismo no Brasil, que a elite branca é superior... Curiosamente, o papel que é feito por partidos políticos extremistas, na Europa - abertamente de inspiração fascista - no Brasil foi adotado por "setores da mídia", que falam em nome da elite, da tropa de elite e da barbárie. Agora só falta esses "setores da mídia" assumirem abertamente a xenofobia contra os imigrantes bolivianos que vivem em São Paulo e os africanos que vivem no Rio. Pregar contra os nordestinos eles já pregam, mas através de linguagem sinuosa: condenam os beneficiários do Bolsa-Família, que não elegeram o candidato "deles". Esse discurso fascista, martelado todos os dias pelos "setores da mídia", ajuda a criar o caldo de cultura em que jovens de classe média branca acham normal bater em uma negra: ela "parecia" prostituta. Os "setores da mídia" devem ser denunciados junto aos negros, aos pobres, aos nordestinos. Afinal, à noite, esses "setores da mídia" vão bater na porta dos negros, dos pobres e dos nordestinos pedindo audiência. Mas quem é que tem coragem de comprar essa briga?

Publicado em 5 de novembro de 2007

A ascensão de extremistas xenófobos, que se dizem defensores da Pátria e dos valores cristãos, é um fenômeno mundial - em resposta à globalização e ao que enxergam como a invasão dos bárbaros - em geral imigrantes de pele escura. No Brasil, na falta de bárbaros estrangeiros, servem os pobres e negros brasileiros. Dê uma olhada no que está acontecendo na Hungria.

FONTE: http://viomundo.globo.com/site.php?nome=PorBaixoPano&edicao=1464

Um manifesto contra as políticas de extermínio apoiadas por "setores da mídia"

Abaixo um manifesto feito por algumas entidades cariocas, publicados no site do Azenha, que apoio o manifesto. Obviamente eu também se pudesse apoiaria, tal como já fiz em um artigo que coloquei aqui no Blog.

"As afirmativas do Governador do Estado do RJ de que as favelas são fábricas de marginais refletem uma política de segurança pública militarizada, que coloca como alvo os setores mais pobres e marginalizados da população. Estes não carecem de tiros e sim de políticas públicas eficientes e competentes.

A criminalidade é fenômeno social que permeia as relações em todas as sociedades e, como sabemos, não é exclusiva dos setores pobres e excluídos. A diferença encontra-se, em verdade, no tratamento conferido aos crimes praticados nas diferentes classes sociais. Insere-se nesta ótica turva a declaração do Secretário de Segurança Pública, que distinguiu uma bala perdida em Copacabana daquela no Complexo do Alemão.

Nossa preocupação se estende ao posicionamento de certos setores da mídia que reforçam a ideologia do extermínio, em afronta ao Estado Democrático e de Direito, como o contido no editorial de jornal [carioca] de grande circulação do dia 26 de outubro, onde se lê que “as camadas pobres da população converteram-se numa fábrica de reposição de mão-de-obra para o exército da criminalidade”.

Repudiamos e denunciamos a política de segurança pública fundada no confronto militar e, sem apreciarmos aqui eventual direito à interrupção de gravidez indesejada, entendemos que o aborto não pode ser tido como instrumento de política demográfica, de saneamento ou de eugenia.

Rio de Janeiro, 06 de novembro de 2007.

Entidades:

AJD – Associação Juizes para a Democracia.
MMFD – Movimento da Magistratura Fluminense pela Democracia.
OAB/RJ – Ordem dos Advogados do Brasil.
Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do RJ.
Grupo Tortura Nunca Mais/RJ.
Instituto Carioca de Criminologia.
Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência.
Fazendomedia.com.
Mandato do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ).
Mandato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ).
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.
Jornal Brasil de Fato.
Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc).
Casa da Colina - Espaço de Saúde e de Cultura, Florianópolis/SC.
Mandato do vereador Eliomar Coelho (PSOL-RJ).
Mandato do vereador Renatinho Freixo (PSOL-RJ).
Mandato do vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL-RJ).
Oguntê – Inglaterra.
FASE.
Ponto de Cultura O Som das Comunidades. Grupo Cultural Nação Maré.
Rede Nacional de Jornalistas Populares.
IBISS.
Brigada Organizada de Cultura Ativista (B.O.C.A).
Raízes em Movimento.


Pessoas físicas:
Marcelo Yuka, músico.
Paulo Lins, escritor.
Regina Lúcia Rios, juíza de direito.
Sérgio Verani, desembargador-presidente da 5ª Câmara Criminal do TJ-RJ e professor da UERJ.
Luiz Felipe da Silva Haddad, desembargador do TJ-RJ.
João Luiz Duboc Pinaud, Presidente da Rama do Rio de Janeiro, da Associação Americana de Juristas - AAJ.
Marcos Alcino de Azevedo Torres, professor da UERJ e desembargador do TJ/RJ.
João Batista Damasceno, cientista político e juiz de direito.
Geraldo Prado, desembargador e professor da UFRJ.
Cláudio dell´Orto, juiz de direito e professor de Direito Penitenciário da PUC-Rio.
Nico, cartunista.
Cecília Coimbra, psicóloga.
Rubens R.R. Casara, juiz de direito.
André Tredinnick, juiz de direito.
José Cláudio Souza Alves, Pró-Reitor de Extensão da UFRRJ.
José Arbex Jr., jornalista.
João Tancredo, advogado.
Ednéia de Oliveira Matos Tancredo, advogada.
Lobão, músico.
Carlos Latuff, cartunista.
Gabriel O Pensador, músico.
Letícia Sabatella, atriz.
Bnegão, músico.
Nilo Batista, jurista e ex-governador do Rio de Janeiro.
Vera Malaguti, socióloga.
Beth Carvalho, cantora e compositora.
Adriana Facina, professora do Departamento de História da UFF.
Virgínia Fontes, historiadora.
Margarida Baird, atriz.
Rafael Kalil, músico.
Marcelo Salles, jornalista.
Renato Cinco, sociólogo.
Rodrigo Fernandes de Lima, estudante de economia.
Maria das Dores Pereira Mota, Professora.
José Carlos de Souza - Pastor e Professor universitário.
Revdª Maria do Carmo Moreira Lima, Pastor Metodista. Messias Valverde, Pastor Metodista.
Nancy Cardoso Pereira, pastora metodista, Comissão Pastoral da Terra.
Daniele de Carvalho Pinheiro, Pesquisadora da UFRJ.
Luiz Mario Behnken, economista.
Danielle Lins da Silva, advogada.
Jorge Borges, geógrafo.
Lidiane Penha, advogada.
Hamilton Octavio de Souza, jornalista e professor.
Enedina Martins, psicóloga/psicanalista.
Servane Mouazan, integrante da Oguntê.
Carlos Eduardo, técnico de som.
Rafael Duarte, músico.
Bruno Coelho, músico.
Yvez Aworet, músico.
Guilherme Carrera, músico.
Ana Kalil, Pedagoga.
Mary Jane, Skatista e musicista.
Júlio Pecly, cineasta.
Aleh Ferreira, músico.
Liliane Reis, Jornalista.
Luciana Oliveira, Jornalista.
Mônica Cavalcante, Jornalista.
Marcelinho da Lua, Dj.
Nelson Mendes, fotógrafo.
Ana Bonjour, membro da Universidade nômade.
Alexandre Aquino, Produtor Musical.
Jards Macalé, músico.
Leila Oli, psicóloga.
Ignacio Cano, sociólogo.
Belisa Ribeiro, jornalista.
Cristiane Ramalho, jornalista.
Nanko G. van Buuren, diretor executivo do IBISS.
Bragga, Nação Graffiti.
Milkon"Mac"Chriesler, Produtor.
Maria Helena Moreira Alves, cientista política.
André Luiz de Medeiros Bezerra, analista de sistemas.
Ricardo Villa Verde, jornalista.
Sadraque Santos, fotógrafo.
Alan Brum Pinheiro, coordenador-geral do Raízes em Movimento.
Luiz Fernando Martins da Silva, Advogado, professor de Direito e ex-Ouvidor da SEPPIR."

Pegou geral

Belo artigo escrito pela Ângela Faria para o caderno Pensar do estado de Minas e que me foi enviado pelo amigo Ricardo. Sobre o filme Tropa de Elite, dois pequenos comentários (aliás bastante rasteiros - na verdade não são nem comentários, apenas alguns pensamentos livres):

1- poucos filmes nos últimos tempos permitiram tamanho debate, já recebi dezenas de artigos pró e contra o filme. Na correria dos últimos tempos não tive tempo de ler todos, mas quando tiver mais tempo pretendo coloca-los todos aqui para que cada um leia e chegue a suas conclusões. Nesse sentido o filme já é um belo sucesso. Outra coisa já perceberam como esse filme é comentado nas ruas, por pessoas que normalmente não vão ao cinema; ainda que endeusando o Bope o que é ruim, o filme esta sendo visto e comentado o que é bom;
2- a positivação do Bope, aponta para um problema, aliás comentei isso em um e-mail com outro amigo, na verdade mais do que endeusar um Estado violento- o que é verdade, diante dessa imensa sensação de insegurança- para mim o mais lamentável não é o facismo tão apontado por todos, mas o ato de que o brasileiro médio, em grande parte influenciado pela mas media desaprendeu a ter pensamento crítico e o pior não consegue perceber uma das magias do cinema que é a metáfora.


PENSAR
Pegou geral
Documentário de estréia de José Padilha, Ônibus 174 revela os equívocos do Bope, grupo policial exaltado pelo público de Tropa de elite. Nem fascista, nem radical de esquerda, diretor se revela atento observador da sociedade brasileira
Ângela Faria

O capitão Nascimento ficou muito bem no cinema, mas o seu Batalhão de Operações Especiais (Bope) – que muita gente anda endeusando depois de assistir ao longa-metragem de ficção Tropa de elite – protagonizou, nas telas, um dos maiores fiascos da história da segurança pública do Rio de Janeiro. Está tudo no documentário Ônibus 174, lançado em 2002 e dirigido pelo mesmo José Padilha que transformou em febre nacional o policial interpretado por Wagner Moura.

Tropa de elite caiu na boca do povo, provoca muita polêmica na imprensa e, calcula-se, foi visto por 11 milhões de pessoas depois que DVDs pirateados invadiram o país, antes mesmo do lançamento "oficial". Ônibus 174 conquistou prêmios importantes, como os conferidos pela 26ª Mostra Internacional de São Paulo e Festival de Havana, teve público razoável para um documentário, mas nem de longe provocou a comoção de Tropa, embora seja uma espécie de "pai" do capitão Nascimento.

José Padilha teve a idéia de fazer um filme de ficção sobre a violência brasileira, sob o enfoque do policial, justamente ao entrevistar, há sete anos, alguns dos protagonistas da desastrada operação realizada no Rio. Foi assim que nasceu a tropa saudada aos gritos de "caveira!" (símbolo do Bope) pela platéia carioca, no início de outubro, no Festival do Rio. Capitão Nascimento e seus homens enfiam sacos de plástico na cabeça de suspeitos, em busca de informações sobre chefes do tráfico; não hesitam em arrancar as calças de um dos garotos do "movimento", ameaçando estuprá-lo com uma vassoura. Treinados para a guerra, os "homens de preto" se consideram o antídoto à corrupção de colegas e à incompetência do sistema policial. Acima da lei, têm aval do governo para executar operações-limpeza pelas favelas afora.

Tanta valentia no filme de ação; fracasso retumbante no documentário. O Bope cenográfico mobiliza platéias no país inteiro, mas o Bope de carne e osso, há sete anos, perdeu feio. Passo a passo, Ônibus 174 registra o fracasso da tropa de elite e das autoridades fluminenses, sob o comando do então governador Anthony Garotinho, para solucionar um assalto a ônibus no Rio de Janeiro, em junho de 2000. A refém Geísa Gonçalves e o assaltante Sandro do Nascimento perderam a vida na desastrada ação.

Depois de tentar, sem sucesso, assaltar os passageiros da linha 174, Sandro fez 11 reféns. Por quase cinco horas, prendeu alguns deles no coletivo estacionado no Jardim Botânico, na Zona Sul carioca. José Padilha expôs os erros da polícia com clareza desconcertante. Assistir a seu filme de estréia é verdadeiro "choque de realidade" diante da catarse provocada por Tropa de elite. Há quem veja no Bope da ficção, violento e acima da lei, a tábua de salvação para o caos da segurança pública brasileira. Na vida real, as coisas não funcionaram assim. Quem duvida pode conferir Ônibus 174.

NA CABEÇA

Tecnicamente, ensinou o documentário, seria recomendável o atirador acertar a cabeça de Sandro enquanto ele conversava com policiais e se exibia para as câmeras de TV. Entretanto, telefonema de "autoridade superior" para o coordenador da operação abortou a idéia. Temia-se o impacto da cena nos lares do Brasil e do exterior: meio quilo de massa encefálica projetada nas janelas do ônibus. Durante entrevista a Padilha, uma das reféns lembra "detalhe" que poderia fazer a diferença: por várias vezes, o bandido pôs o braço que segurava a arma e a cabeça para fora do coletivo. "Por que não acertá-lo naquele momento?", questionou a moça.






Os negociadores de elite erraram feio, permitindo que Sandro, levando Geísa, deixasse o veículo para andar pelas ruas, tentando escapar do cerco policial. "Você nunca deve deixar uma situação estática se tornar móvel", ensinou outro entrevistado, Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais, co-produtor do documentário e roteirista de Tropa de elite.

O resultado da ação daquela tarde, definitivamente, faria o capitão Nascimento se entupir com seus calmantes tarja preta. O atirador Marcelo dos Santos pôs a arma a dois palmos da cabeça do seqüestrador, errou dois tiros, mas atingiu o rosto da refém. Ao pressentir a movimentação do policial do Bope, Sandro apertou o gatilho. Enquanto caía com Geísa no chão, o assaltante fez os disparos que mataram a moça. A refém Luana Belmont se pergunta: não seria mais lógico presumir que Sandro, instintivamente, por reflexo, apertaria o gatilho? Não. Pelo menos para um policial entrevistado no documentário. Segundo ele, a tendência seria o rapaz atirar no agressor, usando a moça como escudo. A leiga Luana estava certa. "Infelizmente era o dia de a gente perder", restou ao "caveira" lamentar.

O desfecho da tragédia, porém, ainda estava por vir. Ileso, o assaltante foi levado por homens do Bope para o hospital. Chegou lá morto, asfixiado. Sandro escapou da Chacina da Candelária, em que oito meninos de rua foram executados por policiais militares em 1993, no Centro do Rio. Mas os rapazes do Batalhão de Operações Especiais completaram o serviço, lembrou o sociólogo Luiz Eduardo Soares no documentário. Indiciados por homicídio qualificado (com intenção de matar), prevaleceu a tese da defesa de que os três agentes da lei sufocaram o rapaz, drogado e agitado, ao tentar imobilizá-lo dentro da viatura. Ricardo de Souza Soares, Flávio do Vale Dias e Márcio Araújo David foram absolvidos pela Justiça. Ônibus 174 foi lançado pouco antes do julgamento.

OUTRO LADO

O documentário é uma espécie de "lado B" de Tropa de elite. O diretor José Padilha tem repetido à exaustão que não avaliza os métodos violentos de seu capitão protagonista, explica que apenas deu voz ao policial, personagem raro na cinematografia nacional, repleta de marginais como Pixote, Zé Pequeno e Lúcio Flávio. Ouvi-lo, com seus erros e acertos, é crucial se se quiser, mesmo, construir uma política de segurança eficaz. Mas, com sua opção preferencial pelo Bope, o cineasta foi acusado de fazer filme "fascista", que avaliza a tortura como método de ação, e propor a polícia violenta como alternativa à banda podre.

O curioso é que, ao lançar Ônibus 174, o mesmo Padilha foi chamado de "radical de esquerda" por mostrar ao Brasil que existia um Sandro Nascimento de carne e osso. Ainda garotinho, Sandro viu a mãe morrer, esfaqueada na birosca que dava sustento à família. Traumatizado, fugiu da casa da avó, virou menor abandonado, morava com os garotos de rua assassinados por policiais militares na Chacina da Candelária. Preso várias vezes, conheceu o inferno carcerário carioca, seja no tenebroso instituto de "reeducação" Padre Severino, seja nas celas mais desumanas de delegacias da Cidade Maravilhosa. Analfabeto, viciado em drogas, falava em ser artista. Teve suas quatro horas e meia de fama em 12 de junho de 2000, até ser empurrado para a patamo pela equipe do Bope, enquanto a multidão gritava "lincha!".

Padilha é, mesmo, um cineasta polêmico: seu documentário foi solicitado pelos advogados da defesa e da acusação dos policiais que mataram Sandro. Pedido negado. Requisitado pela juíza, o filme foi exibido durante o julgamento.

Nem fascista, nem radical de esquerda, o diretor carioca é atento observador do Brasil. Corajosamente, pôs usuários de droga da Zona Sul no centro do tiroteio que consome vidas de policiais e traficantes, chamando os bem-nascidos à responsabilidade na guerra travada nas favelas. O cinema só tem a ganhar com os Nascimentos de Padilha – Sandro e o capitão –, metáforas dessa democracia hipócrita que preserva a "segurança social" à base de saco plástico na cabeça de bandido, treina policial de elite (mal pago) como cão de guerra, garante "direitos humanos" de bacana e faz do camburão o tribunal do júri para marginal pobre.

Antes de eleger o capitão Nascimento herói do ano, vale a pena embarcar nesse Ônibus. Cá para nós, Tropa de elite faz merecido sucesso, mas quem pegou geral foi o documentário de José Padilha. Naquele dia, foi o Bope quem pediu para sair.

DEBATE ::: TROPA DE ELITE

DEBATE ::: TROPA DE ELITE

Promoção e violação dos Direitos Humanos: os dilemas do Brasil contemporâneo
dia 08 de novembro de 2007
apoio: Ministério da Cultura - LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

O Usina Unibanco de Cinema e o GEDI-DH Grupo de Estudos em DireitoInternacional dos Direitos Humanos da Universidade Federal de Minas Gerais apresentam nesta quinta-feira, dia 08 de novembro, às 19:00 * uma sessão especial do filme TROPA DE ELITE de José Padilha. A exibição será seguidade um debate com o tema Promoção e violação dos Direitos Humanos: os dilemas do Brasil contemporâneo, com o objetivo de discutir a difícil efetivação dos Direitos Humanos nos aglomerados urbanos brasileiros e fomentar o debate acerca da realidade desses direitos no Brasil. Osingressos custam R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia) e já estão a venda na bilheteria do Usina Unibanco de Cinema.Debatedores:Francis Albert COTTA:doutor em história social da cultura pela UFMG, realizou estágio dedoutoramento na Universidade de Lisboa;foi pesquisador convidado na escola de altos estudos em ciências sociais - Paris; atualmente desenvolvepós-doutorado em história social na UFRJ onde estuda a temática identidades policiais e cidadania no Brasil Contemporâneo; professor universitário; Luis Flávio SAPORI:Possui mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais(1993) e doutorado em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisasdo RJ/TEC (2006). Atualmente é assessor do Governo do Estado de Minas Gerais, pesquisador pleno da Fundação João Pinheiro e professor assistente da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Tem experiência naárea de Sociologia, com ênfase em Sociologia do Crime e da Violência, atuando principalmente nos seguintes temas: justiça criminal, polícia,organizações, violência policial e violência.Fabrício Araújo PRADO:Bacharel em Direito pela UFMG (Belo Horizonte, 2005), vencedor do I Premio Sistema Interamericano de Direitos Humanos promovido pela SecretariaEspecial de Direitos Humanos (Brasília, 2005), representante brasileiro na maior competição acadêmica internacional de Direitos Humanos (Washington, 2005), co-fundador do Grupo de Estudos de Direitos Humanos da UFMG (2005),Assistente de Pesquisa do Centro de Direitos Humanos da Universidade deNottingham (Inglaterra, 2006), Mestrado em Direito Internacional dos Direitos Humanos pela Universidade de Nottingham (Inglaterra, 2007).*No mesmo dia não apresentaremos a sessão de 21:10 de Tropa de Elite.USINA UNIBANCO DE CINEMARua Aimorés, 2424 - Lourdes - tel: 3337-5566

Fonte: Blog do Conexões

http://www.conectadordesaberes.blogspot.com/

Interatividade

O amigo Rafael escreveu o seguinte comentário a respeito do Post Politica nojenta, jornalismo idem. Concordo plenamente com tudo que o Rafa escreveu. Ele tem toda razão, me parece que a Venezuela caminha para um autoritarismo, agora isso não autoriza a imprensa a fantasiar invasões ao Brasil. Por outro lado, voltamos a velha discussão a respeito da Democracia. Me parece que os CANSADOS brasileiros, ainda só compreende a Democracia quando esta tem os resultados esperados por eles. Assim se o candidato A de sua preferência ganha a eleição isso é sinal de maturidade política, agora quando o candidato B que não é de sua preferência ganha a eleição, ai o povo não sabe votar. Me sinto muito a vontade para fazer essas ponderações, pois não fui eleitor do Lula; me recusei a votar no menos ruim e preferi anular meu voto. Acho o governo Lula sofrível, principalmente por que continuo insistindo em ser de esquerda, ainda que isso seja para alguns fora de moda, mas isso não me autoriza a entrar na onda persecutória e de falsificação de notícias. Abaixo o comentário do Rafa:

Rafael disse:
Hugo Chavez não está se armando porque quer invadir algum lugar, ele está armando porque teme um golpe - o que, a longo prazo, pode comprometer as liberdades dos venezuelanos. Ele também se arma pra fazer afronta aos Estados Unidos e ganhar o apoio da esquerda mundial.

Qualquer jornalista ou analista militar que tema a Venezuela pode estar fazendo discurso pra conseguir o que quer: no 1o caso, notícia sensacionalista e no 2o caso, aparelhamento das forças armadas.

Ao fim, eu vejo que Chávez, como Morales, tomou algumas decisões estratégicas e acertadas mas ambos parecem caminhar pra regimes com um forte cunho populista e autoritário.

Bela homenagem

Recebo a notícia da bela e justa homenagem do Vereador Arnaldo Godoy, ao grande Pereira da Viola, o mesmo será agraciado com o título de cidadão honorário de BH. Viva a cultura de Viola de Minas e viva a cultura do Jequitinhonha.




segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Poesia para toda parte

Hoje o dia foi bastante duro e corrido, pauleira mesmo, então somente poesia para descansar.

A poesia é do Carlos Drumond, oba agora posso publicar também minhas poesias eróticas.

A puta

Quero conhecer a puta.
A puta da cidade. A única.
A fornecedora.
Na Rua de Baixo
onde é proibido passar.

Onde o ar é vidro ardendo
e labaredas torram a língua
de quem disser: Eu quero
a puta
quero a puta quero a puta.

Ela arreganha dentes largos
de longe. Na mata do cabelo
se abre toda, chupante
boca de mina amanteigada
quente. A puta quente.

É preciso crescer
esta noite a noite inteira sem parar
de crescer e querer
a puta que não sabe
o gosto do desejo do menino
o gosto menino
que nem o menino
sabe, e quer saber, querendo a puta.

Carlos Drumond

domingo, 4 de novembro de 2007

A torcida deu show de novo

Cruzeiro 3x1 fora os dois penalty's não marcado e o domínio total do jogo.
Quero falar da torcida, que mesmo após 7 jogos sem vencer, mais de um mês, vindo de derrota de 4x1 e perdendo a maioria das partidas em casa, assim mesmo mais de 26.000 torcedores.

Só deu Cruzeiro no Mineirão

Do Blog do Juca Kfouri

Só deu Cruzeiro no Mineirão

Um Cruzeiro ligado e perigoso.

Um Flamengo letárgico e inofensivo.

Uma arbitragem brincalhã.

Fosse séria e não teria dado apenas o pênalti de Juan em Roni, convertida pelo centroavante no primeiro gol mineiro, aso 27.

Teria dado mais dois penais, ambos em Guilherme, um exatamente antes do primeiro gol de Roni, outro um pouco antes do segundo gol de Roni, aos 38, de bico.

Quer dizer, se o primeiro tempo terminasse 4 a 0 para o Cruzeiro estaria tudo dentro do conformes.

O 3 a 0, no entanto, demorou apenas 13 minutos, com Charles, de fora da área.

Aos 21, Roger, fez o primeiro gol de falta do Mengo no Brasileirão e diminuiu: 3 a 1.

Só que o quarto gol cruzeirense sempre esteva mais perto que o segundo rubro-negro, apesar de o time ter acordado.

O Cruzeiro está de volta ao G-4

Fonte: http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2007-11-04_2007-11-10.html
#2007_11-04_16_59_02-9991446-0

Problemas de relacionamento podem aumentar risco cardíaco

Recebi a seguinte notícia, de nossa poeta favorita e como serviço de saúde pública divulgo aqui.

Problemas de relacionamento podem aumentar risco cardíaco


Até o momento, a maioria dos estudos tinha sido centrada em assinalar as virtudes de viver em casal. Sempre se afirmou que as pessoas que passam sua vida ao lado de um parceiro, da família e de amigos gozam de melhor saúde que aquelas que, por diferentes circunstâncias, decidem viver na solidão.

Mas um estudo publicado recentemente assegura que as relações amorosas também podem acabar prejudicando o coração de algumas pessoas.

Segundo um grupo de cientistas britânicos, as discussões, os gritos e os conflitos constantes com o parceiro aumentam em 34% o risco de ataques cardíacos ou dores no peito.

Aparentemente, as brigas e as críticas geram estresse e ansiedade nas pessoas que convivem com isso regularmente e isto aumenta a probabilidade de sofrer de doenças cardíacas. Isto foi comprovado com uma pesquisa desenvolvida no Reino Unido e publicada na revista americana "Archives of Internal Medicine".

Para chegar a estas conclusões os cientistas estudaram o caso de mais de nove mil britânicos, que responderam a perguntas sobre alguns dos aspectos mais negativos de suas relações.

Analisaram seu nível de confiança, sua percepção de apoio mútuo e outras variáveis como idade, sexo e profissão, e seguiram a evolução de cada paciente durante mais de 12 anos para comprovar se eles desenvolviam algum problema de saúde.

No momento de iniciar o estudo, cerca de 500 pessoas apresentaram algum problema cardiovascular. Mas, para surpresa dos pesquisadores, outras 589 sofreram também algum transtorno em seus corações durante o acompanhamento.

Os cientistas descobriram que aquelas pessoas que apresentavam mais problemas em suas relações eram geralmente as mais afetadas por problemas cardíacos.

"Os resultados do estudo indicam que as relações íntimas negativas influem na condição cardíaca de uma pessoa", comentam os pesquisadores em seu trabalho.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/071104/48/gjgn97.html

Política nojenta, jornalismo idem

Que lamentável essa chatice persecutória em relação a Venezuela, me desculpe os leitores ,mas pqp até parece que estamos no início dos anos 60 do século passado, e a temível Cuba, preparando os comedores de criancinha.

Sinceramente CANSEI, para usar o slogan deles. E o pior que até mesmo a TFP, esta de volta, com outros nomes mas os mesmos métodos; quem acompanha a questão da terra, e dos quilombolas em especial, sabe do que estou falando. segue abaixo, trecho de uma matéria da Agência Estado, publicado no glorioso Estado de Minas, aquele jornal, para o qual a civilização se iniciou no começo de 2002 com o governo Aécio e para o qual todas os problemas se resolverão através do choque de gestão.

De olho na Venezuela, Lula reaparelha Forças Armadas Agência Estado

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, foi autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a tirar da gaveta em janeiro, finalmente, o projeto FX-2 e comprar 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), ao custo de US$ 2,2 bilhões - o projeto original, o FX-1, planejado no governo Fernando Henrique Cardoso, previa uma compra mais modesta, de US$ 700 milhões. Dois fatores, conjugados, contribuíram para a decisão política do Planalto: a precariedade a que chegou a FAB, com 37% da frota de 719 aviões sem condições de voar, e o presidente da vizinha Venezuela, Hugo Chávez, que, nas palavras dos militares, está se “armando até os dentes”.

A política nojenta: PSDB e PT

Frase do magnanimo deputado Virgílio Guimarães do PT, no jornal Estadod e Minas de hoje:

“O socialismo do PT e a social democracia do PSDB são primos. Não tenho distância incontornável com os tucanos, principalmente com o PSDB do Aécio”.

É desse jeito no país do pensamento único só vai restar para os que pensam diferente, o exílio.

sábado, 3 de novembro de 2007

Poesia por toda parte

Não sou poeta, não sou iluminado, mas mesmo assim insisto e de vez em quando dou minhas poesadas. Por favor, não me compare, principalmente com aquela poeta habitue desse espaço, pois tal comparação seria por demais absurda.
Aliás se esse Blog fosse mais visto, poderíamos iniciar uma campanha, pela publicação de um livro com as poesias de nossa poeta favorita;

Amar é

amar é viver

entre o sorrir e o chorar

entre a razão e a loucura

é um bem querer ...

é um esporro gostoso


Poesia para toda parte

Ela sempre ELA!!!!

Dor

ando doente de uma doença de não ter
de não ser
não estar
não poder
não tocar
e querer
querer
querer

querer que seja de gritar
querer de poder querer
é essa aflição da dor que rasga
(dessa daquelas sem razões da mente)

uma grita em mim
(em minha cabeça grita)
ela se agita e bate uma e outra vez
é esse (des)sentimento que insiste em sentir
(não vem de mim, vem de um não ser de alguém)

como poder
e cessar a dor como?!

(volto ao ponto onde começo - queria a leveza da ave
mas por hora me contentaria em saber do sentir do outro -
ou em me saber no outro)

Capitu

Fique de olho: os Sistemas e as Organizações querem fazer sua cabeça

Abaixo uma ótima matéria feita, pelo Azenha e publicada em seu Blog, o link se encontra ao lado:

Fique de olho: os Sistemas e as Organizações querem fazer sua cabeça




Muito atento, o leitor Fabricio Schneider, de Sinop, em Mato Grosso, me mandou o frame acima, aparentemente gravado a partir de uma transmissão de futebol, em que uma placa no estádio anuncia que O SISTEMA SEMPRE VENCE, tendo ao lado o logotipo da TV Globo.O Fabricio não entendeu. Trata-se da nova série da TV Globo, que fala em teorias conspiratórias. O texto que segue está no site do programa:"Teorias conspiratórias há muitas por aí. Em suma, são versões pouco ou nada ortodoxas para acontecimentos históricos dados como verídicos por todos. Essas histórias, como o próprio nome diz, partem do princípio que um grupo qualquer conspira contra outro – ou contra toda a humanidade –, manipulando dados, ocultando provas, transformando a verdade única e exclusivamente em benefício próprio. Para nos enganar, esses conspiradores usariam infinitos métodos e atuariam em vários âmbitos, influenciando governos, afetando setores da economia mundial, povos, manipulando informações científicas etc etc. Muitas dessas teorias conspiratórias são fonte para obras de ficção. Uma das mais recentes – que, diga-se de passagem, rendeu milhões a seu autor Dan Brown – foi o Código da Vinci. Outras dizem a respeito ao desaparecimento da Atlântida, da ida do Homem à Lua, da morte de Elvis Presley, John Kennedy, Kurt Cobain – coisas que podem parecer ridículas, mas que muita gente defende com unhas e dentes. Circularam tanto e por tantos meios que se tornaram verdadeiras lendas.No entanto, apesar de todos os argumentos apresentados, essas teorias nunca foram comprovadas. Abrimos esse espaço aqui pra que você envie a sua história, algo que você conhece ou que você suspeita. Sinta-se a vontade para nos contar algo que você presenciou ou que você suspeita; algo que aconteceu na sua cidade ou na sua casa, mas que, de alguma forma, você suspeita ser uma conspiração. Pois, então, mande a sua história, ou melhor, a sua teoria, escrita do seu jeito."Tentei colaborar com o pessoal do programa, sugerindo minha própria teoria conspiratória, segundo a qual a TV Globo tentou eleger Geraldo Alckmin presidente da República em 2006. É uma teoria para a qual tenho vários indícios e depoimentos de mais de uma dúzia de jornalistas e ex-jornalistas da emissora. Mas eles não deram nem bola.Resta apenas constatar que sistemas nem sempre vencem. MARANHÃODONOS DE CAPITANIA HEREDITÁRIA: SISTEMA MIRANTE DE COMUNICAÇÃO, JOSÉ SARNEY, FAMÍLIA E AGREGADOSTV Mirante em São Luís, Imperatriz, Santa Inês, Açailândia e Codó e TV Balsas (Balsas); portal iMirante; jornal "O Estado do Maranhão" e emissoras de rádio AM e FM em São Luís, Imperatriz, Santa Inês, Bacabal, Chapadinha, Presidente Dutra, Caxias, Codó, Timon, Pinheiro, Pedreiras, Tuntum, Vitorino Freire, São João dos Patos, Esperantinópolis, Santa Helena, Coroatá, Fortuna, Carutapera, Conceição do Lago-Açu, Coelho Neto, Tutóia e Senador Alexandre Costa. Área de cobertura: Maranhão e regiões do Piauí.Cargos políticos: José Sarney, senador (PMDB/Amapá); Roseana Sarney, senadora (PMDB/Maranhão); Sarney Filho, deputado federal (PV/Maranhão).Derrota do sistema: perdeu o governo do Maranhão em 2006 depois de controlar o Executivo estadual desde 1966. A realidade deste Sistema é muito mais interessante que qualquer teoria conspiratória, mas isso você não vai ver na TV.Publicado em 2 de novembro de 2007 ALAGOASDONOS DE CAPITANIA HEREDITÁRIA: ORGANIZAÇÕES ARNON DE MELLO, FAMÍLIA COLLORTV Gazeta (afiliada da Rede Globo), Gazeta AM em Maceió, Gazeta FM em Maceió, Arapiraca e Pão de Açúcar, Gazeta Pesquisa e Gazetaweb.com.Cargos políticos: Fernando Collor de Mello, senador (PTB/AL) e Euclides Affonso de Mello Neto, primo, suplente de senador (PTB/AL).Derrotas do sistema: Em 1998 Ronaldo Lessa (PSB) elegeu-se governador; em 2002 foi reeleito, derrotando Fernando Collor; em 2006 a vitória foi de Teotônio Vilela Filho, do PSDB.Acrescentado em 3 de novembro de 2007CEARÁDONOS DE CAPITANIA HEREDITÁRIA: GRUPO QUEIROZ, SISTEMA VERDES MARES DE COMUNICAÇÃO E SISTEMA JANGADEIRO DE COMUNICAÇÃOTV Verdes Mares (afiliada da Rede Globo), Portal Verdes Mares, TV Diário, Diário do Nordeste, rádios AM e FM em Fortaleza e rádio FM em Recife.Cargos políticos: Ex-deputado federal Edson Queiroz Filho (PPB/CE), que cumpriu dois anos de mandato e renunciou em 1997; a irmã dele, Renata Queiroz Jereissati, foi primeira-dama do Ceará, casada com Tasso Jereissati, cacique do PSDB.Amigo do peito de Edson Queiroz, patriarca do grupo (já falecido): o general João Baptista de Oliveira Figueiredo, com o qual o empresário visitou o México, a Alemanha, a Venezuela, a França, a Alemanha, a Argentina e os Estados Unidos, sempre como integrante da comitiva oficial do ex-presidente.
Tasso Jereissati é sócio-majoritário da TV Jangadeiro, afiliada do SBT no Ceará, que pertence ao Sistema Jangadeiro de Comunicação, que também inclui rádios FM em Fortaleza, Camocim, Brejo Santo, Limoeiro, Quixadá e Sobral e controla a NET Fortaleza, de TV a cabo e serviços de internet, afiliada da NET Brasil, das Organizações Globo.Derrota do Sistema: Cid Gomes, do PSB, se elegeu governador do Ceará em 2006, embora seja difícil definir as fronteiras entre as famílias Gomes, Jereissati e Queiroz. Parece mais a Grande Família.Acrescentado em 3 de novembro de 2007
BAHIA

DONOS DE CAPITANIA HEREDITÁRIA: REDE BAHIA DE TELEVISÃO E O CLÃ DE ACM

Rede Bahia de Televisão (afiliada da Rede Globo), com as TVs Bahia, Santa Cruz, Sudoeste, Oeste, São Francisco e Subaé; duas rádios FM em Salvador e uma em Itabuna; Correio da Bahia e portal iBahia.com.

Cargos políticos: senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM/BA), que sucedeu ACM; deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM/BA).

Derrotas: o clã perdeu eleições para o governo da Bahia e na disputa por duas vagas de senador em 2006.

Acrescentado em 3 de novembro de 2007

RIO GRANDE DO NORTEDONOS DE CAPITANIA HEREDITÁRIA: VÁRIOS CLÃSInterTV Cabugi (afiliada da Rede Globo), pertence ao senador Garibaldi Alves (PMDB/RN), cujos herdeiros políticos são os filhos - deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN) e deputado estadual Walter Pereira Alves (PMDB/RN). O deputado Henrique Alves, presidente do PMDB no estado, controla a Tribuna do Norte e a rádio Globo de Natal.
Sistema Ponta Negra de Comunicação (afiliada do SBT), fundado pelo ex-senador Carlos Alberto de Souza, cuja herdeira é a deputada estadual Micarla de Souza (PV-RN). A emissora geradora é em Natal mas a imagem chega ao interior através de retransmissores.Rede Tropical de Comunicação (afiliada da TV Record), fundada pelo ex-governador Tarcísio Maia e hoje controlada pelo senador José Agripino Maia (DEM-RN) e pelo filho dele, o deputado federal Felipe Catalão Maia (DEM-RN). Inclui a TV Tropical, a FM Tropical e a CBN de Natal, e rádios AM em Macau, Caicó, Pau dos Ferros, Nova Cruz, Mossoró e Currais Novos.TV Potengi (afiliada da TV Bandeirantes), controlada pelo ex-senador e presidente estadual do PSDB do Rio Grande do Norte, Geraldo Melo.Todas essas emissoras têm RTVs, retransmissoras de emissoras de televisão, cujas concessões ainda são entregues pelo critério de apadrinhamento político.Derrotas: Eles não perdem nunca.

Acrescentado em 3 de novembro de 2007GOIÁSDONOS DE CAPITANIA HEREDITÁRIA: ORGANIZAÇÃO JAIME CÂMARAAliado de Pedro Ludovico Teixeira, interventor, governador e senador de Goiás, os irmãos Câmara fizeram jornalismo, política e ocuparam cargos públicos. Jaime Câmara, que deixou o filho no comando do grupo, nunca escondeu a atuação política de seu principal jornal, "O Popular", como revelou nessa entrevista ao Jornal Opção:Jornal Opção - Parece que O Popular sempre exerceu influência decisiva na política do Estado... Jaime Câmara - De 1938, quando foi fundado, até hoje, O Popular acompanhou seis eleições para governadores, participando integralmente de todas elas — sendo que, em duas, na mais ferrenha oposição. E nessas duas vezes, a nossa participação no processo significou uma perspectiva de vida ou morte para o jornal. Felizmente saímos vitoriosos de ambas. Jornal Opção - Mas o jornal teve alguma participação na escolha direta desses candidatos?Jaime Câmara - Na escolha não, mas nas campanhas políticas O Popular sempre teve. Mesmo porque, na época de Pedro Ludovico, a escolha dos governadores era feita por ele e seus travesseiros.Hoje a Organização Jaime Câmara controla, além de O Popular, o Jornal do Tocantins; as emissoras de Rádio Araguaia de Porto Nacional (TO), Rádio Araguaia - FM de Gurupi (TO), Rádio Araguaia e Rádio Anhanguera de Araguaína (TO) e, em Goiânia (GO) as emissoras Rádio Executiva-FM, Rádio Anhanguera (afiliada à CBN), Rádio 97-FM. E, em Brasília, a Rádio Executiva 101,7-FM. A Rede Anhanguera, afiliada da TV Globo, tem emissoras geradoras em Goiânia (GO), a TV Tocantins de Anápolis (GO), a TV Riviera de Rio Verde (GO), a TV Rio Vermelho de Luziânia (GO), a TV Pirapitinga de Catalão (GO), a TV Rio Paranaíba de Itumbiara (GO) e, no Tocantins, as emissoras de Gurupi, Araguaína e Palmas. Derrotas: Não perdem nunca.Acrescentado em 3 de outubro de 2007RIO GRANDE DO SULDONOS DE CAPITANIA HEREDITÁRIA: GRUPO RBSA foto na capa do Zero Hora diz tudo: o acusado de corrupção, governador da Paraíba, Cássio Lima, do PSDB, aparece lá no fundo, mas o presidente Lula, que não tem nada com o caso, aparece em primeiro plano. O ano de fundação do jornal também diz alguma coisa: 1964. A família Sirotsky faz ares de modernosa mas a RBS foi a única empresa regional de mídia que conseguiu suscitar um movimento popular batizado de Zero Fora. Cargos políticos: o poder econômico e de penetração do grupo prescinde de representação direta. Tem políticos em todos os partidos, do PSDB ao PCdo B, de acordo com a ocasião. O grupo RBS controla 18 emissoras de televisão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o Canal Rural e dois canais comunitários, mais 13 emissoras de rádio nos dois estados e os jornais Zero Hora, Diário Gaúcho, Pioneiro, Diário de Santa Maria, Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina, A Notícia e Hora. Derrotas: Derrotas? Combateu governos locais do PT mas já fez as pazes. Ganhou com a Yeda Crucius (PSDB) e, se for o caso, ganhará com minha candidata favorita, Manuela D'Ávila (PCdoB). Acrescentado em 3 de outubro de 2007AMAZÔNIADONOS DE CAPITANIA HEREDITÁRIA: REDE AMAZÔNICA DE RÁDIO E TELEVISÃOEssa eu vi, pessoalmente: transmitido por satélite para a cidade em que eu estava, na Amazônia, os breaks (espaços comerciais) do Jornal Nacional eram preenchidos não com anúncios, mas com reportagens bajulando políticos locais.Phelippe Daou fundou a rede nos tempos do Amaral Neto, aquele lendário repórter da TV Globo. Dele pode se dizer, pelo menos, que começou cedo no Jornalismo e arriscou a vida fazendo negócios. Um dos sócios-fundadores do grupo, Milton de Magalhães Cordeiro, hoje diretor de jornalismo, é bastante eclético: foi delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e chefe de polícia durante o governo de Arthur Cézar Ferreira Reis, interventor instalado pelos militares para governar o Amazonas de junho de 1964 a setembro de 1966.O site da emissora explica: "A Rede Amazônica, canal 5, foi inaugurada no dia 1º de setembro de 1972, ano do Sesquicentenário da Independência do Brasil, e após 30 dias de testes experimentais, sua projeção em cores a tornava em todo território brasileiro um diferencial entre as demais tvs, nas quais transmitiam ainda em preto e branco. Adotando o lema de autoria do então presidente General Emílio Garrastazu Médici - “Amazônia, desafio que unidos venceremos” - a Rede Amazônica abraçou o compromisso de integrar as pequenas comunidades das mais longínquas e isoladas barrancas ao imenso território brasileiro, levando cidadania e trazendo informações."Hoje a Rede Amazônica retransmite a Globo através de emissoras no Amazonas, Acre, Amapá, Roraima e Rondônia. Tem emissoras de rádio, portais na internet e a Amazon Sat, além de empresas em vários outros ramos.Derrotas: Há governo? Sou a favor.Acrescentado em

3 de novembro de 2007

MÍDIA DE PORRE

Abaixo um artigo escrito já a algum tempo por Jorge Kajuru, para a Folha, no entanto o mesmo continua super atual. A fonte é o Blog do próprio Kajuru, leitura indispensável. O link se encontra ai do lado.

MÍDIA DE PORRE

JORGE KAJURU

ESPECIAL PARA A FOLHA





Como é bom recordar artigos do Tostão. Em "Papai Noel eletrônico", vibrei quando ele imortalizou: "No mundo moderno ou pós-moderno, da cultura, da vulgaridade e do exibicionismo, vende-se de tudo, principalmente a própria imagem. Quem não aparece não se vende, não tem prestígio, nem fatura. O importante não é fazer bem e sim vender bem. Às vezes, percebendo ou não, vende-se também a alma. São jornalistas virando garoto-propaganda, exercendo dupla função".

A lembrança do que definiu Tostão deve-se a outro artigo, de Marcos Augusto Gonçalves nesta mesma Folha. Mag, do time ético de Tostão, discute o papel de Ronaldo como garoto-propaganda de cerveja. Proponho o debate sobre a mistura de jornalismo com publicidade na TV. Há diferença entre jogador e jornalista na venda de cerveja? Sim, o jornalista não é artista e sobrevive de sua opinião e credibilidade.

O jogador vive dos pés, não da boca. Tem algo mais antiético ou imoral do que chamar o conhecido Parque Antarctica de Parque Schincariol só porque sua emissora tem patrocínio da Schin? Infelizmente jornalismo esportivo de verdade é raridade na TV. Muitos se embebedaram de vez, e os poucos que recusam esse tipo de porre logo poderão ser chamados de estranhos ou de dinossauros, como concluiu Tostão.

Prefiro a pré-história.




Jorge Kajuru, 43, é apresentador do "Esporte Total" da TV Bandeirantes

Ordem do Mérito Cultural

Abaixo os agraciados com a maior honraria na área cultural brasileira, destaque para a premiação de 3 antropológos: Abdias Nascimento, Luiz Mott e Claude Lévi-Strauss, um Museu Antropológico: o Museu Paraense Emilio Goeldi e destaque também para a premiação do Cacique Raoni e de D. Selma do Coco.


A solenidade da Ordem do Mérito Cultural deste ano será realizada em Belo Horizonte, na próxima quarta-feira, dia 7 de novembro, às 17h, no Palácio das Artes. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro da Cultura, Gilberto Gil, fará a entrega das insígnias aos homenageados.

Criada em 1995, pelo Ministério da Cultura, a condecoração é uma homenagem do Governo Federal a cidadãos e instituições que, de maneira significativa, destacaram-se na prestação de serviços à Cultura do país.

Serão agraciados com a OMC 2007 cantores, atores, escritores, cineastas, compositores, artistas plásticos e outros profissionais que colaboram em larga escala para a promoção e a difusão da cultura brasileira. E, ainda, instituições e iniciativas que se destacaram no cenário nacional. Também receberão homenagens póstumas personalidades que contribuíram para a riqueza cultural do país.

Neste ano em que se comemora o centenário de nascimento de Oscar Niemeyer, o MinC promove o arquiteto à classe Grã-Cruz, a mais alta graduação da Ordem do Mérito Cultural. Pelo mesmo motivo, um dos quatro eixos temáticos ressaltados nesta edição é Arquiteturas, Cidades e Territórios.

Além deste tema, foram ressaltados nomes ligados à proteção e promoção da diversidade das expressões culturais, à arqueologia brasileira e às experimentações e técnicas inovadoras na área da convergência tecnológica. Confira, a seguir, os homenageados, os agraciandos e as iniciativas que serão condecoradas em 2007:

Cartola (in memoriam)
Dodô e Osmar (in memoriam)
Glauber Rocha (in memoriam)
Grande Otelo (in memoriam)
Hélio Oiticica (in memoriam)
Hermilo Borba Filho (in memoriam)
Lina Bo Bardi (in memoriam)
Luiz Gonzaga (in memoriam)
Orides Fontela (in memoriam)
Solano Trindade (in memoriam)
Tom Jobim (in memoriam)
Walter Smetak (in memoriam)

Abdias Nascimento
Álvaro Siza Vieira
Bárbara Heliodora
Cacique Raoni
Céline Imbert
Cildo Meireles
Claude Lévi-Strauss
Jean-Claude Bernardet
Jorge Ben Jor
Judith Malina
Kanuá Kamayurá
Lia Robatto
Luís Otávio Souza Santos
Luiz Mott
Moniz Bandeira
Marcello Grassmann
Oscar Niemeyer
Ronaldo Fraga
Selma do Coco
Sérgio Britto
Tônia Carrero
Tostão
Vânia Toledo

Associação Cultural Cachuera!
Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto
Clube do Choro de Brasília
Escola de Circo Picolino
Grupo Nós do Morro
Museu Paraense Emílio Goeldi
Programa Castelo RÁ-TIM-BUM

FONTE: Memória Lélia Gonzalez

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Poesia para toda parte

Ops a quarta seção do dia. Mas agora é só para dividi com Vocês, uma notícia que acabo de saber.
Na quarta-feira, 31, foi comemorado o Dia Municipal da Poesia, lei de autoria do mandato Neila Batista, em homenagem ao nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade, sancionada pelo prefeito Fernando Pimentel. Então em homenagem ao grande Carlos Drumond

    No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra

Iô Sô, um belo disco

Sérgio Santos é um mineiro, do sul de Minas, mais precisamente de Varginha. Esse mineiro, é um belíssimo compositor, músico e cantor. Ainda pouco conhecido do grande público brasileiro, esse músico é respeitado, pelos críticos e pelo público mais atento a música, que infelizmente não se toca na maioria das rádios brasileiras. No exterior trata-se de um músico já consagrado, tendo feita até mesmo um show para cerca de 16.000 pessoas na California.

Sérgio Santos começou sua carreira como cantor do espetáculo "Missa dos Quilombos" de Milton Nascimento. A partir daí aperfeiçoou-se como violonista, intérprete, arranjador e compositor. Venceu vários festivais de música do Brasil, como os de Avaré (SP), Juiz de Fora (MG), O Som das Águas, da Rede Manchete e o Festival Carrefour de MPB. Trabalhou como diretor musical, produtor e arranjador para vários artistas. Com o poeta Paulo César Pinheiro, Sérgio compôs cerca de 180 músicas, muitas delas interpretadas por artistas como Leila Pinheiro, Milton Nascimento, Sá e Guarabira, Pena Branca e Xavantinho e Joyce. Os 3 primeiros albuns do artista foram premiados: "Aboio"(1995), que foi indicado ao Prêmio Sharp; "Mulato" (1998), com suas parcerias com Paulo César Pinheiro; e "ÁFRICO – quando o Brasil resolveu cantar"(2002), com participações do Grupo Uakti, de Olívia Hime, Joyce e Lenine, que venceu o Prêmio Rival-BR, como o melhor CD do ano. Este álbum, "Áfrico" foi assim classificado pela Folha de São Paulo "é uma riquíssima coleção de frações melódicas carregadas de sentido e embaladas por batidas que aportaram por aqui junto com os navios negreiros."


Sérgio acaba de lançar seu quinto álbum, denominado Iô Sô, este album está centrado no congado, um ritmo de origem africana cultuado em Minas Gerais. As músicas foram feitas por Santos e as letras são também do artista, que em algumas delas divide a parceria recorrente em sua obra com o sempre afiado Paulo César Pinheiro. Segundo o artista, esse seu disco não é de Congado e sobre Congado, uma homenagem aos tambores religiosos mineiros; dessa forma o cantor, músico e compositor não canta nenhuma das canções entoadas nas festas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, - a verdadeira devoção negra mineira, aliás se o Candomblé nos permite compreender um pouco da Bahia, o Xangô um pouco de Pernambuco, para se entender a negritude mineira necessitamos compreender o Congado, as Coroas do Reinado Negro das Minas - o autor opta por suas próprias composições, tal atitude demonstar o imenso respeito do autor por essa "religião"; nas palavras do mesmo, não teria cabimento ele gravar canções de Congado, sendo que os Congadeiros o fazem, muito melhor do que ele. Sua opção então, foi trazer um "olhar de fora" sobre os "tambores", que desde sua infância povoa seus pensamentos. Nesse sentido, ele se diferencia de outro compositor, músico, cantor e ator mineiro Maurício Tizumba que trás o "olhar de dentro" do Congado. Nesse sentido, sempre respeitoso, uma das canções é feita exatamente em homenagem a Maurício Tizumba.

Tudo isso para dizer trata-se, aliás como toda a produção desse artista, uma obra prima, uma maravilha sonora para nossos ouvidos. Vá correndo atrás, sinta toda a beleza da realeza mineira.

Para terminarmos mais uma das passagens da Folha de S. Paulo, sobre Sérgio Santos:

"Um mineiro de três discos e um talento comparável apenas à sua discrição e paciência"


Poesia para toda parte

Como hoje estou com mais tempo, vai a terceira versão de poesia para toda parte; primeiro tivemos ELE!!! Carlos Drumond, depois a poesia presente na Missa dos Quilombos e agora, por que poesia não é só palavra:



Marilyn Monroe - Baby, de Bert Stern, em 1962

Fonte:http://www.staleywise.com/collection/stern/marilyn_bed3.html


(212) 966-6223



25 anos do lançamento do espetáculo e disco “MISSA DOS QUILOMBOLOS”

Publico aqui um e-mail que mandei por volta do mês de julho, para alguns amigos:

Este ano comemora-se 25 anos do lançamento do espetáculo e disco “MISSA DOS QUILOMBOLOS”. Par não deixar a data passar em branco, abaixo um resumo desta missa , espetaculo e disco tão marcante na luta do povo negro.

O espetáculo e o disco "Missa dos Quilombos", de Milton Nascimento, Dom Pedro Casaldáliga, o incansável bispo de São Félix do Araguaia, e Pedro Tierra é um marco na música brasileira, foi lançada em disco em 1982 e apresentada pelo Brasil e exterior. No encarte do LP, o compositor mineiro Fernando Brant deu a dimensão do que foi produzido: "O que se viu e ouviu foi de arrepiar. Celebrantes, músicos, coro, maestro e povo compuseram, juntos, um espetáculo que comoveu até as pedras da praça do Recife."

Aos poucos iremos colocando partes da transcrição da missa. Ainda que nada substitua a audição do maravilhoso disco homônimo. Para começar:

MISSA DOS QUILOMBOS

D. Pedro Casaldáliga — Pedro Tierra — Milton Nascimento

1. ABERTURA ESTAMOS CHEGANDO (Coro Cantado)

A DE O (Chegamos, estamos aqui)

Estamos chegando do fundo da terra. estamos chegando do ventre da noite, da carne do açoite nós somos

viemos lembrar.

Estamos chegando da morte nos mares, estamos chegando dos turvos porões, herdeiros do banzo nós somos, viemos chorar.

Estamos chegando dos pretos rosários, estamos chegando dos nossos terreiros, dos santos malditos nós somos, viemos dançar.

Estamos chegando do cl1áo da oficina, estamos chegando do som e das formas, da arte negada que somos, viemos criar.

Estamos chegando do fundo do medo, estamos chegando das surdas correntes, um longo lamento nós somos, viemos louvar.

A DE O (Recitado)

Do Exílio da vida, das Minas da Noite, da carne vendida, da Lei do açoite, do Banzo dos mares. aos novos Albores! vamos a Palmares todos os tambores!!!

Estamos chegando dos ricos fogões, estamos chegando dos pobres bordéis, da carne vendida nós somos, viemos amar.

Estamos chegando das velhas senzalas, estamos chegando das novas favelas, das margens do mundo nós somos, viemos dançar.

Estamos chegando dos trens dos subúrbios, estamos chegando nos loucos pingentes, com a vida entre os dentes chegamos, viemos ·cantar.

Estamos chegando dos grandes estádios, estamos chegando da escola de samba, sambando a revolta chegamos, viemos gingar.

A DE O (Recitado)

Estamos chegando do ventre das Minas, estamos chegando dos tristes mocambos, dos gritos calados nós somos viemos cobrar.

Estamos chegando da Cruz dos Engenhos, estamos sangrando a cruz do Batismo, marcados a ferro nós fomos, viemos gritar.

Estamos chegando do alto dos morros, estamos chegando da lei da Baixada, das covas seu nome chegamos, viemos clamar.

Estamos chegando do chão dos Palmares, estamos chegando do som dos tambores, dos Novos Palmares nós somos, viemos lutar.

(Coro — Cantado)

Em nome do Deus de todos os nomes

— Javé

Obatalá

Olorum

Oió.

Em nome do Deus, que a todos os Homens nos faz da ternura e do pó.

Em nome do Pai, que faz toda carne, a preta e a branca, vermelhas no sangue.

Em nome do Filho, Jesus nosso irmão que nasceu moreno da raça de Abraão.

Em nome do Espirito Santo, bandeira do canto do negro folião.

Em nome do Deus verdadeiro que amou-nos primeiro sem dividição.

Em nome dos Três, que são um Deus só, Aquele que era, que é, que será.

Em nome do povo que espera, na graça da Fé, à voz do Xangó, o Quilombo-Páscoa que libertará.

Em nome do Povo sempre deportado pelas brancas velas no exílio dos mares; marginalizado nos cais, nas favelas e até nos altares.

Em nome do Povo que fez seu Palmares, que ainda fará Palmares de novo

— Palmares, Palmares, Palmares do Povo!!!

Poesia para toda parte

Hoje

ELE!!!!

Certas palavras

Certas palavras não podem ser ditas
em qualquer lugar e hora qualquer.
Estritamente reservadas
para companheiros de confiança,
devem ser sacralmente pronunciadas
em tom muito especial
lá onde a polícia dos adultos
não adivinha nem alcança.

Entretanto são palavras simples:
definem
partes do corpo, movimentos, atos
do viver que só os grandes se permitem
e a nós é defendido por sentença
dos séculos

E tudo proibido. Então, falamos. (Carlos Drumond)

Execução no complexo do Alemão foi sumária

Execução no complexo do Alemão foi sumária


RIO DE JANEIRO - O relatório dos peritos independentes designados pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos apontou duas execuções sumárias e arbitrárias, cinco mortes por tiros à curta distância e aponta que a polícia fluminense destruiu provas que poderiam incriminar os policiais envolvidos na mega-operação no Complexo do Alemão, no dia 27 de junho, que terminou com 19 mortos. "As duas execuções são claras e os cinco casos de tiros à queima-roupa provavelmente seriam confirmados como execuções se houvesse uma investigação aprofundada", disse o ouvidor geral da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Pedro Montenegro.

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disponibilizou o relatório no site da secretaria e em nota desqualificou o relatório. "É preciso que fique claro que nenhum dos autores do relatório alternativo esteve no Rio para realizar qualquer diligência. Trabalharam única e exclusivamente interpretando o laudo realizado pela Polícia Técnica do Rio", disse. (Agência Estado)


Publicado em: 02/11/2007
FONTE: O TEMPO

Blog do Kajuru, nosso Dom Quixote

O autor desse Blog assume é "fanzaço", com o perdão do neo-logismo, do JORNALISTA Jorge Kajuru, o nosso Quixote, na ótima definição de Juca Kfouri fez para o livro, escrito pelo Kajuru.

Escrevo essa nota para comprtilhar uma ótima notícia, O Quixote esta também agora na Blogosfera:
http://www.blastershop.com.br/blogdokajuru/

O link já se encontar aqui ao lado. Só como palhinha do que se pode ler no Blog do Kajuru:

Peço a Deus.

Se eu pudesse ser atendido, queria hoje ter o poder de escumungar o apresentador da Rede RECORD, Juliano ou Luciano Faccioli ou Fascista. Brincadeira de mau gosto, baixaria abaixo de João Kleber, nível de buteco de currutela, ou então é uma enorme vontade de ser veado. Ironizar hoje cedo no programa São Paulo no ar, e o tricolor paulista foi campeão com um HOMEM a menos em campo, nem o descarrego aceitaria de volta, um jornalista assim.


Depois, e sou tirado do ar por ter falado a verdade sobre o Aécinho de Minas, ops! Do Rio de Janeiro. Aliás da Miss Brasil. Ou de mais uma Mônica Veloso da vida.


Em tempo: Este Aécinho, cheira muito mal...

1ª Marcha da Consciência Negra de Belo Horizonte

20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra
1ª Marcha da Consciência Negra de Belo Horizonte
Contra o Racismo, pela Cidadania e a Vida!
Olá guerreiros (as), filhos e filhas de Zumbi e do Povo de Palmares!
No dia 20 de Novembro não é dia de trabalhar ou estudar. É dia de desobediência civil, cívica e cidadã. Reze para seu orixá, inquice ou vodum. Ore para Nossa Senhora do Rosário ou para o santo de sua crença, pegue a sua bandeira, vista a sua camiseta, faça um lindo penteado, coloque seus colares e brincos, pense na sua música, pegue o berimbau, o tambor, tam-tam, timba, xequerê, caxixi, a viola e venha para as ruas comemorar e celebrar a memória de Zumbi dos Palmares. Venha LUTAR pela dignidade do povo negro no Brasil e na nossa cidade. Prepare o seu coração para gritar e exigir que:
QUEREMOS
Queremos o dia 20 de Novembro como Feriado Municipal e Nacional.
Queremos COTAS para a juventude Negra e pobre na UFMG e aprovação da Lei de Cotas – PL 73/99
Queremos a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e do Fundo Nacional de Promoção da Igualdade Racial – PL 3198/2000
Queremos a criação da Secretaria Estadual e Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Queremos que o Governo de Minas implemente a Lei 10639 - História e Cultura da África do Povo Negro no Brasil em todas as Escolas.
Queremos ampliação do orçamento da SEPPIR pelo Governo Federal
Queremos a regularização fundiária das terras das comunidades quilombolas e dos povos indígenas em Minas Gerais
Somos contra a violência. A cultura negro-africana é da PAZ e defensora dos direitos humanos. Queremos segurança social com o fim do genocídio dos nossos jovens e crianças; saúde que atenda as especificidades da população negra; trabalho, emprego e renda; educação e moradia digna. Enfim, queremos a implementação efetiva de um Plano Estadual e Municipal de Promoção da Igualdade Racial, um choque de inclusão social em Minas para diminuir as desigualdades sócio-raciais, construir a justiça e avançar a democracia. Este é o legado de Zumbi e do povo de Palmares.
20 de Novembro - Marcha da Consciência Negra
Ocupe a Praça Sete - Concentração - 15 horas
Estamos por nossa própria conta! Venha prá Marcha você também! Organize seu próprio ônibus. Mobilize a sua Comunidade. Articule a sua Entidade ou Grupo!
Organização:
CONNEB - Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil
CONEN - Coordenação Nacional de Entidades Negras
APNS - Agentes de Pastoral Negros
FCRCN - Fundação Centro de Referência da Cultura Negra
CENARAB - Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira.
CEABRA/ MG – Coletivo de Empresários Negros
CNCDR – Com. Nac. Contra a Discriminação Racial - CUT/ MG
CRCMN- Centro de Refer. da Cultura da Mulher Negra/ MG
GRUCON – Grupo União e Consciência Negra
MNU - Movimento Negro Unificado
MONABANTU – Movimento Nacional Bantu
UNEGRO – União de Negros pela Igualdade
GRUPO IUNA de Capoeira Angola
CNAB - Congresso Nacional Afro-Brasileiro
NZINGA - Coletivo de Mulheres Negras de Belo Horizonte
Diariamente,
Ajude a organizar a Marcha - Rua da Bahia, 360 - 11º andar -(31) 32225777 - E-mail - fcrcn2005@yahoo. com.br